thumb|Charles Fort, pioneiro da anomalística

Anomalística é o uso de métodos científicos para avaliar anomalias (fenômenos que estão fora da compreensão atual), com o objetivo de encontrar uma explicação racional.Hess David J. (1997) "Science Studies: an advanced introduction" New York University Press, O termo em si foi cunhado em 1973 pelo antropólogo da Drew University Roger W. Wescott, que o definiu como sendo o "estudo sério e sistemático de todos os fenômenos que não se encaixam na imagem da realidade fornecida a nós pelo senso comum ou pelas ciências estabelecidas."

Wescott creditou o jornalista e pesquisador Charles Fort como sendo o pai fundador da anomalística como um campo de pesquisa, e nomeou o biólogo Ivan T. Sanderson e o compilador do Sourcebook Project William R. Corliss como instrumentais na expansão da anomalística para introduzir uma perspectiva mais convencional no campo.Wescott, Roger W. (1975), "Anomalistics: The Outline of an Emerging Field of Investigation", in M. Maruyama & A. Harkins (ed.), Cultures Beyond the Earth, New York: Vintage Books, pp. 22–25, ISBN 0-394-71602-7Clark, Jerome (1993) "Encyclopedia of Strange and Unexplained Physical Phenomena", Thomson Gale,

Henry Bauer, professor emérito de estudos científicos na Virginia Tech, escreve que anomalística é "um termo politicamente correto para o estudo de alegações bizarras",Bauer, Henry (2000) Science Or Pseudoscience: Magnetic Healing, Psychic Phenomena and Other Heterodoxies, University of Illinois Press, enquanto David J. Hess, do Departamento de Estudos de Ciência e Tecnologia do Rensselaer Polytechnic Institute, a descreve como sendo "o estudo científico de anomalias definidas como alegações de fenômenos não geralmente aceitos pela maior parte da comunidade científica."

A anomalística abrange várias subdisciplinas, incluindo ufologia, criptozoologia e parapsicologia. Pesquisadores envolvidos no campo incluíram o ufólogo J. Allen Hynek e o criptozoólogo Bernard Heuvelmans, e o parapsicólogo John Hayes.Science, 5 de novembro de 1999: Vol. 286. no. 5442, p. 1079.Science, 14 de maio de 2010, Vol. 328. no. 5980, p.854.

Campo De acordo com Marcello Truzzi, Professor de Sociologia na Eastern Michigan University, a anomalística trabalha com os princípios de que "fenômenos inexplicados existem", mas que a maioria pode ser explicada através da aplicação do escrutínio científico. Além disso, que algo permanece plausível até que tenha sido conclusivamente provado não apenas implausível, mas realmente impossível, algo que a ciência não faz. Em 2000, ele escreveu que a anomalística tem quatro funções básicas:

auxiliar na avaliação de uma ampla variedade de alegações de anomalias propostas por protocientistas; entender melhor o processo de adjudicação científica e tornar esse processo mais justo e racional; construir uma estrutura conceitual racional tanto para categorizar quanto para acessar alegações de anomalias; e atuar no papel de amicus curiae ("amigo da corte") para a comunidade científica em seu processo de adjudicação.Truzzi, Marcello (2002) "The Perspective of Anomalistics" (seção apenas) - "Encyclopedia of Pseudoscience", Fitzroy Dearborn,

Escopo Na visão de Truzzi, a anomalística tem dois princípios centrais que regem seu escopo:

A pesquisa deve permanecer dentro dos limites convencionais; e A pesquisa deve lidar exclusivamente com "alegações empíricas do extraordinário", em vez de alegações de natureza "metafísica, teológica ou sobrenatural".

De acordo com Wescott, a anomalística também está preocupada com fenômenos ostensivamente paranormais, tais como aparições e poltergeists, ou "psi" (parapsicologia, ex., PES, psicocinese e telepatia).

Validação De acordo com Truzzi, antes que uma explicação possa ser considerada válida dentro da anomalística, ela deve preencher quatro critérios. Deve ser baseada em conhecimento e raciocínio convencionais; deve ser mantida simples e não sobrecarregada por especulação ou complexidade excessiva; o ônus da prova deve recair sobre o reclamante e não sobre o pesquisador; e quanto mais extraordinária a alegação, maior o nível de prova exigido.

Bauer afirma que nada pode ser considerado prova dentro da anomalística a menos que possa ganhar "aceitação pelas disciplinas estabelecidas".

Abordagens computacionais Trabalhos recentes aplicaram análise computacional de texto a grandes bases de dados de anomalias compiladas por cidadãos, em um esforço para identificar padrões descritivos recorrentes entre relatos e períodos de tempo. Em um estudo de 2025, Luke J. Matthews usou métodos de aprendizado de máquina (incluindo agrupamento léxico e codificação temática assistida por modelo de linguagem de grande escala) para comparar múltiplos conjuntos de dados de anomalias históricos e modernos, incluindo relatos de UFO/UAP, e argumentou que algumas características dos relatos se repetem em fontes diversas.

Ver também Association for the Scientific Study of Anomalous Phenomena (ASSAP)

Referências

Categoria:Parapsicologia Categoria:Ceticismo científico Categoria:Ciência marginal