Honestino é um docudrama brasileiro de 2026, dirigido por Aurélio Michiles e produzido por Nilson Rodrigues. O filme, que combina elementos de documentário e ficção, reconstitui a trajetória de Honestino Guimarães, líder estudantil, ex-presidente da UNE e aluno da Universidade de Brasília (UnB) desaparecido durante a ditadura militar brasileira. O longa estrelado por Bruno Gagliasso tem estreia nos cinemas brasileiros prevista para 13 de agosto de 2026.

A trajetória de Honestino também passou pelo circuito de festivais brasileiros. O filme recebeu o Troféu Redentor de Melhor Montagem no Festival do Rio, além de ter sido selecionado para a Mostra Internacional de Cinema de São Paulo e para o DH Fest – Festival de Cultura em Direitos Humanos. A produção também foi premiada no Fest Aruanda.

Sinopse O filme parte do desaparecimento de Honestino Guimarães, líder estudantil e ex-presidente da UNE que foi preso em 1973, aos 26 anos, durante a ditadura militar brasileira, e nunca mais foi visto. A partir de cartas, poemas, fotografias, imagens de arquivo e depoimentos de familiares, amigos, políticos e antigos militantes, Honestino reconstitui a trajetória pessoal e política do estudante, revelando sua atuação no movimento estudantil e a rede de relações construída ao longo de sua vida.

Entre os depoimentos estão os de Almino Afonso, Jorge Bodanzky, Franklin Martins e Betty Almeida, biógrafa de Honestino. A produção também utiliza elementos ficcionais para reconstruir momentos da trajetória do personagem e refletir sobre sua importância histórica. Ao recuperar a história de Honestino, o longa aborda ainda a violência praticada pelo Estado durante o regime militar, incluindo prisões arbitrárias, tortura, assassinatos, desaparecimentos forçados e mecanismos de ocultação utilizados para impedir que as famílias e a sociedade conhecessem a verdade sobre os perseguidos políticos.

Elenco Bruno Gagliasso como Honestino

Recepção Resposta da crítica Honestino recebeu avaliações positivas da crítica especializada. Em crítica publicada pelo Meio Amargo, Bruno Carmelo destacou o desafio de representar Honestino Guimarães, personagem sobre o qual existem poucas imagens e gravações, e elogiou a utilização de Bruno Gagliasso como um alter-ego fictício do protagonista. A resenha também destacou o trabalho de montagem de André Finotti, que articula entrevistas, fotografias animadas, dramatizações e imagens de arquivo para conferir ritmo à narrativa. O Meio Amargo também observou que o documentário privilegia a trajetória política de Honestino em relação a aspectos mais íntimos de sua personalidade. A crítica ressaltou, contudo, a capacidade do filme de relacionar a militância estudantil das décadas de 1960 e 1970 às lutas políticas posteriores, além de destacar os depoimentos pessoais como elementos responsáveis por aproximar o personagem do público.

Em crítica publicada pelo Cinema à Brasileira, André Rossi atribuiu ao filme 3,5 de 5 e elogiou a combinação entre entrevistas, cartas e poemas escritos por Honestino e cenas dramatizadas protagonizadas por Bruno Gagliasso. Segundo a crítica, as dramatizações ajudam a conferir ritmo aos relatos documentais e são integradas às imagens de arquivo por meio da montagem de André Finotti. No Cinema com Crítica, a produção também foi analisada a partir de sua construção documental e de sua representação de Honestino, com a crítica discutindo as escolhas narrativas e formais empregadas pelo diretor Aurélio Michiles.

Festivais e prêmios AnoFestival ou premiaçãoCategoria/seleçãoIndicaçãoResultado2026Festival do RioMelhor MontagemAndré FinottiFest AruandaMelhor FilmeAurélio Michiles

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