Em 5 de agosto de 2026, o estágio superior usado de 4 toneladas métricas (designado 2025-010D) de um foguete Falcon 9 da SpaceX colidiu com a Lua perto da Cratera Einstein. O impacto, que não foi planejado, ocorreu após a nave ser deixada à deriva após levar dois rovers lunares ao espaço em 2024 (Blue Ghost-1 e Hakuto-R Mission 2).
Embora o evento não tenha sido classificado como perigoso para satélites e outros ativos espaciais, o acontecimento reacendeu debates sobre astropolítica, arqueologia no espaço e as obrigações legais sobre lixo espacial.
Velocidade, energia e cratera A velocidade de impacto prevista era de cerca de 8.700 quilômetros por hora e a explosão equivalente a 3 toneladas de TNT. A colisão seria visível, com uso de telescópio, a partir do leste dos Estados Unidos e de grande parte da América do Sul, e previa-se que o regolito (poeira lunar) ejetado mais visível atingisse 100 quilômetros acima da superfície lunar. A agência espacial estadunidense, NASA, calculou que a cratera resultante da colisão teria aproximadamente 18 metros de largura e 4 metros de profundidade.
Momento do impacto Até 31 de julho de 2026, a previsão era de que o impacto ocorresse às 06:35 UTC, com uma margem de erro de apenas alguns minutos. No horário estimado, astrônomos utilizando um telescópio do Observatório Paranal, no Chile, detectaram uma variação nas linhas de emissão de luz, confirmando a ocorrência do evento.
A colisão ocorreu em alta velocidade quando o estágio do foguete, descontrolado e sem combustível, chocou-se contra o solo lunar. Como a Lua não possui atmosfera para desacelerar objetos por atrito, a estrutura metálica de várias toneladas atingiu a superfície a milhares de quilômetros por hora. A energia cinética do choque foi convertida instantaneamente em calor e impacto mecânico, pulverizando a nave e lançando uma nuvem de poeira e rochas lunares (regolito) no espaço ao redor, criando uma nova cratera de impacto no local.
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