miniatura|Imagem da Colina, no ano de 2015 miniatura|Renato Russo, o "guru" da turma da Colina, um dos criadores da extinta banda Aborto Elétrico e, mais tarde, fundador da Legião Urbana Turma da Colina foi um grupo de jovens brasileiros que se reuniam na Colina, uma área habitacional da Universidade de Brasília (UnB), que entre o final da década de 70 e o começo dos anos 80, atuou como núcleo de sociabilidade, circulação musical e debate cultural que deu origem a parte significativa da cena do rock de Brasília. Dessa turma faziam parte diversos nomes que se tornariam famosos e formariam bandas que despontariam no cenário nacional como Legião Urbana, Capital Inicial e Plebe Rude. É considerado um dos primeiros movimentos culturais de Brasília.
Origem e Contexto A “Colina” era um conjunto de prédios habitacionais vinculados à Universidade de Brasília, onde moravam filhos de servidores públicos, professores e diplomatas, ou seja, um espaço com circulação cosmopolita e acesso a materiais culturais raros na época. Entre o final da década de 70 e o começo da década de 80, um grupo de jovens, entediados com a cidade, passou a se reunir regularmente para ouvir música, trocar discos e tocar. Esse convívio entre jovens com acesso a rádio, discos importados e formação escolar produziu condições favoráveis ao surgimento de bandas autorais locais. Nessa turma estavam figuras como Renato Russo, Fê Lemos e Flávio Lemos, André Pretorius, Philippe Seabra, entre outros. Esses jovens eram nada menos que o futuro do rock brasileiro.
Foi nesse contexto que o punk foi, literalmente, apresentado para aqueles jovens. Por volta de 1978, entrou para a turma André Pretorius, filho do embaixador da África do Sul, que trazia consigo uma vasta bagagem cultural e política. André trouxe, de uma de suas viagens à Europa, vários discos de punk rock daquele período. Como naquela época o material era muito difícil de ser achado, virou logo referência da turma que tinha como "guru" Renato Russo. O conteúdo do repertório e a atitude do punk contribuíram para a formação sonora e estética das primeiras bandas nascidas da Turma da Colina. Essas trocas culturais ocorreram paralelamente a experiências formativas (aulas, debates, leituras) e à circulação em palcos locais que, junto ao contexto político de redemocratização do país, alimentaram letras e posturas que viriam a marcar o rock brasiliense.
A Turma da Colina é considerada um nó central na constituição de uma identidade musical brasiliense que, nas décadas seguintes, teve grande repercussão nacional. A importância do grupo é frequentemente evocada em documentários, cinebiografias e estudos sobre o rock nacional, como no documentário Rock Brasília - Era de Ouro (dir. Vladimir Carvalho, 2011) (que ganhou o prêmio de Melhor Documentário no Festival Paulínia de Cinema de 2011) e o filme Somos Tão Jovens, (dir. Antonio Carlos da Fontoura, 2013), além de livros (O Diário da Turma 1976-1986, Paulo Marchetti, 2011) que reúnem depoimentos dos protagonistas e análises críticas do período.
Ligações externas Matéria sobre Renato Russo e a Turma da Colina
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