A política de Salvador se processa no âmbito da política estadual baiana e nacional brasileira. Na estrutura do federalismo no país, Salvador é um município e, portanto, uma das unidades federativas do Brasil, além de ser a cidade capital do Estado da Bahia e um dos 417 municípios desse estado. Assim sendo, desde a Constituição Federal de 1988, tem certa autonomia dentro da estrutura governamental brasileira, o que implica competências governamentais e a existência dos poderes Executivo e Legislativo próprios no âmbito municipal, porém, que seguem diretrizes nacionais e estaduais do republicanismo, democracia representativa, federalismo.https://www.politize.com.br/lei-organica-de-um-municipio/ Como lei máxima (com alguma equivalência às constituições), o Município de Salvador é regido pela sua própria Lei Orgânica Municipal (LOM), a qual foi promulgada em 1990.
Na chefia do poder executivo municipal, o prefeito de Salvador é Bruno Reis, do partido União Brasil (UNIÃO), no cargo desde 1.° de janeiro de 2021 e reeleito em 2024 para cumprir o mandato de 1 de janeiro de 2025 a 31 de dezembro de 2028. Na casa legislativa municipal, 43 vereadores ocupam os assentos da Câmara Municipal de Salvador, todos eleitos também em 2024. A Câmara conta com emissora na televisão aberta e em transmissão digital desde 2014: a TV Câmara Salvador, gerida pela Fundação Cosme de Farias (FCF).
A política da cidade de Salvador é marcada pelo grupo capitaneado pela Família Magalhães, diretamente ligado ao ex-prefeito, governador e senador Antônio Carlos Magalhães, no qual fora prefeito entre 1967 e 1970, deixando o cargo para assumir por via indireta o governo do estado, que à época era responsável por nomear o prefeito da Capital. Sob indicação de ACM, foram prefeitos Clériston Andrade, Jorge Hage e Mário Kertész, na qual fora o último prefeito de caráter nomeado pelo governador. Após a vigência do voto direto para prefeito das capitais, do grupo "carlista" foram eleitos Antônio Imbassahy (1997-2000 e 2001-2004) por dois mandatos, ACM Neto (neto do ex-governador) também por dois mandatos (2013-2016 e 2017-2020) e Bruno Reis na qual governa a cidade no período vigente eleito em 2020 e reeleito em 2024. Além do grupo conhecido como "carlista", também ocuparam o Palácio Tomé de Souza alguns opositores a este grupo, como Lídice da Mata (exerceu mandato no período 1993-1996 e então filiada ao Partido da Social Democracia Brasileira, [PSDB]) e João Henrique Carneiro (exerceu os mandatos 2005-2008 e 2009-2012 então filiado ao Partido Democrático Trabalhista [PDT] e depois ao Partido do Movimento Democrático Brasileiro [PMDB]).
Eleições
As eleições municipais de Salvador são pleitos para a definição de ocupantes do comando do poder executivo municipal — isto é, prefeito(a) e vice-prefeito(a) — e parlamentares do poder legislativo municipal — isto é, vereadores(as) — e em ambos os casos os mandatos têm duração de quatro anos. Sob o vigente sistema eleitoral do Brasil, tais eleições têm alternância bienal com as eleições gerais (federal e estadual) do país, além de serem realizadas de forma temporalmente coincidente nos todos os demais municípios brasileiros. O sufrágio é universal, secreto e direto, sendo obrigatório para pessoas alfabetizadas de 18 a 70 anos e facultativo para pessoas de 16, 17 e 70 anos ou mais e pessoas analfabetas de 18 a 70 anos. Para candidatar-se há exigência de vinculação partidária (impossibilidade de candidatura avulsa), possibilidade de coligações partidárias não verticalizadas, cota de gênero (máximo de 70% e mínimo de 30%) possibilidade de uma única reeleição consecutiva e financiamento de campanha de origem mista (dinheiro privado apenas a partir de autodoações ilimitadas e doações de pessoas físicas limitadas e dinheiro público a partir do Fundo Partidário, Fundo Especial de Financiamento de Campanha e propaganda eleitoral gratuita). O sistema de definição do resultado é apurado por urna eletrônica e dado pelo sistema majoritário da chapa (titular e vice) para cargos do poder executivo e pelo sistema proporcional com voto em legenda e nominal em lista aberta para o poder legislativo.
