Psilocybe ingeli é uma espécie de cogumelo contendo psilocibina que foi descoberto e identificado em Kwa-Zulu Natal, África do Sul, e foi juntamente indentificado com Psilocybe maluti em 2024. Psilocybe ingeli recebeu esse nome em homenagem à cordilheira de Ingeli, onde o espécime foi encontrado. É uma espécie saprófita, que obtém nutrientes da decomposição de matéria orgânica, uma característica comum do gênero Psilocybe. É a segunda espécie de cogumelo contendo psilocibina a ser observada na África, depois de Psilocybe natalensis e anteriror a Psilocybe maluti e acredita-se que a produção de psilocibina em Psilocybe ingeli sirva como um mecanismo de defesa bioquímica contra a predação por larvas e insetos e é consistente com padrões observados em outros membros do gênero. Enquanto se descobriu que Psilocybe maluti tinha uso enteogênico por povos indígenas locais onde foi descoberto, um dos primeiros casos conhecidos de uso de cogumelos alucinógenos por povos indígenas na África, tal uso não foi descrito no caso de Psilocybe ingeli. O parente conhecido mais próximo de Psilocybe ingeli é Psilocybe keralensis .
O corpo de frutificação do cogumelo é caracterizado por um píleo hemisférico a convexo de cor castanho-caramelo que clareia para cinza à medida que seca e apresenta manchas azuladas quando cortado e tocado – uma reação típica de cogumelos produtores de psilocibina. As lamelas são cinza-claras quando jovens, escurecendo para marrom à medida que os esporos amadurecem, os esporos ficam marrom-púrpura escuros. O estipe fino varia de três a sete centímetros de comprimento, com coloração branca a caramelo e uma base micelial branca que também fica azul quando danificada.
Referências
Categoria:Psilocybe Categoria:Fungos psicoativos