Joan Elizabeth Taylor (nascida a 13 de setembro de 1958) é uma escritora e historiadora de religião antiga neozelandesa, com foco em Jesus, a Bíblia, Cristianismo primitivo, os Manuscritos do Mar Morto, e Judaísmo do Segundo Templo, com especial conhecimento em arqueologia, e estudos de mulheres e de gênero. Taylor é Professora Emérita de Origens Cristãs e Judaísmo do Segundo Templo na King's College de Londres e Professora Honorária na Universidade Católica Australiana em Melbourne, Austrália. Ela identifica-se como Quaker.

Vida inicial e educação Joan Elizabeth Taylor nasceu em Horsell, Surrey, Inglaterra, a 13 de setembro de 1958. A sua ascendência é inglesa e dinamarquesa. Em 1967, a sua família emigrou para a Nova Zelândia, onde cresceu, frequentando a escola em Newlands e Lower Hutt. Depois de um BA na Universidade de Auckland, Nova Zelândia, ela completou uma pós-graduação de três anos em Divindade na Universidade de Otago, e foi para a Escola Britânica de Arqueologia em Jerusalém (Instituto Kenyon) como Estudiosa Anual em 1986. Ela obteve um PhD em arqueologia cristã primitiva e Cristianismo judaico na New College, Universidade de Edimburgo.

Carreira Em 1990, ela acompanhou o marido, especialista em direitos humanos Paul Hunt, a Genebra e depois a Gâmbia, voltando para Aotearoa Nova Zelândia em 1992. Ela foi palestrante, subsequentemente palestrante sénior, na Universidade de Waikato, no departamento de Estudos Religiosos e no departamento de História. Em 1995, ela ganhou o Prémio Irene Levi-Sala em arqueologia pela versão em livro da sua tese de PhD, Cristãos e os Locais Santos. Em 1996-97, ela foi Palestrante Visitante e Associada de Pesquisa em Estudos de Mulheres no Novo Testamento na Harvard Divinity School, um cargo que teve em associação com um Prémio Fulbright. Ela juntou-se à equipa da King's College de Londres, Departamento de Teologia e Estudos Religiosos, em 2009, e em 2012 tornou-se Professora de Origens Cristãs e Judaísmo do Segundo Templo, reformando-se no final de 2024 para se tornar Emérita. Ela é também (desde 2022) Professora Honorária no Centro de Religião e Inquérito Crítico, na Universidade Católica Australiana, em Melbourne.

Pesquisa notável

Os Terapeutas Taylor viajou para o Egito em 1999 para pesquisar a área à volta do Lago Mareótis onde os Terapeutas viveram segundo Fílon de Alexandria.Contemp. III.21 Mais tarde, publicou as suas descobertas arqueológicas junto com a sua análise textual da De Vita Contemplativa de Fílon no seu livro Jewish Women Philosophers of First-Century Alexandria: Philo's 'Therapeutae' Reconsidered. Taylor desafiou a crença de que os Terapeutas eram uma comunidade EssêniaCf. Emil Schürer, 1979, A History of the Jewish People in the Age of Jesus Christ, Bloomsbury Publishing  PLC e mostrou que a comunidade Mareótica pertencia ao meio Alexandrino com a sua comunidade da diáspora judaica. Ela argumentou que o melhor contexto histórico do Contemp. de Fílon é as amargas hostilidades entre judeus e gregos de Alexandria.Taylor (2003:53) Ela também conseguiu descobrir a localização da comunidade num monte baixo, no cume que era chamado de "a Faixa".Taylor (2003:81) As suas descobertas foram aceites na erudição.Adam Kamesar, The Classical Review, Vol. 55, No. 2 (Out., 2005), pp. 596-597. Ver também Jorunn Okland, Journal of Biblical Literature, Vol. 124, No. 2 (Verão, 2005), pp. 378-381 Pieter W. van der Horst achou a sua descoberta e análise minuciosas e convincentes, o que faz uma mudança no nosso entendimento do contexto deste grupo.Gnomon, 76. Bd., H. 7 (2004), pp. 634-635 O proeminente estudioso do Segundo Templo John J. Collins também aceitou as conclusões "ricamente documentadas" de Taylor.Dead Sea Discoveries, Vol. 12, No. 2 (2005), pp. 220-223 Porém, ele partilhava a relutância de van der Horst de concordar com a sugestão de Taylor de que os Terapeutas estavam associados com os alegorizadores extremos no (Migr.Ab. 89-93) de Fílon devido à simpatia de Fílon com os Terapeutas. O seu estudo também propôs uma nova visão das mulheres judaicas do século I visto que os Terapeutas (Θεραπευτρίδες) eram filósofos altamente educados. Esta visão apoia ainda mais a contribuição das observações feministas à investigação histórica, segundo Annewies van der Hoek da Harvard Divinity School.The Journal of Religion, Vol. 86, No. 1 (janeiro de 2006), pp. 146-149