A legislação eleitoral brasileira para eleições municipais no sistema majoritário — isto é, o pleito para os cargos de prefeito(a) e vice-prefeito(a) — distingue os municípios pelo tamanho do eleitorado. Para municípios com eleitorado de mais de 200 mil pessoas, deve ser realizado segundo turno caso nenhuma candidatura atinja maioria absoluta na contagem dos votos. Nesse caso, a disputa se dá entre as duas candidaturas mais votadas no primeiro turno. Salvador é um desses municípios onde há possibilidade de que a decisão se dê apenas em segundo turno para esses dois cargos.
As últimas eleições municipais realizadas foram: Eleição municipal de Salvador em 1985 Eleição municipal de Salvador em 1988 Eleição municipal de Salvador em 1992 Eleição municipal de Salvador em 1996 Eleição municipal de Salvador em 2000 Eleição municipal de Salvador em 2004 Eleição municipal de Salvador em 2008 Eleição municipal de Salvador em 2012 Eleição municipal de Salvador em 2016 Eleição municipal de Salvador em 2020 Eleição municipal de Salvador em 2024
Planejamento urbano O planejamento urbano é determinado por um plano diretor municipal, chamado na cidade de Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano (PDDU). Em fevereiro de 2008, a Câmara de Salvador, aprovou uma nova versão do PDDU para Salvador. Segundo o Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura (CREA) e mais cinco entidades da sociedade civil, a versão de 2008 que permitira o desmatamento da Mata Atlântica na Avenida Paralela, criação de paredões de prédios na orla atlântica e acarretaria prejuízos para a Prefeitura e lucros exorbitantes para as construtoras e imobiliárias. O CREA solicitou à Justiça Federal alteração em 48 itens da lei que aprovou o novo PDDU.Bahia Notícias / Samuel Celestino. entidades ingressam com ação na justiça federal contra PDDU. Também foi alvo de denúncias do Ministério Público do Estado da Bahia (MPBA) e de ações no Tribunal de Justiça da Bahia (TJBA). Além disso, a Lei de Ordenamento do Uso e Ocupação do Solo (LOUOS) foi aprovada com medidas que alteraram o PDDU, que é uma legislação superior. Tal plano diretor ficou sem vigorar (suspenso) e um substituto foi então discutido em audiências que envolveram o PDDU, a LOUOS e o Plano Salvador 500, mas ainda com críticas à participação social e ações do MPBA. Novas versões do PDDU e da LOUOS foram aprovadas em 2016, em vigor desde então, apesar de contestações persistirem.
Poder executivo
O Poder Executivo do município de Salvador é representado pelo Prefeito e seu Gabinete de Secretários, seguindo o modelo proposto pela Constituição Federal de 1988 do Brasil. A Lei Orgânica do Município e o atual Plano Diretor da cidade, porém, determinam que a administração pública deva garantir à população ferramentas efetivas de manifestação da democracia participativa.
O atual prefeito da cidade é Bruno Reis, do União Brasil, candidato vitorioso na eleição municipal de Salvador em 2020 e reeleito para um novo mandato na eleição municipal de Salvador em 2024, tendo Ana Paula Matos como sua vice-prefeita em ambos os mandatos.
Administração direta A administração da prefeitura atualmente é composta por 18 secretarias.
