One America News Network (OANN), também conhecida como One America News (OAN), é um canal de televisão de extrema-direita de notícias e comentário político e website fundado por Robert Herring Sr. e propriedade da Herring Networks, Inc., lançado em 4 de julho de 2013. A rede está sediada em San Diego, Califórnia, e possui escritórios de reportagem em Washington, D.C. e Nova Iorque.
A empresa afirmou em 2019 que a OAN estava disponível em 35 milhões de lares e que sua audiência variava de 150.000 a 500.000 pessoas, embora naquele ano a Nielsen Media Research estimasse sua audiência em cerca de 14.000. Em julho de 2022, a rede estava disponível apenas para algumas centenas de milhares de pessoas assinantes de provedores de cabo menores.
Em 2019, Robert Herring Sr. testemunhou em tribunal que a rede foi criada a pedido de executivos da AT&T, que, por meio de sua subsidiária DirecTV, tem sido desde então a fonte de até 90% das receitas da rede. A DirecTV deixou de transmitir a OAN em 2022.
Os programas de comentários políticos do horário nobre da rede têm uma perspectiva conservadora, e o canal se descreveu como um dos "maiores apoiadores" de Donald Trump. Trump promoveu tanto a rede quanto alguns de seus apresentadores. O canal é conhecido por promover falsidades e teorias da conspiração. História A OAN foi anunciada em 14 de março de 2013 pela Herring Networks, Inc., uma empresa de mídia independente fundada em 2003 pelo empresário conservador Robert Herring, Sr. O canal estreou originalmente em uma parceria com o The Washington Times, um jornal diário conservador fundado pela Igreja da Unificação, da Coreia do Sul. Herring afirmou em 2013 que, sob o acordo com o The Washington Times, a nova rede poderia utilizar qualquer conteúdo do jornal, embora não estivesse obrigada a fazê-lo; ele também mencionou na época que entre 60 e 65 funcionários da Herring Broadcasting dedicavam a maior parte do dia à One America.
Durante a Conservative Political Action Conference de 2013, Herring declarou que, embora a "Fox News tenha feito um excelente trabalho atendendo aos públicos de centro-direita e independentes", as fontes alternativas de notícias para esses espectadores careciam de variedade.
Em outubro de 2021, a Reuters informou ter revisado documentos judiciais que mostravam que a rede foi criada em 2013 por insistência de executivos da AT&T, que desde então tem sido a fonte de até 90% das receitas da emissora. Em um depoimento de 2020, um contador da empresa testemunhou que, sem um contrato com a DirecTV (subsidiária da AT&T), o valor da rede "seria zero". Documentos do tribunal revelaram que a emissora prometeu "lançar uma luz positiva" sobre a AT&T durante seus telejornais.
Em julho de 2014, a OAN transferiu seus estúdios de jornalismo e produção do edifício do Washington Times para a 101 Constitution Avenue NW, nas proximidades do Capitólio.
No início de 2020, surgiram relatos de que aliados de Trump estavam interessados na aquisição da OAN.
Em novembro de 2020, o YouTube suspendeu a OAN por uma semana e encerrou sua capacidade de monetizar conteúdos existentes. A medida foi a primeira advertência (strike) sob a política de violação de diretrizes da comunidade, devido à veiculação de anúncios de uma falsa cura para a COVID-19. Até abril de 2021, seu canal no YouTube contava com quase 1,5 milhão de inscritos. Aproximadamente 150 funcionários trabalhavam em sua sede em San Diego.
A DirecTV anunciou em janeiro de 2022 que não renovaria seu contrato com a Herring Networks, encerrado em abril de 2022. A decisão afetou a OAN e seu canal irmão AWE, que foram removidos dos serviços de satélite e U-verse TV da operadora. Em resposta, o apresentador da OAN Dan Ball declarou que a emissora estava "em guerra com a AT&T" e instou os telespectadores a buscarem "podres" sobre o presidente do conselho da AT&T, William Kennard. Os canais foram retirados da DirecTV em 4 de abril de 2022; após o ocorrido, diversos membros da equipe deixaram a emissora em busca de outros empregos.
