Funny Girl é uma peça de teatro musical com músicas de Jule Styne, letras de Bob Merrill e libreto assinado por Isobel Lennart, que estreou na Broadway em 1964. A trama trata-se de uma semibiografia, baseada na vida e carreira da artista, comediante e estrela da Broadway Fanny Brice, apresentando seu tempestuoso relacionamento com o empresário e jogador Nicky Arnstein.

Barbra Streisand estrelou o musical original da Broadway, produzido por, Ray Stark, genro de Fanny. A produção recebeu oito indicações no 18º Tony Awards. O álbum com a gravação original do elenco de Funny Girl foi incluída no Grammy Hall of Fame em 2004.

Um revival da Broadway estreou em 24 de abril de 2022, estrelado por Beanie Feldstein como Brice. Após alguns meses, Lea Michele assumiu o papel da protagonista em setembro, com ótimas críticas o que levou a um novo álbum com uma nova gravação do elenco da Broadway dois meses depois.

Contexto Em 1940, Stark se casou com Frances Brice (filha de Fanny Brice e Nicky Arnstein). Ao contar a história de Fanny, Stark produziu o musical da Broadway, seguido por sua versão cinematográfica e uma sequência do filme, chamada Funny Lady.

Ray encomendou uma biografia autorizada de Brice, baseada em lembranças gravadas que ela havia registrado, mas cujo resultado não a deixou satisfeita. Stark acabou pagando uma multa de US$50 mil para conseguir interromper a publicação de The Fabulous Fanny (até então nome do livro).

Após a interrupção, Stark recorreu a Ben Hecht para escrever o roteiro de um filme biográfico, mas nem a versão de Hecht nem as versões dos 10 escritores que o sucederam foram capazes de produzir um roteiro que o satisfizesse. Finalmente, Isobel Lennart apresentou My Man, que agradou tanto os executivos de Stark quanto os da Columbia Pictures, que ofereceram US$ 400 mil mais uma porcentagem do valor bruto pelos direitos.

Depois de ler o roteiro, a atriz Mary Martin contatou Stark e propôs que o mesmo fosse adaptado para um musical de palco. Stark discutiu a possibilidade com o produtor David Merrick, que sugeriu que Jule Styne e Stephen Sondheim compusessem uma partitura. No entanto, Sondheim recusou-se a participar do projeto alegando que: não queria um musical biográfico sobre Fanny (que é judia), com uma atriz protagonista não judia. Sondheim ainda afirmou: "Você precisa de um artista étnico para esse papel". Pouco tempo depois, Martin perdeu o interesse pelo papel e desistiu.

Merrick discutiu o projeto com Jerome Robbins, que passou o roteiro para Anne Bancroft . Ela concordou em interpretar Brice com a condição de opinar sobre as músicas. Merrick sugeriu que Styne colaborasse com Dorothy Fields, mas o compositor não se interessou pelo projeto. Em uma viagem para Palm Beach, Flórida, Styne compôs músicas que achou que Bancroft seria capaz de cantar. Foi na Flórida que conheceu Bob Merrill, que após ouvir as cinco melodias que já haviam sido escritas, concordou em escrever as letras para a produção; estes incluíam "Quem é você agora?" e "A música que me faz dançar". De volta a Los Angeles, a dupla mostrou as canções para Stark, Robbins e Bancroft. Bancroft, por sua vez, teve um conflito pessoal anterior e não concordou com a inclusão de Merrill e, depois de ouvir a partitura, ela declarou: "Não quero participar disso. Não é para mim".

Com Bancroft fora de cena, Eydie Gormé foi considerada, mas ela concordou em interpretar Brice somente com a condição de que seu marido Steve Lawrence também fosse escalado como intérprete de Nick Arnstein. Lawrence não foi considerado uma boa escolha para o papel de Nick. E a ideia foi descartada. Em seguida, Stark e Robbins ofereceram o papel para Carol Burnett, que disse: "Eu adoraria fazer isso, mas o que você precisa é de uma garota judia". Com as opções se esgotando, Styne lembrou de Barbra Streisand, com quem havia trabalhado no musical I Can Get It for You Wholesale, e achou que ela seria perfeita. Ela estava se apresentando no Bon Soir em Greenwich Village na época; Styne pediu a Robbins que fosse assisti-la. Impressionado, Robbins a convidou para um teste. Styne lembrou mais tarde: "Ela estava horrível... Todas as suas roupas eram de brechós. Eu vi Fran Stark olhando para ela, com óbvio desgosto em seu rosto." Mesmo assim, Stark contratou Streisand imediatamente após o teste.

