150px|miniatura|Logo usado pelas Forças de Defesa de Israel para anunciar assassinatos seletivos de membros do Hamas, Hezbollah e Houthi desde 2024. 150px|miniatura|Logo usado pelas Forças de Defesa de Israel para anunciar assassinatos seletivos de integrantes do governo iraniano. Os assassinatos seletivos praticados por Israel (em hebraico, סיכול ממוקד, sikul memukad, ou seja, "supressão direcionada"; em árabe, القتل المستهدف‎?, al-qatl al-mustahdaf; em inglês, targeted killings) referem-se a uma prática militar unilateral do governo israelense, método que se desenvolveu no período pós-Segunda Guerra Mundial e que Israel exerceu extensivamente, mais do que qualquer outra democracia ocidental e, de forma singular no mundo contemporâneo, uma prática legalmente endossada por uma decisão da Suprema Corte de Israel, de acordo com o jornalista investigativo israelense Ronen Bergman.

Ao realizar assassinatos seletivos, o governo israelense refere-se a essas operações como "eliminações". Os indivíduos mortos nessas operações são descritos como tendo sido "eliminados", usando o termo Husal (em hebraico: חוסל, ou χuˈsal).

Essas operações têm sido frequentemente descritas por autoridades israelenses como medidas preventivas ou antiterroristas, enquanto que, por sua vez, têm sido criticadas por opositores das ações do governo israelense, especialmente quando realizadas fora das fronteiras de Israel ou em áreas de conflito em curso.

Histórico O termo "assassinato seletivo" ganhou uso generalizado em 2000, durante a Segunda Intifada, quando Israel se tornou o primeiro Estado a delinear publicamente uma política de "liquidação" e "assassinato seletivo preventivo" em novembro de 2000.Jonathan Masters, Targeted Killings Council on Foreign Relations, 23 de maio de 2013.Anthony H. Cordesman, Jennifer Moravitz, The Israeli-Palestinian War: Escalating to Nowhere, Greenwood Publishing Group, 2005 p.133.

Antes de 2001, Israel negava praticar ou ter uma política de execuções extrajudiciais.Lisa Hajjar,'Lawfare and Targeted Killing: Developments in the Israeli and US Contexts,' Jadaliyya, 15 de janeiro de 2012: "Em 1992, um porta-voz do governo afirmou: 'Não existe, e nunca existirá, uma política ou uma realidade de assassinatos intencionais de suspeitos... o princípio da santidade da vida é um princípio fundamental das Forças de Defesa de Israel. Não houve e não haverá mudanças a esse respeito'". Israel reconheceu publicamente o uso dessa tática pela primeira vez em Beit Sahour, perto de Belém, em novembro de 2000, quando quatro mísseis guiados a laser, disparados de um helicóptero Apache, mataram Hussein Abayat, um líder do Tanzim, em sua caminhonete Mitsubishi. O ataque também matou duas donas de casa de 50 anos que esperavam um táxi e feriu outros seis palestinos. O uso de um helicóptero de ataque, testemunhado pelo público, forçou o reconhecimento público, diferentemente do que ocorre com assassinatos de alvos por atiradores de elite.

A organização B'Tselem calculou que Israel atacou e matou 234 palestinos, matando outros 153 como vítimas colaterais, entre 2002 e maio de 2008.B'tselem2011,'Change in military investigation policy welcome, but it must not be contingent on the security situation,' B'Tselem 6 de abril de 2011: "Segundo as estatísticas da B'Tselem, desde o início da Segunda Intifada, em 29 de setembro de 2000, até o final de 2010, as forças de segurança israelenses mataram 4.927 palestinos na Cisjordânia e na Faixa de Gaza, 970 dos quais menores de idade (com menos de 18 anos). Pelo menos 2.227 das vítimas fatais não estavam participando de hostilidades. Outras 239 foram alvo de assassinatos seletivos. Milhares ficaram feridos". [Esses números não incluem as baixas da Operação Chumbo Fundido.] A maioria dos assassinatos seletivos israelenses ocorreu na Área A da Cisjordânia, que está sob jurisdição da Autoridade Nacional Palestina.Philip Alston, UN: Report of the Special Rapporteur on Extrajudicial, Summary, or Arbitrary Executions, Organização das Nações Unidas A/HRC/14/24/Add.6, 28 de maio de 2010. Alguns dos assassinatos nesta região foram negados por Israel. Segundo relatos, como parte dos termos do cessar-fogo de longo prazo negociados entre Israel, o Hamas e outros grupos palestinos para pôr fim à Guerra de Gaza de 2014, Israel prometeu cessar os assassinatos seletivos contra militantes palestinos e líderes de facções.'Abbas announces Israel-Gaza ceasefire,' Ma'an News Agency, 26 de agosto de 2014.

Bibliografia

Ligações externas

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