Taylor escreveu comentários substanciais sobre De Vita Contemplativa, continuando o trabalho do falecido David Hay.

João o Batista O trabalho de Taylor sobre João Baptista situou João dentro do contexto do Judaísmo do Segundo Templo e argumentou que o seu batismo devia ser entendido na linha com formas de imersão para pureza ritual conhecida da época.Taylor, J. E., 1997, The Immerser: John the Baptist Within Second Temple Judaism, London: Wm. B. Eerdmans Publishing Company O batismo de João livrava o corpo de impureza ritual depois do ser interior ter sido limpo pelo arrependimento, ação e perdão, preparando as pessoas para a chegada escatológica de uma figura emergente. Na sua análise cuidadosa de questões à volta das tradições do Batista como a purificação, ela mostrou que o batismo de João não deveria ser entendido pela dualidade do simbolismo exterior e arrependimento interior, como John Dominic Crossan afirmou anteriormente, mas pureza exterior e interior.Taylor, J. E., 1997, The Immerser: John the Baptist Within Second Temple Judaism, London: Wm. B. Eerdmans Publishing Company, p. 69 A significância do livro, como Bruce Chilton afirma, está em tratar a tradição do Batista no seu contexto histórico, não sob a sombra da Cristologia do Novo Testamento.Obra revista: The Immerser: John the Baptist within Second Temple Judaism pro Joan E. Taylor, The Jewish Quarterly Review Vol. 90, No. 3/4 (Jan. - Abr., 2000), pp. 447-450 A sua análise incutiu debates estudiosos da relação entre Qumran e João o Batista como também Cristianismo formativo com um espetro de opiniões pelas suas descobertas.Ver a avaliação de James H. Charlesworth: Dead Sea Discoveries Vol. 8, No. 2, Qumran and Rabbinic Judaism (2001), pp. 208-211. Ver também Paula Fredriksen Journal of Jewish Studies 50.1 (1999) 160-161

Arqueologia Desde o seu PhD e trabalho inicial na arqueologia de sítios santos cristãos, Taylor variou de estudar a arqueologia da deusa Aserá a questões de arqueologia e geografia história (em Onomasticon de Eusébio e os Evangelhos, e para as escavações de Qumran e as Grutas de Qumran, particularmente contribuindo para a discussão da relação entre evidências literárias e arqueológicas para entender o passado (em On Pliny, the Essence Location and Kh. Qumran)).

Jesus and Brian Taylor organizou uma conferência internacional concentrado-se na nova hermenêutica da exegese de receção, ao considerar o Jesus histórico pela lente de A Vida de Brian de Monty Python em junho de 2014, envolvendo a participação de John Cleese e Terry Jones, que foram entrevistados como parte do evento. Os trabalhos foram publicados num livro editado por Taylor, Jesus and Brian: Exploring the Historical Jesus and his Times via Monty Python's Life of Brian.

What Did Jesus Look Like? O livro What Did Jesus Look Like? recebeu considerável interesse dos mídia no seu lançamento. Ao procurar entender a aparência de Jesus, Taylor vasculho arte ocidental, relíquias, memórias e tradições, e no final apoiou-se em textos primitivos e arqueologia para criar uma visualização de Jesus que ela considerous mais auntêntica. Nesta reconstrução, ela dá ênfase ao facto de que Jesus não só era um homem judeu de aparência do Médio Oriente, com 'pele castanha-azeitona',Taylor: What Did Jesus Look Like? (Bloomsbury T&T Clark, 2018), pp. 168. mas provavelmente com cabelo curto. Ele usava roupas muito básicas e era 'desgrenhado', e a sua aparência importava nos termos da sua mensagem.

