Victor Emanuel Vilela Barbuy (São Paulo, ) é um advogado, historiador, professor, escritor e poeta integralista brasileiro. Professor de Filosofia e Sociologia no Liceo Santo Amaro, Abade em São Paulo, e um dos professores do curso de pós-graduação em Doutrina Social da Igreja e Ordem Social da Faculdade Pio XII, de Cariacica (ES). É, ainda, sócio titular do Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo, sócio contribuinte do Instituto Histórico e Geográfico de Santos, sócio correspondente do Instituto Histórico e Geográfico de Itanhaém e membro pesquisador do Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Sul, assim como membro da União Brasileira de Juristas Católicos e da União dos Juristas Católicos de São Paulo. Por muitos anos atuou como presidente da Frente Integralista Brasileira (FIB).

Biografia Filho do casal Roberto Silveira Barbuy, e de Nair Venâncio Vilela Silveira Barbuy, nasceu a 11 de janeiro de 1985, no Hospital Santa Catarina, na Avenida Paulista, em São Paulo. É neto do filósofo integralista Heraldo Barbuy e de Belkiss Barbuy, também filósofa. Possui, dentre outras, ascendência indígena, portuguesa, espanhola e alemã por parte de mãe e italiana, francesa, portuguesa e espanhola por parte de pai. Foi batizado na Igreja de São Gabriel, no Jardim Paulista. Professor de Filosofia e Sociologia no Liceu Santo Amaro em São Paulo, e um dos professores do curso de pós-graduação em Doutrina Social da Igreja e Ordem Social da Faculdade Pio XII, de Cariacica (ES). É, ainda, sócio titular do Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo, sócio contribuinte do Instituto Histórico e Geográfico de Santos, sócio correspondente do Instituto Histórico e Geográfico de Itanhaém e membro pesquisador do Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Sul, assim como membro da União Brasileira de Juristas Católicos e da União dos Juristas Católicos de São Paulo. Além disso, Barbuy faz parte do Instituto Brasileiro de Filosofia (IBF) de São Paulo e da Casa da Cultura Prof. Miguel Reale, de São Bento do Sapucaí.

Durante sua infância, sua avó Belkiss e seu pai Roberto lhe deram inúmeras obras literárias, que corroboraram com a sua formação. Também sua tia lhe deu obras de História. As suas primeiras aulas de filosofia e história da Filosofia lhe foram dadas por sua avó, na infância. Antes de ler Nietzsche, havia desenvolvido pensamento político e religioso parecidos com o do autor e também próximo da teoria do nacional bolchevismo. Católico desde o berço, durante sua adolescência abandonou a fé cristã que seus pais sustentavam e se declarou pagão, apesar de alegar em entrevista que, no fundo, era ateu a essa altura. No final da adolescência, iniciou seus estudos políticos, quando leu primeiramente livros de autores nacionalistas europeus e posteriormente algumas obras marxistas, tendo inclusive se declarado stalinista por algum tempo. Após essa fase marxista, iniciou sua leitura de Plínio Salgado e José Pedro Galvão de Sousa, autores que Barbuy considera seus mestres. Aos 18 anos, após ter lido as obras "Primeiro, Cristo!" e "Vida de Jesus" do chefe integralista, volveu à fé católica em que fora criado, tendo adotado como seus santos de devoção, dentre outros, S. Miguel Arcanjo, Santa Teresinha de Lisieux, São Francisco de Assis, Santo Antônio, S. Tomás de Aquino, S. Agostinho e D. João Bosco. Paralelamente à leitura de Plínio Salgado e Galvão de Sousa, muito interessado pelo Direito desde sempre, sobretudo pela filosofia do Direito, aos 17 anos leu as memórias de Miguel Reale e de Goffredo da Silva Telles Jr. e seu interesse pela matéria apenas aumentou. Nesta época também estudou a obra de seu avô, Heraldo Barbuy, filósofo tomista cujo pensamento filosófico, político e sociológico muito o influenciou, e estudou, em seguida, as obras do próprio Santo Tomás de Aquino e de diversos outros teólogos e filósofos católicos.

Cursou então Direito pela Faculdade Presbiteriana Mackenzie, em São Paulo, durante 2003 até 2008, quando se formou. Durante algum tempo cursou também História na Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo que, apesar de não ter concluído, manteve-se de maneira autodidata no estudo do tema. Durante essa época, fez intenso estudo sobre a Doutrina Social da Igreja e a reforma agrária, bem como sobre a obra de Fernando Sodero, e realizou um trabalho de iniciação científica sobre. Também é formado em Letras pelo Centro Universitário Católico Ítalo Brasileiro, instituição em que atualmente cursa filosofia. Na Faculdade Mackenzie conheceu Acácio Vaz de Lima Filho, veterano do Movimento Águia Branca e doutor em Direito, bem como membro da Academia Paulista de Letras Jurídicas (APLJ) e do Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo (IHG-SP), amigo seu e orientador de seu Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) sobre o Estado Ético no pensamento de Miguel Reale. Tornou-se mestre pela Faculdade de Direito do Largo de São Francisco em 2014, tendo como tese "As Ideias Jurídicas de José de Alencar" e doutor pela mesma instituição em 2020, onde tratou sobre a propriedade privada à luz da Doutrina Social da Igreja, ambos em Direito Civil, na área da História do Direito, que aprecia. Nesse período, já dava aulas de Direito na USP como monitor de pós-graduação, cargo equivalente ao docente voluntário.

