Mário Jorge Rodrigues, mais conhecido apenas como Mário Rodrigues (Sardoal, 29 de Novembro de 1949 - Santarém, 8 de Outubro de 2018), foi um engenheiro agrónomo e artista plástico português.
Biografia Nasceu no Sardoal, em 1949. Veio para Santarém ainda durante a juventude, para continuar os seus estudos, tendo frequentado a Escola de Regentes Agrícolas.
Exerceu como artista plástico, tendo criado obras de diversas tipologias, como pintura, gravura, desenho, cerâmica e escultura. Participou em exposições em vários pontos do país, incluindo por exemplo a Esses Azuis, Mário, organizada em 2022 no Centro Cultural Regional de Santarém, e onde também participaram Carlos Amado, Mário Tropa, Xavier Correia, José Catrola e Fernando Veríssimo. Foi igualmente considerado como o «mentor» do evento Pictorin – Encontro de Artistas Plásticos, organizado em Santarém. Foi um dos principais responsáveis pela criação da exposição colectiva «as pedras são testemunhas silenciosas» que fez em conjunto com Carlos Amado e Fernanda Narciso, em duas lojas encerradas no centro de Santarém. Uma das suas últimas obras, que não chegou a concluir, foi a escultura de pedras da calçada, onde incrustou pequenos pedaços de azulejo, e que pensou em deixar na área histórica da cidade. Outro trabalho seu foi um monumento aos refugiados que morreram a tentar atravessar o mar Mediterrâneo, esculpido em mármore em 2016, e que planeou colocar no espelho de água junto às cafetarias situadas no Jardim da Liberdade. Manteve um atelier na Incubadora d’Artes de Santarém, que partilhou com o também artista plástico Carlos Amado. Foi igualmente considerado como o «mentor» do evento Pictorin – Encontro de Artistas Plásticos, organizado em Santarém.
Numa entrevista à Agência Lusa, referiu que «desde criança que sempre tive uma inclinação muito grande para a arte», tendo fabricado ele próprio os brinquedos e as canetas. Esta inclinação inspirou-o a frequentar os cursos de pintura, estética e história da arte na Sociedade Nacional de Belas Artes. O historiador de arte Paulo Morais Alexandre descreveu a sua obra como uma «ligação entre o abstrato e o figurativo, através de, por um lado, uma mancha cromática que tem vida própria, que se desenvolve em plena autonomia, mas que, por outro, o pintor pontua com elementos reconhecíveis, objetos, pessoas que, numa representação contida, se fundem criando composições harmónicas apelando à visão, mas também à memória, numa sábia gestão dos afetos».
Morreu em 8 de Outubro de 2018, aos 69 anos de idade, no hospital de Santarém, devido a um cancro do pulmão.
Foi alvo de uma homenagem durante o evento Pictorin – III Encontro de Artistas Plásticos, que teve lugar em Santarém entre 1 e 5 de Setembro de 2020. Como parte desta iniciativa, foi organizado o Concurso Prémio Mário Rodrigues, no Jardim das Portas do Sol.
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