Estado Bandeirante é uma designação popular e histórica para o estado de São Paulo. Para momentos anteriores da história paulista, utilizam-se também os termos Província Bandeirante, referindo-se à Província de São Paulo, e Capitania Bandeirante, aludindo à Capitania de São Vicente e sua sucessora, a Capitania de São Paulo.

História miniaturadaimagem|Monumento às Bandeiras, obra do escultor italiano Victor Brecheret, um dos símbolos paulistas São Paulo assim ficou conhecido por ser a localidade de onde partiam as bandeiras para desbravar o interior da América do Sul, sendo o berço de diversos bandeirantes com importância significativa para a história do Brasil, como o Anhanguera, descobridor de Goiás, Domingos Jorge Velho, um dos conquistadores do Piauí, e muitos outros que se destacaram na fundação de localidades e capitais brasileiras, como Belo Horizonte, Curitiba, Cuiabá e Florianópolis.

O termo "bandeirante" passou a ser utilizado como um sinônimo de "paulista" com mais frequência após a década de 1920, legando diversas referências, a exemplo do hino estadual, o Hino dos Bandeirantes, e a sede do governo do estado de São Paulo, o Palácio dos Bandeirantes.

Uso O nome "Estado Bandeirante" passou a ser citado a partir da década de 1900, com menções em jornais brasileiros como "A República", do Paraná, em 1905, e Jornal do Commercio, do Rio de Janeiro, em 1909. É mencionado também no hino dos municípios de Barrinha, Mairiporã, Mirandópolis e Santa Albertina.

O general José Canavarro Pereira, comandante do II Exército, nos documentos do Departamento de Ordem Política e Social (DOPS/Deops), órgão de repressão com papel de destaque durante o Estado Novo e Ditadura militar, na criação da Operação Bandeirante, atuante em São Paulo e chamada assim em referência à forma como o estado era conhecido, evocou o estado de São Paulo como o "Estado Bandeirante," chamou seu governo de "governo bandeirante," e a sua Força Pública, atual Polícia Militar de São Paulo, de "Milícia Bandeirante.":Fundo Deops, dossiê 50-Z-9, pasta 43, Arquivo Público do Estado de São Paulo

Em 1982, foi mencionado em um artigo publicado pela na revista do Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo, que também se referiu à medicina de São Paulo como "medicina bandeirante"; no mesmo artigo, a antiga Província de São Paulo, existente entre 1821 e 1889, foi chamada de "Província Bandeirante."

O uso da denominação ainda é comum entre entre a população, políticos e por meios de comunicação. Em 2005, o então governador Geraldo Alckmin referiu-se a São Paulo desta forma, ao homenagear os premiados com o Prêmio Mauro Covas, destacando a figura de Mário Covas, ex-governador de São Paulo:

Em 2013, em uma Sessão Solene na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo, o então deputado Bruno Covas, enfatiza o reconhecimento público do "Estado Bandeirante" pelo trabalho realizado pela Ordem DeMolay. Em 2015, em um artigo crítico à gestão estadual do PSDB, publicado pelo Jornal GGN, o colunista Fábio de Oliveira Ribeiro utiliza da expressão. Em 2019, o Secretário da Segurança Pública João Camilo Pires de Campos disse ser "secretário de Segurança Pública deste Estado Bandeirante"; um mês depois, o deputado Sargento Neri, em um discurso em defesa dos veteranos das forças de segurança pública de São Paulo, fez um clamor à sociedade paulista, encerrando ao denominar São Paulo por 'Estado Bandeirante.'

Ver também

Paulistânia Bandeirantes

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