Ume Aláqueme binte Azobair (; Meca, – depois de 628), também conhecida como Ume Haquime, foi uma companheira do profeta islâmico Maomé. Pertencia aos haxemitas, clã dos coraixitas, sendo filha de Azobair ibne Abede Almotalibe, tio paterno de Maomé, e de , dos maquezumitas. Segundo algumas tradições, era também irmã de leite de Maomé. Converteu-se ao Islã nos primeiros anos da pregação em Meca, prestou a baia a Maomé e posteriormente participou da Hégira para Medina. Casou-se com Rebia ibne Alharite, também haxemita, com quem teve oito filhos. Após a conquista de Caibar, em 628, recebeu de Maomé uma parcela de trinta wasqs de tâmaras provenientes do oásis. É creditada com a transmissão de dois hádices e deixa de ser mencionada pelas fontes depois desse episódio, motivo pelo qual se estima que tenha morrido pouco depois. Algumas fontes a confundiram com sua irmã , mas Ibne Hajar de Ascalão considerou-as duas pessoas distintas.
Vida
Ume Aláqueme era filha de Azobair ibne Abede Almotalibe, tio paterno de Maomé e membro do clã coraixita dos haxemitas, e de , dos maquezumitas. Também é mencionada nas fontes pelo nome de Ume Haquime. Segundo algumas tradições, era irmã de leite de Maomé. Sabe-se que era irmã de e , e . Algumas fontes confundiram-na com sua irmã Dubaa ou as trataram como uma única pessoa. Ibne Hajar Alascalani, contudo, considerou-as duas filhas distintas de Azobair. Ume Aláqueme converteu-se ao Islã durante os primeiros anos da pregação de Maomé em Meca e teria suportado as perseguições dirigidas contra os primeiros muçulmanos. Prestou a baia a Maomé, comprometendo-se, entre outras obrigações, a não associar parceiros a Deus, não roubar, não cometer adultério, não matar seus filhos e não desobedecer ao profeta. Posteriormente participou da Hégira para Medina. Segundo a tradição, Maomé demonstrou particular atenção por ela durante as dificuldades dos primeiros tempos em Medina e ocasionalmente a visitava em sua casa. Após a conquista de Caibar, em 7 A.H. (628), recebeu uma parcela de trinta wasqs das tâmaras provenientes do oásis.
Casou-se com Rebia ibne Alharite, também haxemita e filho de Alharite ibne Abede Almotalibe. O casal teve sete filhos, Abede Xemece, Abede Almotalibe, Maomé, Abedalá, Abás, Harita e Omaia, e uma filha, Arua Alcubra. Uma tradição relata que Ume Aláqueme encontrou Maomé quando estava acompanhada de seu filho mais novo, Abedalá, e pediu ao menino que obtivesse o manto usado pelo profeta. Depois que Abedalá puxou o manto, Maomé perguntou quem era seu pai e, ao saber que sua mãe desejava a peça, entregou-a ao menino, recomendando que Ume Aláqueme a dividisse com sua irmã Dubaa para que ambas a utilizassem como cobertura para a cabeça. Ume Aláqueme é creditada com a transmissão de dois hádices. Em um deles, ela, Dubaa e Fátima, filha de Maomé, teriam procurado Maomé após uma campanha militar para pedir que lhes fosse concedido um dos cativos trazidos a Medina, a fim de auxiliá-las nas tarefas domésticas. Maomé respondeu que os filhos dos companheiros mortos em Badre tinham precedência sobre os cativos e recomendou às três mulheres, em seu lugar, que realizassem determinadas glorificações após as orações. A tradição foi preservada, entre outras coleções, no Sunan de Abu Daúde Assijistani. Ume Aláqueme deixa de ser mencionada pelas fontes depois da conquista de Caibar, razão pela qual se estima que tenha morrido pouco depois de 628.
Bibliografia
Categoria:Árabes do século VI Categoria:Árabes do século VII Categoria:Mulheres do século VI Categoria:Mulheres do século VII Categoria:Maquezumitas Categoria:Haxemitas (clã coraixita) Categoria:Companheiros de Maomé Categoria:Primos de Maomé