A Infoxicação, também chamada de obesidade mental, é o conceito que descreve o consumo excessivo de informações e seus efeitos adversos, particularmente na Era Digital.
Origem do termo O neologismo foi cunhado pelo físico e consultor Alfons Cornellà na segunda metade da década de 1990 através da aglutinação de "intoxicação" e "informação". Apesar disso, a análise de efeitos adversos ao excesso de informação é mais antiga, datando desde de 1964, quando Bertram Gross usou o termo "sobrecarga de informação" no seu livro The managing of organizations.
Consequências e sintomas A infoxicação possui uma série de consequências psicológicas e epistêmicas.
Entre as consequências cognitivas do excesso de informação há o cansaço mental, a dificuldade de concentração, o estresse, os distúrbios do sono e a ansiedade, além de ter relação com a Síndrome de FOMO. Enquanto os sintomas epistêmicos envolvem dificuldade em assimilar o alto volume de informações, dificuldade em discernir a autenticidade, a credibilidade e importância dos fatos e o prejuízo do pensamento crítico.
Tratamento e prevenção De acordo com João Flávio de Almeida, filósofo e pós-doutor em discurso imagético pela Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto (FFCLRP) da USP, os casos de obesidade mental tendem a aumentar com o tempo. Apesar disso, acredita que o tratamento e a prevenção do problema é possível.
As estratégias para evitar a condição envolvem o consumo de informações com alta credibilidade e reputação, a desconexão regular e o estabelecimento de horários específicos para verificar e-mails e redes sociais.
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