Aqueduto medieval de Perúgia (em italiano: Acquedotto medievale di Perugia) é um sistema hidráulico do século XIII, localizado na comuna de Perúgia, na região italiana da Úmbria, projetado para levar água do Monte Pacciano até a Fontana Maggiore. Foi desativado em 1827, e atualmente um trecho do aqueduto se transformou em uma via suspensa para pedestres.
História Para resolver o problema de abastecimento de água de Perúgia, em 20 de abril de 1254 o frade Plenerio apresentou ao Conselho Público um projeto de aqueduto para captar água das nascentes do Monte Pacciano para abastecer a cidade. Com o projeto aprovado e o contrato assinado em 4 de dezembro de 1254, deu-se o início das obras, com a etapa inicial tendo Plenerio como projetista e o frade Bonomo de Orte sendo o mestre de obras. A obra passou por um longo período de paralisação até 1277; contrataram o silvestrino Bevignate como responsável técnico e Boninsegna de Venezia como o mestre encanador; este último, tendo uma boa reputação após ter concluído com sucesso a construção do aqueduto de Orvieto. Boninsegna identificou deficiências no projeto inicial feito por Plenerio, e modificou-o, garantindo o sucesso da construção do aqueduto de Perúgia. E, em fevereiro de 1278, finalizaram a construção do sistema hidráulico, com o aqueduto chegando até a Fontana Maggiore, a fonte terminal construída para receber a água trazida pelo aqueduto.
Em 1827, o aqueduto medieval foi desativado, devido a alta demanda de manutenção; e passaram a utilizar um novo conduto de ferro fundido, projetado por Giovanni Cerrini.
Atualmente, próximo ao Monte Pacciano ainda se encontram as ruínas do aqueduto; e na cidade de Perúgia, um trecho do aqueduto ao ar livre, próximo ao centro histórico, se transformou em uma via suspensa para pedestres.
Construção O aqueduto foi construído com 4km de extensão, combinando o uso de arcos suspensos, tubos de chumbo aéreos e subterrâneos, torres hidráulicas e cisternas. Foi construída uma cisterna inicial no Monte Pacciano e outras cisternas intermediárias pelo percurso, ligadas por tubo de chumbo. As cisternas intermediárias serviam para aliviar a pressão da água devido às diferentes alturas, e para a função de filtragem por decantação. As torres hidráulicas possuíam a função de garantir que a água permanecesse no mesmo nível entre o ponto de partida (Monte Pacciano) e o ponto de chegada (Perúgia); foram utilizadas pedras furadas como respiro nos tubos de chumbo, para aliviar a pressão do ar gerado pela massa de água.L'Acquedotto Medievale di Perugia patrimonio dell'Umanità. Rai News (em italiano). 26 de abril de 2025. Consultado em 28 de fevereiro de 2026. Categoria:Perúgia Categoria:Aquedutos da Itália