A computação verde, TI (tecnologia da informação) verde ou Sustentabilidade em Tecnologias da Informação e Comunicação é o estudo e a prática da computação ou TI ambientalmente sustentável.

Os objetivos da computação verde incluem otimizar a eficiência energética durante o ciclo de vida do produto; aproveitar fontes de energia mais limpas para alimentar o produto e a sua rede; melhorar a reutilização, a manutenção e a reparabilidade do produto para estender seu ciclo de vida; melhorar a reciclabilidade ou biodegradabilidade dos resíduos eletrónicos para apoiar as ambições da economia circular; e alinhar o fabrico e o uso de sistemas de TI com objetivos ambientais e sociais. A computação verde é importante para todas as classes de sistemas, desde dispositivos portáteis até grandes centros de dados. De acordo com a Agência Internacional de Energia, os centros de dados representaram cerca de 1,5% do consumo global de eletricidade em 2024 (~415 TWh), e, e no seu cenário central, a procura poderia praticamente dobrar para cerca de 945 TWh até 2030, com cargas de trabalho de IA como um dos principais impulsionadores do crescimento. O desenvolvimento sustentável é um conceito que redefine a noção de interesse geral, integrando considerações ambientais, sociais e económicas. Muitos departamentos de TI corporativos têm iniciativas de computação verde para reduzir o impacto ambiental das suas operações de TI. No entanto, também é evidente que a pegada ambiental do setor é significativa, estimada em 5-9% do consumo total de eletricidade mundial e mais de 2% de todas as emissões. Os data centers e as redes de telecomunicações precisarão de se tornar mais eficientes em termos energéticos, reutilizar energia residual, usar mais fontes de energia renováveis e usar menos água para refrigeração para se manterem competitivos. Na União Europeia, os esforços políticos e as iniciativas da indústria visam data centers neutros em carbono até 2030.

As emissões de carbono associadas ao fabrico de dispositivos e infraestruturas de rede também são um fator chave.

A computação verde pode envolver compromissos complexos. Pode ser útil distinguir entre TI para a sustentabilidade ambiental e a sustentabilidade ambiental da TI. Embora a TI verde se concentre na sustentabilidade ambiental da TI, na prática, estes dois aspetos estão frequentemente interligados. Por exemplo, o lançamento de uma plataforma de compras online pode aumentar a pegada de carbono das próprias operações de TI de uma empresa, ao mesmo tempo que ajuda os clientes a comprar produtos remotamente, sem que precisem de conduzir, reduzindo, por sua vez, a emissão de gases de efeito estufa relacionada com viagens. A empresa pode ser capaz de reivindicar crédito por estes benefícios de descarbonização nos seus relatórios de emissões de Escopo 3, que incluem emissões de toda a cadeia de valor.

Otimização de software e implantação

Eficiência algorítmica

A eficiência dos algoritmos afeta a quantidade de recursos computacionais necessários para qualquer função computacional, e existem muitas compensações de eficiência na programação. Alterações nos algoritmos, como a troca de um algoritmo de busca lento (por exemplo, linear) por um algoritmo de busca rápido (por exemplo, baseado em hash ou indexado), podem reduzir o uso de recursos para uma determinada tarefa de substancial para próximo de zero. Em 2009, um estudo realizado por um físico de Harvard estimou que uma busca média no Google liberatva 7 gramas de dióxido de carbono (CO2). No entanto, o Google contestou este número, argumentando que uma pesquisa típica produzia apenas 0,2 gramas de CO2.

Trabalho remoto O trabalho remoto utilizando tecnologias de teleconferência e telepresença é frequentemente implementado em iniciativas de computação verde. As vantagens incluem maior satisfação dos trabalhadores, redução das emissões de gases de efeito de estufa relacionadas com viagens e aumento das margens de lucro como resultado da redução dos custos indiretos com espaço de escritório, aquecimento, iluminação, etc. O consumo médio anual de energia para edifícios de escritórios nos EUA é superior a 23 quilowatts-hora por metro quadrado, sendo que aquecimento, ar condicionado e iluminação representam 70% de toda a energia consumida. Outras iniciativas relacionadas, como o conceito de "hoteling", reduzem a área por funcionário, uma vez que os trabalhadores reservam espaço apenas quando necessário. Muitos tipos de trabalho, como vendas, consultoria e serviços de campo, integram-se bem a esta técnica.

A tecnologia VoIP (Voice over IP) reduz a infraestrutura de cabeamento telefónico ao compartilhar o cobre Ethernet existente. A mobilidade do VoIP e das extensões telefónicas também tornou o trabalho em espaços compartilhados mais prático. O Wi-Fi consome de 4 a 10 vezes menos energia que o 4G.

Supercomputadores A lista Green500 foi anunciada pela primeira vez em 15 de novembro de 2007, na SC|07. Como complemento à TOP500, a lista Green500 iniciou uma nova era em que os supercomputadores podem ser comparados pelo desempenho por watt. Em 2019, dois supercomputadores japoneses lideravam o ranking de eficiência energética Green500 com desempenho superior a 16 GFLOPS/watt, e dois sistemas IBM AC922 vinham em seguida com desempenho superior a 15 GFLOPS/watt.

TIC e procura de energia A digitalização trouxe consigo um aumento no consumo de energia; os efeitos do aumento do consumo de energia foram maiores do que os efeitos da redução. Quatro exemplos de aumento do consumo de energia são:

Efeito direto – Os fortes aumentos na eficiência energética (técnica) nas TIC são contrabalançados pelo crescimento do setor. Eficiência e efeitos de ressalto – Os efeitos de ressalto são elevados nas TIC e o aumento da produtividade frequentemente leva a novos comportamentos que consomem mais energia. Crescimento econômico – Efeito positivo da digitalização no crescimento económico. Mudança setorial – O crescimento dos serviços de TIC tende não a substituir, mas a sobrepor-se aos serviços existentes.

Ver também

Cabo de fibra ótica Comunicação óptica Direito à reparação Economia de energia Energy Star Minimalismo (computação) Modo escuro Paradoxo de Jevons Postulado de Khazzoom-Brookes Resíduo eletrónico Stand by Sustainable Web Design (livro)

Categoria:Tecnologias sustentáveis Categoria:Computadores e o ambiente