Luís Carlos Mendes Santiago é um historiador, pesquisador e escritor brasileiro, conhecido por seus estudos sobre a história social do sertão, o coronelismo, a cultura popular e a formação histórica do Vale do Jequitinhonha. Mestre em História pela Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes), recebeu, em 2014, o primeiro lugar no Prêmio Sílvio Romero de Monografias sobre Folclore e Cultura Popular, concedido pelo Centro Nacional de Folclore e Cultura Popular (CNFCP) do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), com a dissertação O mandonismo mágico do sertão: corpo fechado e violência política nos sertões da Bahia e de Minas Gerais (1856–1931).

É também autor da série de livros O Vale dos Boqueirões, dedicada à formação histórica, política e cultural do Vale do Jequitinhonha.

Formação e carreira

Graduou-se em História e concluiu o mestrado em História Social na Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes). Sua dissertação de mestrado investigou a relação entre crenças populares, violência política e formas de dominação local nos sertões do norte de Minas Gerais e do centro-sul da Bahia entre 1856 e 1931.

Sua produção intelectual e acadêmica concentra-se na história social dos sertões mineiro e baiano, especialmente nas relações entre poder local, violência política, religiosidade popular, coronelismo e imaginário social. Na dissertação premiada pelo IPHAN, desenvolveu o conceito de "mandonismo mágico", interpretando a crença no corpo fechado como elemento simbólico da legitimação do poder exercido por chefes políticos regionais durante o Segundo Reinado e a Primeira República.

Paralelamente à pesquisa acadêmica estrita, dedica-se à investigação de história regional do Vale do Jequitinhonha, mapeando e reunindo documentação sobre a formação territorial, linhagens familiares, conflitos políticos e manifestações da cultura popular regional.

Obra

Luís Carlos Mendes Santiago é autor da série O Vale dos Boqueirões, uma das mais extensas pesquisas dedicadas à história do Vale do Jequitinhonha, composta por seis volumes. A coleção aborda aspectos da ocupação do território, genealogia, organização política, conflitos regionais, memória social e formação cultural da bacia do Jequitinhonha.

Entre suas principais publicações destacam-se:

O Vale dos Boqueirões – História do Vale do Jequitinhonha (Série em 6 volumes, abrangendo estudos de sub-regiões como Diamantina, Serro e Minas Novas). O mandonismo mágico do sertão: corpo fechado e violência política nos sertões da Bahia e de Minas Gerais (1856–1931) (Pedra Azul, 2015).

Premiações

1º lugar no Concurso Sílvio Romero de Monografias sobre Folclore e Cultura Popular (2014), concedido pelo Centro Nacional de Folclore e Cultura Popular do IPHAN, pela dissertação O mandonismo mágico do sertão.

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