Sailson José das Graças (Nova Iguaçu, Rio de Janeiro) é um assassino em série brasileiro que ficou conhecido como o "serial killer da Baixada Fluminense", "Assassino da Baixada" e também como o "Monstro de Corumbá". Ele matou cinco pessoas, tanto homens como mulheres, por volta de 2014 ou poucos anos antes, mas o número pode ser maior, já que assumiu 42 assassinatos, o que nunca pode ser comprovado pelas autoridades.

Em ao menos duas das mortes ele teve a ajuda da companheira, Cleusa Balbina de Paula.

Ele está preso, cumprindo pena de mais de 70 anos de prisão.

Biografia Segundo a família, Sailson começou a demonstrar comportamentos violentos quando era um menino de 11 anos, alguns meses depois do pai morrer eletrocutado em um acidente de trabalho, e suas primeiras vítimas foram animais domésticos, como gatos e galinhas, mortos a facadas (ver Tríade MacDonald). "Ele sempre foi calado, mas muito agitado, complicado. Brigava muito com as irmãs, batia muito nelas, demais", disse a mãe.

Por volta de sua maioridade, envolveu-se com roubos e foi preso por porte ilegal de arma. No bairro onde morava, Jardim Corumbá, era conhecido por ficar andando de bicicleta, algumas vezes com Cleusa, e ser frequentador assíduo de um bar. "Seus vizinhos dizem ter compreendido finalmente por que ele ficava tantas horas sentado no bar da esquina, calado. “Não era o álcool, não... Estava observando suas presas", escreveu o El País.

Crimes De acordo com seus depoimentos, teria matado pela primeira vez aos 17 anos, uma mulher cujo corpo nunca foi localizado. Ele chegou a assumir 42 assassinatos (38 mulheres, 3 homens e um menino).

Entre suas vítimas fatais estão:

Marilene de Oliveira Silva de Brito, 44 anos, morta em 23 janeiro de 2014 Francisco Carlos Chagas, morto em outubro de 2014

Paulo Vasconcelos, 52 anos, ex-namorado de Cleusa, morto em 2014 por dever 40 reais a ela, que o atraiu para uma emboscada Raimundo Basílio da Silva, morto em 30 de novembro de 2014 porque Cleusa teria dito que ele tentara estuprá-la Fátima Miranda, de 62 anos, morta em dezembro de 2014 em sua casa na rua Eduardo Pacheco; a residência ficava próxima ao bar frequentado pelo criminoso; foi a última vítima conhecida de Sailson e teria sido assassinada a pedido de Cleusa após uma discussão O criminoso também foi [ou ainda será] julgado pela tentativa de assassinato de outras quatro pessoas. Uma das mulheres sobreviventes, uma jovem de 16 anos, falou que ele havia tentado estrangulá-la três vezes. "Acho que ele desistiu porque eu conversei bastante com ele", disse, contando também que ele havia revelado que gostava de matar mulheres bonitas e que a havia observado por "bastante tempo". Segundo o delegado Marcelo Machado, todas as mulheres mortas eram brancas.

Modus operandi Sailson ficava em locais públicos observando as pessoas que passavam. Inclusive, segundo relatos, passava horas sentado num bar, em busca de suas vítimas, que geralmente eram mortas por estrangulamento ou a facadas, tendo os corpos ocultados. Em um dos casos, segundo seu relato, ele entrou pela janela do segundo andar da casa de uma mulher.

"Esperava um mês, às vezes uma semana, dependendo do lugar", confessou.

Perfil das vítimas Sailson tinha uma predileção por mulheres brancas que ele considerava bonitas.

Perfil do criminoso Foi descrito por conhecidos e policiais como "silencioso, obsessivo e calculista", declarando sobre si mesmo "Não me arrependo, não. Para mim, o que fiz, está feito”.

Área de atuação Todos os assassinatos conhecidos aconteceram nos bairros de Santa Rita e Corumbá, em Nova Iguaçu.

Prisão Após uma amiga chamada Elena estranhar a ausência de Fátima, ela pediu ao marido que a acommpanhasse até a casa da vítima, onde a encontraram morta. Quando saía assustada, viu Sailson e Cleusa se aproximando de bicicleta. Os dois teriam saído apressados ao vê-la. : “Eu sabia que eram eles! Corri para falar com a polícia”, disse ela.

De malas prontas para fugir, Sailson foi preso no dia 9 [ou 10] de dezembro de 2014 na casa onde morava e levado à delegacia, onde, durante os interrogatórios, afirmou ter assassinado mais de quarenta pessoas desde 2005, alegando que a maioria das vítimas eram mulheres.

As declarações receberam ampla cobertura da imprensa, mas investigadores, criminólogos e psiquiatras destacaram que confissões desse tipo precisam de provas materiais, perícias e demais elementos de investigação, pois autores de crimes em série podem exagerar ou distorcer informações sobre seus atos.

Julgamento e pena 2017: condenado a 17 anos e 4 meses de prisão pela morte de Marilene de Oliveira Silva

Janeiro de 2021: condenado iniciallente a 16 anos e depois a 30, após Ministério Público recorrer, pelo assassinato de Francisco Carlos Chagas

Fevereiro de 2023: condenado a 30 anos de prisão pelo assassinato de Paulo Vasconcelos

Março de 2023: condenado a 21 anos de prisão pelo homicídio de Raimundo Basílio da Silva

"Vai ser difícil se acostumar a ficar anos na prisão sem poder acalmar seu instinto assassino", escreveu o El País.

Cleusa Balbina de Paula Foi condenada a 30 anos de prisão por ser cúmplice no assassinato de Paulo e Raimundo.

José Messias Amigo do casal, ele foi preso com eles em dezembro de 2014.

Ver também

Assassino em série Assassinos em série brasileiros

Referências

Ligações externas

Entrevista com a mãe de Sailson Depoimento de uma das vítimas Página de Sailson no portal especializado Murderpedia

Categoria:Assassinos em série do Brasil Categoria:Criminosos do Brasil