O Centro Acadêmico de Estudos Jurídicos e Sociais (CAJU) foi um núcleo de pesquisa, estudo e debate fundado em setembro de 1927 por estudantes da Faculdade Nacional de Direito.
Um dos principais grupos de orientação conservadora atuantes no Rio de Janeiro durante a década de 30, contou entre seus membros intelectuais, políticos e artistas de destaque, como San Tiago Dantas, Hélio Vianna, Octavio de Faria, Américo Lacombe, Vinicius de Moraes, Gilson Amado, Plínio Doyle e Thiers Martins Moreira. Era admitido ao CAJU somente o postulante cuja tese, lidando com questões da história, do direito ou da sociologia, fosse avaliada e aprovada unanimemente pelo grupo.
Fortemente influenciados pela sociologia católica, por pensadores conservadores como Le Play e Jacques Maritain e por elementos do fascismo italiano, os cajuanos disputaram pela hegemonia ideológica e cultural no meio universitário e jornalístico sobretudo por meio da Revista de Estudos Jurídicos, à qual contribuíram intelectuais de relevo, como Alceu Amoroso Lima e Oliveira Vianna.
Inicialmente simpático ao tenentismo e às pretensões modernizadoras da revolução de 30, o CAJU aproximou-se gradualmente do integralismo, chegando a atuar como órgão de ensino, difusão e desenvolvimento da doutrina do Sigma. O grupo desvaneceu em meados da década de 30, com a graduação de alguns de seus membros e a proibição da Ação Integralista Brasileira.
Ver também
Neoescolástica Vilfredo Pareto Integralismo
Notas
Referências
Categoria:1927 no Rio de Janeiro Categoria:Universidade Federal do Rio de Janeiro Categoria:Organizações conservadoras do Brasil Categoria:Integralismo no Brasil