A Verizon Fios, que era a maior operadora restante da OAN, notificou seus clientes em 21 de julho de 2022 de que não havia chegado a um acordo para renovar o contrato e removeria a rede de seu serviço em nove dias. O dia 1º de agosto de 2022 marcou a despedida da OAN da TV a cabo e por satélite, encerrando sua disponibilidade nas principais operadoras. O comentarista da OAN, Pearson Sharp, afirmou no ar que a emissora foi removida porque a Verizon é uma corporação "marxista radical".
Em dezembro de 2024, após a retirada da indicação do ex-congressista para o cargo de Procurador-Geral dos Estados Unidos por Donald Trump — devido a alegações de má conduta sexual — foi anunciado que Gaetz se juntaria à OAN para apresentar um programa diário a partir de janeiro de 2025. Em 7 de maio de 2025, Kari Lake anunciou que a OAN passaria a fornecer cobertura jornalística para a Voice of America. A rede foi incluída nacionalmente nos sistemas da Spectrum em julho de 2025.
Programação Entre os programas exibidos pela OAN estão: Tipping Point with Kara McKinney, Real America with Dan Ball, Weekly Briefing with John Hines, Fine Point with Chanel Rion, The Real Story with Riley Lewis e Nights with Chris Boyle.
Em agosto de 2014, a OAN lançou o programa On Point com Tomi Lahren. Diversos clipes da atração se tornaram virais e, em 2015, Lahren ganhou notoriedade por seus comentários. Em 19 de agosto de 2015, ela apresentou seu último programa na emissora. Na semana de 24 de agosto de 2015, a ex-candidata à vice-presidência pelo Partido Republicano, Sarah Palin, foi apresentadora convidada de um programa na rede.
Em 2019, o canal exibiu Claws of the Red Dragon, um documentário produzido pela NTD Canadá, com Steve Bannon atuando como distribuidor nos Estados Unidos.
Conteúdo A OAN é conhecida por seu conteúdo pró-Donald Trump, pela promoção de teorias da conspiração (como fraudes eleitorais em novembro de 2020) e por críticas à mídia de massa. A própria rede já se descreveu como uma das "maiores apoiadoras" de Trump. A emissora tem sido caracterizada como um canal de propaganda política.
O ex-produtor Martin Golingan afirmou em 2021: "Os Herrings administram a OAN baseados no modelo de negócios do McDonald's, onde você mantém o cliente feliz e o negócio flui sozinho. Se os clientes por acaso são consumidores de teorias da conspiração malucas, então é isso que eles vendem. Eles são trapaceiros na cultura da indignação".```
Code snippet Fontes Após o estabelecimento da rede, o CEO Robert Herring passou a enviar à equipe de notícias histórias de veiculação obrigatória provenientes de sites de extrema-direita, como Breitbart News, InfoWars e The Gateway Pundit.
Um ex-produtor da OAN testemunhou, em um processo por difamação movido pelo ex-executivo da Dominion Voting Systems, Eric Coomer, que ele e seus colegas eram instruídos a usar o The Gateway Pundit como fonte. Um e-mail de janeiro de 2021 enviado pelo diretor de jornalismo incentivava os produtores a lerem histórias do The Gateway Pundit, do The Blaze e do The Epoch Times em busca de inspiração.
Conteúdo pró-Trump
miniatura|O ex-governador Martin O'Malley, de Maryland, sendo entrevistado pela One America News em uma mesa redonda sobre imigração no Movimento pelos Direitos Humanos Puente, em Phoenix, Arizona, em 2015 A OAN é abertamente favorável a Trump. O pai de Charles Herring, Robert Herring Sr., fundador e CEO da rede, ordenou que produtores promovessem pautas favoráveis a Trump, histórias contrárias a Hillary Clinton e conteúdos antiaborto, além de minimizar reportagens sobre a interferência russa na eleição presidencial de 2016. Durante a campanha de 2016, Herring proibiu o canal de divulgar pesquisas que não mostrassem Trump na liderança. A ex-produtora Marissa Gonzales declarou em 2021: "Se houvesse qualquer história envolvendo Trump, tínhamos que focar apenas na informação positiva ou basicamente criar informação positiva. Nunca, jamais, era a verdade completa".