Devido uma discussão entre Robbins e Lennart, Jerome pediu a Stark que ela fosse substituída porque achava que ela não seria capaz de adaptar o roteiro em um libreto viável para um musical teatral. Stark recusou e Robbins desistiu do projeto.

Funny Girl foi temporariamente arquivado e Styne passou para outros projetos, incluindo Fade Out – Fade In. Merrick contratou Bob Fosse para dirigir Funny Girl, e o trabalho começou novamente, até que Fosse saiu e a produção foi interrompida durante vários meses, momento em que Merrick sugeriu que Stark contratasse Garson Kanin . Foi a última contribuição de Merrick para a produção, uma vez que posteriormente, ele desistiu e Stark tornou-se o único produtor do show.

Streisand não estava entusiasmada com Kanin como diretor e insistiu que queria Robbins de volta. Sua frustração ocorreu especialmente depois que Kanin sugeriu que a música "People" fosse cortado da trilha sonora porque não combinava com o personagem. Streisand já havia gravado a música para lançamento em single, e Merrill insistiu que a mesma permanecesse: "Tem que estar no show porque é a melhor coisa que ela já fez." Streisand provou estar correta, uma vez que a música teve boa reação do público (quando o show estreou em Boston, o público estava tão familiarizado com "People" que aplaudiu durante a abertura.) Com a boa recepção, Kanin concordou em permanecer com o número.

Problemas com o roteiro e a trilha sonora durante os ensaios, tornaram a estreia no Shubert Theatre em Boston muito longa, mesmo com a exclusão de trinta minutos do roteiro original. Por conta disso, os críticos elogiaram Streisand, mas não gostaram do show. Lennart continuou a editar o libreto e excluiu mais trinta minutos antes da estreia na Filadélfia, onde os críticos pensaram que o show poderia ser um sucesso se os problemas do libreto fossem corrigidos.

A estreia em Nova York foi adiada cinco vezes enquanto sessões extras das previews eram cada vez mais disputadas pelo público. Funny Girl fez dois períodos de teste na Filadélfia, período em que houve o corte de cinco músicas, além de edições em "You Are Woman", solo de Sydney Chaplin, que foi reescrita como um dueto de contraponto. Streisand ainda estava descontente com Kanin e ficou satisfeita quando Robbins voltou para supervisionar a coreografia de Carol Haney.

O romance Smash escrito por Kanin é vagamente baseado em sua experiência dirigindo Funny Girl.

Produções Broadway Após 17 pré-estreias, a produção da Broadway estreou em 26 de março de 1964 no Winter Garden Theatre, passando em seguida pelos teatros: Majestic Theatre e The Broadway Theatre, onde encerrou sua temporada em 1 de julho de 1967, completando um total de 1.348. performances. A produção foi dirigida por Garson Kanin e coreografada por Carol Haney sob a supervisão de Jerome Robbins. Além de Streisand e Chaplin, o elenco original incluía Kay Medford, Danny Meehan, Jean Stapleton e Lainie Kazan, que também atuou como substituta de Streisand. Com a saída de Streisand e Chaplin, Mimi Hines e Johnny Desmond, foram convocados para substituí-los, além da adição ao elenco de Phil Ford, marido e parceiro de comédia de Hines.

West End Streisand reprisou seu papel na produção do West End, encenada no Prince of Wales Theatre e dirigida por Lawrence Kasha. A versão britânica estreou em 13 de abril de 1966. Durante o show, Streisand engravidou e teve que abandonar o show, sendo substituída por Lisa Shane, esposa do diretor do filme The Italian Job, Peter Collinson. Lisa assumiu e continuou a se apresentar como Fanny até o encerramento do show.