+N°SiglaSecretariaTitular1°CSCasa CivilLuiz Antônio Vasconcellos Carreira2°SECOMSecretaria Municipal de Comunicação3°SEMGESecretaria Municipal de GestãoRodrigo Santos Alves4°SEMITSecretaria Municipal de Inovação e TecnologiaSamuel Pereira Araújo5°SEFAZSecretaria Municipal da FazendaGiovanna Victer6°SEDURSecretaria Municipal de Desenvolvimento UrbanoJoão Xavier Nunes Filho7°SECISSecretaria Municipal de Sustentabilidade, Resiliência e Bem Estar e Proteção AnimalIvan Euler 8°SECULTSecretaria Municipal de Cultura e TurismoPedro Tourinho9°SEMDECSecretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico, Emprego e RendaMila Correia Scarton10°SMEDSecretaria Municipal da EducaçãoThiago Martins Dantas11°SMSSecretaria Municipal da SaúdeAlexandre Reis12°SEMPRESecretaria Municipal de Promoção Social, Combate à Pobreza, Esportes e LazerJúnior Magalhães13°SEMURSecretaria Municipal da ReparaçãoIvete Alves do Sacramento14°SPMJSecretaria Municipal de Políticas para Mulheres, Infância e JuventudeFernanda Silva Lordêlo15°SEINFRASecretaria Municipal de Infraestrutura, e Obras PúblicasFrancisco Torreão Espinheira16°SEMANSecretaria Municipal de Manutenção da CidadeLázaro França Jezler Filho17°SEMOPSecretaria Municipal de Ordem PúblicaAlexandre Almeida Tinôco18°SEMOBSecretaria Municipal de MobilidadeFabrizzio Muller
Autarquias Vinculada a Casa Civil: Agência Reguladora e Fiscalizadora dos Serviços Públicos de Salvador (ARSAL), tendo Marcus Passos como Diretor-Presidente. Vinculada a Secretaria Municipal de Inovação e Tecnologia: Companhia de Governança Eletrônica de Salvador (COGEL), tendo Samuel Pereira Araújo como Diretor-Presidente. Vinculada a Secretaria Municipal da Fazenda: Companhia de Desenvolvimento e Mobilização de Ativos de Salvador (CDEMS) Vinculada a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano: Fundação Mário Leal Ferreira (FMLF), tendo Tânia Maria Scofield Souza Almeida como presidente. Vinculadas a Secretaria Municipal de Cultura e Turismo: Empresa Salvador Turismo (SALTUR), tendo Isaac Chaves Edington como presidente. Fundação Gregório de Mattos (FGM), tendo Fernando Guerreiro como presidente. Vinculada a Secretaria Municipal de Políticas para Mulheres, Infância e Juventude: Fundação Cidade Mãe (FCM), tendo Isabella Argolo como presidente. Vinculada a Secretaria Municipal de Infraestrutura, e Obras Públicas: Superintendência de Obras Públicas de Salvador (SUCOP), tendo Orlando Cezar da Costa Castro como superintendente. Vinculada a Secretaria Municipal de Manutenção da Cidade: Companhia de Desenvolvimento Urbano do Salvador (DESAL), tendo Virgílio Teixeira Daltro como presidente. Vinculada a Secretaria Municipal de Ordem Pública: Guarda Civil Municipal (GCM), tendo o GCM Marcelo Silva como Comandante. Empresa de Limpeza Urbana de Salvador (LIMPURB), tendo Carlos Augusto da Silva Gomes como Diretor Presidente. Vinculada a Secretaria Municipal de Mobilidade: Superintendência de Trânsito de Salvador (TRANSALVADOR), tendo Décio Martins como superintendente.
Poder legislativo
Relações internacionais
O Município de Salvador conta, dentro da estrutura de seu poder executivo, com um órgão central para assuntos exteriores desde a década de 2000 e, dentro do legislativo, com uma comissão permanente, a Comissão de Desenvolvimento Econômico, Turismo e Relações Internacionais. Esse órgão central da Prefeitura começou como a Secretaria Extraordinária de Relações Internacionais (SECRI), passou pela Assessoria de Relações Internacionais (ARI, criada por lei em 29 de dezembro de 2008), pelo Escritório Municipal da Copa do Mundo FIFA-2014 (ECOPA) e Escritório Salvador Cidade Global vinculado ao gabinete do prefeito, chegando ao Escritório de Cooperação Internacional (ECI), vinculado ao gabinete da vice-prefeita.
esquerda|miniaturadaimagem|Fachada da Casa de Angola na Bahia, instalada no Solar do Gravatá