Ainda na campanha de 2016, o canal exibiu um especial intitulado Betrayal at Benghazi: The Cost of Hillary Clinton's Dereliction and Greed. Herring enviou aos produtores um relato que afirmava falsamente que Hillary Clinton teria um tumor cerebral, pedindo que investigassem. Ele também compartilhou um relatório alegando que a Planned Parenthood promovia o aborto e ordenou a redução da cobertura da visita do Papa Francisco aos EUA devido aos apelos do pontífice por ações contra o aquecimento global. Além disso, Herring ordenou repetidamente que não fossem cobertas notícias sobre a interferência russa no pleito.
De acordo com funcionários e ex-funcionários, bem como e-mails internos, em julho de 2017 os executivos haviam orientado a emissora a "engavetar matérias sobre tiroteios policiais, incentivar pautas antiaborto, minimizar a agressão russa e manter distância dos problemas enfrentados pelo novo presidente".
Em outubro de 2017, o canal afirmou sem provas que um suposto relatório mostrava que "a criminalidade no Reino Unido subiu 13% ao ano em meio à propagação do terrorismo islâmico radical". Posteriormente, Trump repetiu essa falsidade, sugerindo ter obtido a informação através da OAN.
Em junho de 2017, a OAN recebeu um assento permanente na sala de imprensa da Casa Branca. O correspondente-chefe na Casa Branca, Trey Yingst, foi um dos cinco repórteres mais chamados para perguntas durante o governo Trump. Trump frequentemente priorizava perguntas da OAN em coletivas, como em fevereiro de 2017, quando Yingst questionou o presidente sobre os contatos de sua campanha com o governo russo. Também em fevereiro de 2017, a OAN foi convidada para um almoço com Trump. Em agosto de 2017, Trump elogiou a emissora, dizendo: "É uma ótima rede". Em resposta, Robert Herring afirmou que a OAN se considera uma presença rigorosa, mas justa, no corpo de imprensa da Casa Branca.
A OAN apoiou a revogação das credenciais de imprensa do repórter Jim Acosta, da CNN, pelo governo Trump; a maioria dos grandes veículos, incluindo a conservadora Fox News, opôs-se à decisão. Em comunicado, Robert Herring atacou a Fox News, afirmando que "não conseguia acreditar que a Fox estivesse do outro lado".
Rudy Giuliani utilizou a OAN para promover teorias da conspiração ligadas ao escândalo Trump-Ucrânia. Em 12 de janeiro de 2020, uma transmissão da rede promoveu teorias da conspiração já desmentidas sobre escutas ilegais contra Trump. A OAN transmite todos os discursos de Trump sem interrupções.
Em agosto de 2020, a OAN tuitou uma promoção para um segmento intitulado "America Under Siege: The Attempt to Overthrow President Trump". O tuíte afirmava que as manifestações ocorridas após o assassinato de George Floyd constituíam uma "tentativa de golpe" liderada por uma "rede bem financiada de anarquistas tentando derrubar o Presidente". Trump retuitou a mensagem.
Em 11 de fevereiro de 2021, após Trump deixar o cargo, a OAN exibiu um "tributo às suas realizações" acompanhado pela leitura do poema "If—", de Rudyard Kipling. O vídeo foi creditado a Harrison Hill Smith, colaborador do site InfoWars.
Em março de 2024, a rede promoveu uma história falsa alegando que Michael Cohen teria sido o responsável por um caso extraconjugal com Stormy Daniels e que teria usado o fato para "extorquir" a Organização Trump. A emissora firmou um acordo judicial com Cohen em abril, reconhecendo que a reportagem original era falsa.```
Controvérsia sobre a reportagem de má conduta sexual de Roy Moore