A Associação Nacional das Baianas de Acarajé, Mingau, Receptivo e Similares (ABAM) é uma organização não governamental brasileira sediada em Salvador, Bahia. Fundada em 19 de abril de 1992, funciona como uma associação profissional dedicada à promoção do ofício de baiana de acarajé, reconhecido como patrimônio imaterial na esfera nacional pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) em 2005 e na esfera estadual pelo Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (IPAC) em 2012. Dedica-se à capacitação e profissionalização e também promoção dos direitos culturais e econômicos relacionados ao ofício, surgido dos terreiros e rituais do candomblé.

Já presidiram a ABAM: Clarice dos Anjos e, na época do reconhecimento do ofício como patrimônio nacional, Maria Leda Marques. Em 2017, Rita Santos foi eleita para o período 2017-2021. Em 2001, cerca de 25% das pessoas filiadas à ABAM eram homens. Sua sede funciona junto ao Memorial das Baianas, no belvedere da Praça da Sé ao lado do monumento da Cruz Caída. Esse memorial foi inaugurado em 2009 e integrou o Pontão de Cultura criado em 2008. Em 2024, a sede foi assaltada por quatro vezes. Para além da sede em Salvador, conta com uma estrutura descentralizada com núcleos em vários municípios da Bahia e de outros estados brasileiros. E está acreditada junto à Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO).

Nas atividades de promoção dos direitos, busca a facilitação do exercício do ofício, o que inclui licenças de trabalho e autorizações governamentais para o comércio de rua, como ocorreu durante os megaeventos da Federação Internacional de Futebol (FIFA) em 2013 e 2014, na realização do censo em 2021 pela Secretaria Municipal de Cultura e Turismo de Salvador, no lançamento em 2023 da Cartilha da Baiana de Acarajé Sustentável pela ABAM com a Comissão de Emergência Climática e Inovação para Sustentabilidade da Câmara Municipal de Salvador e a Universidade Federal da Bahia (UFBA), e durante o reconhecimento na cidade do Rio de Janeiro em 2024.

miniatura|Cartaz do 3.º Festival de Acarajé, realizado pela ABAM em 2019 Outra linha de atuação refere-se ao processo de patrimonialização em meio à diversidade cultural brasileira, com destaque para as elaborações por cada governo dos planos de salvaguarda do ofício-patrimônio e para o processo de reconhecimento na esfera municipal de Salvador do ofício como patrimônio cultural, cujo processo foi aberto em 2025. Nessa mesma linha está a organização do Festival de Acarajé, cuja sétima edição ocorreu em 2025, com apresentações culturais, distribuição de acarajés, homenagens ao Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha, captação de doações. Essa atuação reflete o enfrentamento ao racismo estrutural, ao apagamento cultural silencioso, à apropriação cultural, à invisibilidade social e aos desvirtuamentos das tradições religiosas e culturais afro-brasileiras. Também expressa valorização do ofício, resistência cultural, amefricanidade, empreendedorismo e afroturismo.

Ver também Afroempreendedorismo Baiana de acarajé Vestuário das baianas Mingau Comida de rua

Bibliografia

Ligações externas Informações na página da UNESCO Informações na página do projeto "A Bahia tem dendê"

Baianas de acaraje Categoria:Organizações de Salvador Categoria:Baianas do acarajé Categoria:Organizações fundadas em 1992 Categoria:Fundações no Brasil em 1992