O sismo de Arsacavana ocorreu por volta de 363 e afetou as cidades de Arsacavana e Salate (moderna ). O historiador Josef Markwart () teorizou que este sismo é o mesmo que afetou Nicomédia (atual Ismite) em 358, mas esta identificação não é confirmada por fontes primárias. O evento foi descrito na hagiografia Vida de São Narses (), segundo a qual, Arsacavana, que havia sido fundada por , foi totalmente destruída. Alega-se que seus habitantes foram esmagados por pedras e não restou nada além de detritos e madeira. Outras fontes aludem ao fim da cidade, sem mencionar o sismo. Algumas delas, por exemplo, atribuem a destruição a uma praga.

Estêvão Orbeliano () conectou o sismo a uma campanha militar do xainxá contra a província de Siúnia (moderna Siunique, na Armênia) do Reino da Armênia. Na narrativa, escravos de Sapor estavam escalando uma colina artificial, numa tentativa de alcançar a igreja de Salate. Então ocorreu o sismo, e os persas foram jogados para longe e morreram. A narrativa relata que a igreja foi enterrada pelo sismo, junto com todos os seus tesouros, mas que foi redescoberta mais tarde após outro sismo. Moisés de Dascurã () faz um relato semelhante e descreveu como o exército sassânida escalou um monte para alcançar a igreja de Salate. O sismo supostamente ocorreu quando alcançaram o topo e eles fugiu com medo, junto com seu general Atascodai.

Bibliografia

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