O Piper LBP era uma bomba planadora desenvolvida pela Piper Aircraft para a Marinha dos Estados Unidos (USN) durante a Segunda Guerra Mundial. Uma das três bombas planadoras desenvolvidas pela indústria americana, sofreu problemas devido a tecnologia limitada da época e as dificuldades encontradas durante a campanha de provas, levaram o contrato de produção da bomba a ser, inicialmente, reduzido, e logo após, cancelado totalmente, com nenhuma das armas tendo serviço operacional.

História No final de 1940, uma proposta foi feita a Marinha dos Estados Unidos (USN) sobre um conceito apelidado de Glomb (acrônimo de bomba planadora, em inglês). O Glomb consistia na construção de planadores baratos, que seriam remotamente controlados desde outra aeronave, de forma que estes planadores carregariam bombas até um alvo, reduzindo o risco a tripulações. O Glomb seria rebocado por uma aeronave embarcada até a área do alvo, onde era liberado. Após o desligamento do cabo de reboque, o guiamento seria provido por uma câmera de TV montada no nariz do planador, que transmitiria o sinal de imagem para uma aeronave tripulada, onde um operador utilizaria um rádio controle para guiar o Glomb até seu alvo. Após análise, o conceito do Glomb foi considerado potencialmente viável e o projeto recebeu status oficial do Bureau of Aeronautics em abril de 1941.

As primeiras provas do Glomb envolveram a conversão de planadores já existentes para controle remoto, mostrando a viabilidade do conceito. Logo após, foi lançada uma competição de projetos, com três empresas recebendo contratos para desenvolver o sistema de armas, sendo elas a Piper Aircraft, a Pratt & Read e a Taylorcraft.

O projeto da Piper, nomeado como LBP, era um monoplano de asa alta, equipado com um trem de pouso tricíclo, com capacidade de carregar 1.800 kg (4.000 lbs) em bombas. Embora o LBP fosse totalmente capaz de ser pilotado remotamente por meio de seu sistema de orientação por TV e rádio, ele mantinha uma cabine, permitindo que a aeronave fosse pilotada por um piloto a bordo para treinamento e avaliação.

Apesar do contrato inicial concedido pela USN previsse a produção de 100 bombas LBP, as provas subsequentes do conceito indicaram que o baixo desempenho inerente da aeronave, combinado com problemas técnicos no sistema de orientação por televisão, tornava o conceito operacionalmente inviável. Como resultado, a encomenda do LBP foi reduzida para 35 unidades no início de 1945. Em junho de 1945, o programa foi encerrado, devido a aeronave ser considerada como tendo características perigosas ao tentar pousar com carga máxima.

Bibliografia

Categoria:Aeronaves da Piper Aircraft Categoria:Bombas guiadas dos Estados Unidos Categoria:Veículos aéreos não tripulados