Austrália A temporada de estreia na Austrália começou em 4 de março de 1966, no Her Majesty's Theatre, em Sydney . A produção contou com a participação dos atores Jill Perryman (Fanny Brice), Bruce Barry (Nick Arnstein), Evie Hayes (S.ra Brice) e Bill Yule (Eddie Ryan).

Em 1999, uma nova produção australiana foi produzida pelaThe Production Company encenada no Arts Centre Melbourne e estrelada por Caroline O'Connor e Nancye Hayes . A produção foi revivida em 2016, com O'Connor e Hayes reprisando seus papéis.

Uma versão de concerto foi encenada na Sydney Opera House especialmente entre os dias 12 à 14 de julho de 2018. O papel de Fanny Brice no palco foi compartilhado por diversas atrizes, como: Michala Banas, Natalie Bassingthwaighte, Casey Donovan, Virginia Gay, Verity Hunt-Ballard, Dami Im, Maggie McKenna, Zahra Newman, Caroline O'Connor, Queenie van de Zandt e Megan Washington.

Turnês Norte Americanas A primeira Turnê Nacional foi estrelada por Lillian Roth (S.ra Brice); Anthony George (Nick) e Marilyn Michaels como Fanny.

Uma turnê nacional dos Estados Unidos produzida em 1996 contou com a participação de Debbie Gibson como Fanny Brice e Robert Westenberg como Nick Arnstein. A turnê foi planejada com trajeto passando por 30 cidades começando em Pittsburgh, Pensilvânia, em outubro de 1996. No entanto, terminou prematuramente em novembro de 1996 em Green Bay, Wisconsin.

Uma turnê nacional dos Estados Unidos em 2023 do revival da Broadway de 2022 estreou em Providence, Rhode Island, em 9 de setembro de 2023. A turnê do revival foi estrelada por Katerina McCrimmon, com destaque para os atores Stephen Mark Lukas e Melissa Manchester.Katerina McCrimmon to Star as Fanny Brice in FUNNY GIRL North American Tour

Revival do West End O primeiro revival em grande escala do musical começou com prévias na Menier Chocolate Factory em 20 de novembro de 2015 e estreou oficialmente em 2 de dezembro com uma curta temporada com duração até 5 de março de 2016. A produção foi estrelada por Sheridan Smith, com Darius Campbell como Nick, dirigida por Michael Mayer, com livro revisado de Harvey Fierstein .Gans, Andrew and Shenton, Mark. "Watch London's Funny Girl, Sheridan Smith, Sing! (Video)" Playbill, August 2015Staff. "The Verdict: Read Reviews of London's Funny Girl Revival Starring Sheridan Smith" playbill.com, December 2, 2015 A temporada inteira teve seus ingressos esgotados em apenas um dia, tornando-se o show de venda mais rápida já registrado do Menier. Depois disso, o show foi transferido para Savoy Theatre de Londres em 9 de abril de 2016, para uma exibição até 10 de setembro de 2016. O show posteriormente foi estendido até 8 de outubro devido à fenomenal demanda do público. Devido uma indisposição, Smith foi substituída pela atriz Natasha J Barnes, que desempenhou o papel de Fanny até o retorno de Smith em Julho.Viagas, Robert. "Sheridan Smith Returns to London Production of 'Funny Girl' Today" Playbill, July 8, 2016

Uma turnê britânica do revival de 2015 começou em fevereiro de 2017 com estreia no Palace Theatre, em Manchester.Shenton, Mark " 'Funny Girl' to Launch U.K. Tour in February 2017" Playbill, June 27, 2016 Após críticas muito favoráveis, Smith e Barnes retornaram ao papel de Fanny Brice e a locais alternativos durante a turnê pelo Reino Unido.

Paris Uma produção francesa em Paris estreou em Novembro de 2019 no Théâtre Marigny, com direção e coreografias por Stephen Mear e estrelando Christina Bianco como Fanny. O show recebeu críticas universalmente positivas, com elogios principalmente para Bianco. A temporada foi estendida dobrando o planejamento inicial.

Revival da Broadway