The Virginian é um filme de faroeste pre-code de 1929 dirigido por Victor Fleming e estrelado por Gary Cooper, Walter Huston e Richard Arlen. O longa-metragem foi baseado no romance de 1902, The Virginian de Owen Wister, e adaptado da popular peça teatral de 1904 na qual Wister colaborou com o dramaturgo Kirke La Shelle.

The Virginian conta a história de um caubói bem-intencionado que se apaixona pela nova professora e enfrenta uma crise de consciência ao descobrir que seu melhor amigo está envolvido em roubo de gado. O filme é considerado o papel que lançou Gary Cooper ao estrelato e é famoso pela frase de Cooper: "Se você quer me chamar assim, sorria", em resposta a um insulto do antagonista.

Enredo

Um homem conhecido apenas como o Virginiano é capataz do Rancho Box H, perto de Medicine Bow, Wyoming. Em um saloon em Medicine Bow, ele e o ladrão de gado Trampas disputam a atenção de uma garçonete; quando Trampas o insulta, o Virginiano saca uma arma e manda-o sorrir. Pouco depois, Molly Wood, uma nova professora vinda de Vermont, chega à cidade. O Virginiano e um andarilho chamado Steve competem por sua atenção. Ela acaba escolhendo Steve, mas o Virginiano lhe dá um emprego no rancho porque eles eram amigos de infância. Insatisfeita com a natureza violenta do Virginiano, Molly tenta mudá-lo, mas sem sucesso.

Steve e o Virginiano gostam de pregar peças juntos, trocando bebês durante um batizado; eles também imitam o som de codornas para comunicações secretas. No entanto, Steve acaba se envolvendo com a gangue de Trampas. Apesar de ser avisado pelo Virginiano de que nada de bom resultaria disso, Steve continua com a gangue. Quando eles (exceto Trampas) roubam gado do Rancho Box H, o Virginiano é forçado a enforcar todos os envolvidos, incluindo Steve. O Virginiano jura vingança contra Trampas por tê-lo obrigado a fazer isso.

Molly fica enojada com a insensibilidade do Virginiano, mas depois que ele é baleado pelas costas por Trampas, ela decide cuidar dele, eles se apaixonam e eventualmente decidem se casar. No dia do casamento, Trampas volta à cidade em busca de vingança e desafia o Virginiano para um duelo. O Virginiano rapidamente saca o revólver do amigo e mata o bandido na rua. Ele então se casa com Molly, e os dois se preparam para abrir seu próprio rancho.

Elenco Willie Fung como Hong (não-creditado) Gary Cooper como O Virginiano Walter Huston como Trampas Richard Arlen como Steve Mary Brian como Molly Chester Conklin como Tio Hughey Eugene Pallette como 'Honey' Wiggin Victor Potel como Nebraskey E. H. Calvert como Juiz Henry Helen Ware como Sra. 'Ma' Taylor George Chandler como Bug Ears Randolph Scott como Cavaleiro (não-creditado) Nina Quartero como Garota no Bar (não-creditada)

Produção The Virginian foi baseado no romance homônimo de 1902 escrito por Owen Wister e em sua adaptação teatral de 1904. Esta foi a primeira adaptação sonora do romance, após duas adaptações em cinema mudo lançadas em 1914 e 1923. O filme não foi inteiramente fiel ao livro.

O longa-metragem foi dirigido por Victor Fleming; este foi seu primeiro filme sonoro. Gary Cooper, que havia atuado em diversas produções mudas, acabou sendo escalado para interpretar o Virginiano; este foi seu primeiro papel principal em um faroeste e também seu primeiro filme sonoro. Ele recebeu orientação de Randolph Scott para aperfeiçoar o sotaque do personagem.

A produção começou no final de maio de 1929, com filmagens realizadas em Sonora, Califórnia, e Lone Pine, Califórnia. As cenas ferroviárias foram filmadas na Sierra Railway, em Cooperstown, próximo a Oakdale, no condado de Stanislaus, Califórnia. Houve poucas filmagens em estúdio. Para registrar as cenas externas, os cineastas utilizaram câmeras com isolamento acústico interno (blimped cameras), uma inovação recente na época.

O filme apresentou a canção tradicional "Bury Me Not on the Lone Prairie", cantarolada e interpretada por Richard Arlen.

Estilo Em vez de sincronizar todos os sons em cena com uma ação visível na tela, The Virginian tratava o som, em certos momentos, como um elemento independente da ação; isso permitia um uso mais amplo do simbolismo. O filme também fez uso extensivo de sons naturais, como os produzidos pelo gado. Esse efeito foi facilitado pelas locações externas utilizadas nas filmagens.

Recepção miniatura|Gary Cooper e Mary Brian

The Virginian foi lançado em 9 de novembro de 1929, com um relançamento cinematográfico em 1935. Bruce Eder, escrevendo para o AllMovie, observa que o filme representou um marco importante na carreira de Cooper. Segundo o American Film Institute, The Virginian é "um dos primeiros faroestes produzidos pelos estúdios em grande escala e inteiramente falados". Contudo, como o personagem principal possui poucas falas, Cooper acabou sendo estereotipado em papéis de homens lacônicos, descrito pelo historiador de cinema Lee Clark Mitchell como um ator do tipo "sim e não". Cooper mais tarde declarou que este era seu filme favorito.

The Virginian foi bem recebido pela crítica, alcançando uma classificação de 100% de aprovação no Rotten Tomatoes em março de 2012, com base em cinco avaliações. A crítica da revista Variety observou que o filme combinava diversos elementos de faroestes anteriores. A resenha descreveu a cena em que o Virginiano precisa enviar seus companheiros para uma morte certa como "uma das sequências mais angustiantes e vívidas já registradas pelas câmeras". Eder elogiou a caracterização dos personagens e o uso do som, resumindo que o filme constitui "uma experiência cinematográfica extremamente valiosa". O historiador de cinema Colin Shindler observa que The Virginian, juntamente com Cimarron, foi um dos primeiros faroestes a utilizar o som de forma eficaz. O crítico Emanuel Levy atribuiu ao filme a nota B+, observando que Cooper demonstrava um conflito moral semelhante ao de seu papel posterior em High Noon (1952).

Devido à má conservação, as únicas cópias sobreviventes de The Virginian existentes na década de 1960 apresentavam baixa qualidade de imagem e som; Eder as descreveu como "difíceis de assistir". A alternativa para a maioria do público era assistir à adaptação de 1946. Na década de 1990, ganhou restauração e passou a ter maior disponibilidade. Outra adaptação do romance, a série de televisão The Virginian, foi exibida durante nove temporadas entre 1962 e 1971. O filme também ajudou a consolidar a imagem dos cowboys como personagens cavalheirescos, de fala lenta, mas resistentes e determinados.

O filme foi reconhecido pelo American Film Institute nas seguintes listas:

2003: AFI's 100 Years...100 Heroes & Villains O Virginiano — indicado na categoria de herói.

2005: AFI's 100 Years...100 Movie Quotes O Virginiano: "Se quiser me chamar assim, sorria" — indicado.

Bibliografia

Ligações externas

The Virginian on Lux Radio Theater: November 2, 1936 The Virginian available for download on YouTube Owen Wister Papers no American Heritage Center

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