Atuou brevemente como advogado na área do direito do consumidor. Mas considera como vocação sua a carreira de professor, dizendo que sempre gostou de ensinar e transmitir conhecimentos. Como escritor, escreveu inúmeros artigos para revistas acadêmicas como a Revista de Direito da Faculdade de Direito do Largo São Francisco, na Revista do Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo, na Revista UniÍtalo e na Revista de Geopolítica, de Natal. Também escreveu diversos prefácios, posfácios, introduções e orelhas de livros. Em 2006, fez intensa propaganda para o PRONA e para o deputado federal Professor Paulo Fernando, de quem era pessoal amigo. esquerda|miniaturadaimagem|343x343px|Barbuy com o então Presidente do PRTB, Levy Fidelix, em 2018. Apesar de nunca ter concorrido a nenhum cargo político, Barbuy esteve filiado ao Partido Renovador Trabalhista Brasileiro (PRTB) de Levy Fidelix, de quem fora próximo. Gravou alguns vídeos em campanha para Fidelix, que então era candidato a deputado federal, e à Rodrigo Tavares, também do PRTB e candidato a governador de São Paulo. Ambos não foram eleitos.

No segundo turno da eleição presidencial Barbuy bradou, do alto de um carro de som na Avenida Paulista, que era hora de dar "um sonoro e vibrante 'não' ao PT", partido "que institucionalizou a corrupção e tem combatido com todas as suas forças para destruir as tradições cristãs da nossa Terra de Santa Cruz e nela implantar um modelo semelhante ao da Venezuela de Chávez e Maduro!".

Integralismo Começou a conhecer o Integralismo de fato ao ler as memórias de Miguel Reale. Depois, leu o conjunto de ensaios sobre Plínio Salgado denominado “Plínio Salgado, in memoriam”, os vol. I e II. Em seguida o livro “O Homem Integral e o Estado Integral” de D. José Freire Falcão, arcebispo de Brasília, publicado sob o pseudônimo de Sacerdos. Nessa linha, continuou com “O Pensamento Revolucionário de Plínio Salgado”, organizado por Augusta Garcia Rocha Dorea, e também “A folha dobrada — lembranças de um estudante”, de Goffredo Telles Júnior. Aos 18 anos de idade começou a conviver com veteranos integralistas, como o Gumercindo Rocha Dorea, e aos 19 passou a frequentar a Casa de Plínio Salgado e conviver com Genésio Pereira Filho, sobrinho de Plínio Salgado.

Em entrevista com a Folha de S. Paulo, declarou que o Integralismo não é um movimento nem de direita, nem de esquerda e nem de centro, mas que "defende os valores consubstanciados na tríade Deus, Pátria e Família" e que pugna "pela democracia orgânica e pela justiça social", afirmando serem aqueles conceitos "ultrapassados, materialistas e internacionalistas", enquanto as bandeiras levantadas pelo Sigma seriam "nacionalistas e espiritualistas". Diz que o Integralismo não ensina a tomada de poder revolucionária de método soreliano (como faz o fascismo), mas que pretende penetrar no poder "por vias legais, respeitando as leis e o regime vigente, descartando qualquer hipótese de golpe de Estado". Ainda, defendeu que o movimento do Sigma se distanciava de qualquer forma de xenofobia e racismo, alegando que "muitos negros pertenceram ao movimento, como João Cândido, líder da Revolta da Chibata", e que o movimento da Ação Integralista Brasileira (AIB) era contrário às doutrinas de Hitler que vigoraram na Alemanha naquela época. Mostrou-se contrário às ideias de Benito Mussolini ao dizer que "do fascismo italiano [distancia-se o Integralismo justamente] por ser contrário ao Estado totalitário". miniaturadaimagem|384x384px|O Dr. Barbuy com o veterano integralista Gumercindo Rocha Dorea. Ainda para a Folha, declarou que "a defesa do direito à propriedade é fundamental", mas que esta defesa muito difere da direita liberal, pois igualmente são contra o capitalismo, entendido como o sistema que coloca o capital acima de tudo, acima do bem social. Apesar disso, defendeu que o principal objetivo do Integralismo sempre foi criar uma escola de cultura e civismo no Brasil, como o que ocorreu na década de 30 com a AIB, que reuniu "alguns dos principais intelectuais brasileiros do século XX: além de Salgado, também Reale e Gustavo Barroso, havia, com graus variados de envolvimento, o antropólogo Câmara Cascudo, o político e advogado San Tiago Dantas, e os escritores Augusto Schmidt e Vinicius de Moraes.

Atuação na Frente Integralista Brasileira