Os ambaritas ou Banu Alambar () eram um ramo dos tamimitas, descendente de Ambar ibne Anre ibne Tamime, estabelecido principalmente na região de Iamama. No nono ano da Hégira (630), quando um cobrador de zacate enviado por Maomé para recolher os tributos das tribos dos cuzaaítas e dos tamimitas encontrou resistência, os ambaritas acabaram envolvidos na expedição comandada por Uiaina ibne Hisne. Ao saberem da aproximação da força muçulmana, os tamimitas dispersaram-se, mas um agrupamento dos ambaritas foi surpreendido e capturado, sendo numerosos prisioneiros conduzidos a Medina. Pouco depois, uma delegação dos chefes tamimitas dirigiu-se a Medina. Inicialmente, seus integrantes participaram de um confronto de exaltação tribal (mufacara), procurando afirmar a superioridade de sua tribo, mas, sem êxito, declararam fidelidade a Maomé, aceitaram o islão e solicitaram a libertação dos cativos ambaritas. Por ordem do profeta, parte dos prisioneiros foi libertada sem resgate, enquanto os demais foram soltos mediante pagamento de resgate. Diferentemente de diversos outros grupos árabes, os ambaritas permaneceram fiéis ao islão após a morte de Maomé e não participaram das Guerras da Apostasia iniciadas em 632.

Bibliografia

Categoria:Tamimitas