Anticapitalistes, conhecida anteriormente por Esquerra Anticapitalista e Espai Alternatiu, é uma organização política de origem trotskista, assenta numa estrutura estritamente confederal, construída de baixo para cima, numa rejeição clara a modelos partidários centralizados e com projeção na Catalunha. A confederação agrupa diversas organizações territoriais e assembleias locais por todo o Estado Espanhol. Define-se como revolucionária, anticapitalista, antiglobalização, internacionalista, ecologista e feminista.
História A origem política do Anticapitalistas remonta à histórica Liga Comunista Revolucionária (LCR), um partido trotskista da época antifranquista que, após uma fusão fracassada com o Movimento Comunista (MC) no início da década de 1990, viu parte dos seus militantes juntar-se à coligação Esquerda Unida (IU). Foi no seio da IU que, em 1995, estes militantes, em conjunto com setores ecossocialistas e correntes jovens do movimento antiglobalização, fundaram o Espaço Alternativo. Durante mais de uma década, o grupo atuou como uma corrente radical interna, mas o crescente distanciamento face às cúpulas da IU levou a que, em dezembro de 2007, decidisse abandonar definitivamente a coligação, legalizando-se em 2009 como um partido independente sob o nome Esquerda Anticapitalista.
Em 2014, a Esquerda Anticapitalista desempenhou um papel vital ao fornecer a infraestrutura logística e militante para a fundação do Podemos. Para não serem expulsos do partido que ajudaram a criar, devido às regras de Pablo Iglesias contra a dupla militância, mudaram o nome para Anticapitalistas em 2015 e passaram a atuar como uma associação dentro do Podemos, onde ganharam grande força regional, especialmente na Andaluzia sob a liderança de Teresa Rodríguez.
Contudo, a oposição frontal do grupo à entrada do Podemos num governo de coligação com o Partido Socialista (PSOE) levou, em fevereiro de 2020, a anunciar a separação política. O processo inicialmente foi pacífico, mas que culminou meses depois com o Podemos a acusar Teresa Rodríguez e os deputados regionais do Anticapitalistas de transfuguismo, expulsando-os do grupo parlamentar andaluz e consumando a rutura definitiva entre as duas forças de esquerda.
Na Catalunha, estiveram integrados formalmente no Podemos (entre 2015 e 2020), mas após o afastamento, lançaram a 5 de fevereiro de 2021, um comunicado oficial onde anunciaram que não fariam parte de nenhuma candidatura, mas solicitando explicitamente o voto na CUP (na altura, sob a coligação CUP-Um Novo Ciclo para Ganhar), por a considerarem a única “candidatura anticapitalista e de rutura” capaz de travar a extrema-direita e o modelo neoliberal.
Funcionamento interno Anticapitalistas tem uma ordenação confederal composta de várias organizações no Estado Espanhol:
Em Andaluzia, Anticapitalistas Andalucía. Na Galiza, Anticapitalistas Galiza. Em Castela e Leão, Anticapitalistas Castilla y León Na Catalunha, Anticapitalistes. Em Euskadi, Antikapitalistak. Em Madrid, Anticapitalistas Madrid. Em Múrcia, Anticapitalistas Región de Murcia Na Comunidade Valenciana, Anticapitalistes País Valenciano.
Relações internacionais Anticapitalistas está adscrita à Esquerda Anticapitalista Europeia, e é a secção no Estado espanhol do Secretariado Unificado da Quarta Internacional, reivindicando-se herdeira da sua antiga direção, e da antiga Liga Comunista Revolucionária espanhola.
Ligações externas
Página catalã de Anticapitalistes Página confederal da organização Wiki da organização Categoria:Partidos políticos da Catalunha Categoria:Partidos políticos anticapitalistas