Soneto 72 é um soneto integrante dos 154 sonetos de William Shakespeare, da série ao Belo Rapaz, cuja identidade continua desconhecida.
Estrutura Forma: Soneto inglêsCAMPOS, Geir. Pequeno Dicionário de Arte Poética. Rio de Janeiro: Edições de Ouro, 1960 Rimas: ABAB CDCD EFEF GG Métrica: Versos decassílabos Ritmo: Pentâmetro iâmbico
Sinopse Este soneto dá continuidade ao tema do Soneto 71, de que o jovem não deve buscar perpetuar a memória de sua amada, ou o próprio amor, pois o mundo apenas se aproveitará disso como motivo de zombaria, e o próprio autor declara ser indigno de tal memorial ou de uma lembrança tão amorosa. Muito melhor seria que ele fosse enterrado e seu nome enterrado com ele. Dessa forma, o jovem escaparia da vergonha e da mácula de se associar a um personagem tão desprezível.
O poema contradiz sua própria mensagem, mas essa contradição não enfraquece seu impacto, pois a reafirmação da abnegação do amor parece fazer com que esse amor sobreviva à sua própria aniquilação. Embora haja um temor subjacente de que o jovem não seja sincero ou fiel (antes ou depois da morte), a verdade que prevalece é mais forte: omnia vincit amor, o amor tudo vence.
Como continuação do , este soneto explica que a amada só pode defender seu amor pelo poeta falando falsamente, dando-lhe mais crédito do que ele merece. A amada é, ao contrário, instada a esquecer o poeta após sua morte.
Traduções Tradução de Thereza Christina Rocque da Motta Um quatorzain monostrófico, sem obedecer a métrica, ritmo ou rima:
Tradução de Paulo Camelo Soneto inglês com rimas ABAB CDCD EFEF GG, versos decassílabos em pentâmetro iâmbico obedecendo a um ritmo holístico:
Tradução de Milton Lins Soneto inglês com esquema rímico ABAB CDCD EFEF GG, construído em decassílabos heroicos, mantendo o pentâmetro iâmbico
Categoria:Sonetos de William Shakespeare en:Sonnet 72 fr:Sonnet 72