As Mulheres Discípulas de Jesus Com Helen Bond, Taylor iniciou um projeto que culminou no documentário de 2018 'Jesus Female Disciples: The New Evidence', feito pela Minerva Productions (Jean-Claude Bragard), sob a comissão do Channel 4 do Reino Unido, dirigido e produzido por Anna Cox. Depois de receber altas figuras de visualizações e ter sido aclamado por críticos, como um 'corretivo saudável dos mitos que tomamos por evangelho', o filme foi assistido globalmente em múltiplas línguas. Taylor e Bond escreveram o livro Women Remembered: Jesus' Female Disciples, expandindo sobre os seus estudos.

Literatura Taylor é também autora de história narrativa, romances e poesia (por vezes usando o nome de solteira da mãe de Norlev). O seu primeiro romance, Conversations with Mr. Prain, foi publicado pela Melville House Publishing em Brooklyn, Nova Iorque, e Hardie Grant em Melbourne, em 2006, e republicado pela Melville House. O seu segundo romance, Kissing Bowie, foi publicado pela Seventh Rainbow, Londres, em 2013. Em 2016, o seu romance histórico Napoleon's Willow foi publicado.

Livros

Autora

Christians and the Holy Places: The Myth of Jewish Christian Origins (Oxford: Clarendon, 1993; rev. ed. 2003). com Shimon Gibson, Beneath the Church of the Holy Sepulchre: The Archaeology and Early History of Traditional Golgotha (Londres: Palestine Exploration Fund*, 1994). The Immerser: John the Baptist within Second Temple Judaism (Grand Rapids, Mich.: Eerdmans, 1997; também publicado como John the Baptist: A Historical Study (Londres: SPCK, 1997). Jewish Women Philosophers of First-Century Alexandria - Philo's 'Therapeutae' Reconsidered (Oxford: Oxford University Press, 2003; edição capa mole 2006). The Englishman, the Moor and the Holy City: The True Adventures of an Elizabethan Traveller (Stroud: Tempus/History Press, 2006). The Essenes, the Scrolls and the Dead Sea (Oxford: Oxford University Press, 2012). What Did Jesus Look Like? (Bloomsbury T&T Clark, 2018). com David Hay, Philo of Alexandria: On the Contemplative Life (Philo of Alexandria Commentary Series, Leiden: Brill, 2021). com Helen Bond, Women Remembered: Jesus' Female Disciples (Hodder & Stoughton, 2022). Boy Jesus: Growing Up Judean in Turbulent Times (London: SPCK/Grand Rapids: Zondervan, 2025);

Editora e contribuidora

Palestine in the Fourth Century. The Onomasticon by Eusebius of Caesarea, introdução e edição por Joan E. Taylor, traduzido por Greville Freeman-Grenville, e índex por Rupert Chapman III (Jerusalém: Carta, 2003). (anotatora and editora), Cecilie Hertz, Livserindringer - Memories of My Life: A Woman's Life in 19th-Century Denmark, trad. por Birgit Norlev Taylor (New York/Lampeter: Edwin Mellen, 2009). (editora), The Body in Biblical, Christian and Jewish Texts (London: T&T Clark Bloomsbury,* 2014). (editora). Jesus and Brian: Exploring the Historical Jesus and his Times via Monty Python's Life of Brian (Londres: T&T Clark Bloomsbury, 2015). (editora) com Ilaria Ramelli. Patterns of Women's Leadership in Early Christianity (Oxford: OUP, 2021)

Obras literárias

(autora, romance) Conversations with Mr. Prain (Nova Jérsia: Melville House Publishing,* 2006; Melbourne: Hardie Grant, 2006); relançado, revisto com uma nova capa e questões para leitura em grupo, 2011. kissing Bowie (romace) (Londres: Seventh Rainbow, 2013). Napoleon's Willow: A Story of Akaroa (Auckland: RSVP Eunoia, 2016).

Referências

Categoria:Professores do King's College de Londres Categoria:Pessoas vivas Categoria:Nascidos em 1958 Categoria:!Artigos com hCards