Chorão: Só os Loucos Sabem é um filme de drama biográfico de 2026 dirigido por Hugo Prata e Felipe Novaes. O roteiro de Duda de Almeida é baseado no livro Se Não Eu, Quem Vai Fazer Você Feliz?, de Graziela Gonçalves, e retrata a trajetória do cantor Chorão, líder da banda Charlie Brown Jr. O filme é estrelado por José Loreto no papel principal do cantor e conta ainda com as atuações de Fernanda Marques, Pedro Tirolli, Gustavo Cintra, Gabriel Ferrara e Rony Frauches.

Chorão: Só os Loucos Sabem teve sua première mundial no 54.° Festival de Gramado, em 17 de agosto de 2026, e tem previsão de estreia nos cinemas do Brasil em 4 de março de 2027 pela Downtown Filmes.

Premissa A cinebiografia acompanha a trajetória de Chorão (José Loreto), desde seus primeiros passos na música em Santos até sua ascensão como vocalista e líder do Charlie Brown Jr., uma das bandas mais populares do rock brasileiro. Em meio à construção de sua carreira, Chorão vive uma intensa história de amor com Graziela (Nanda Marques), relacionamento que atravessa momentos de paixão, conflitos e transformações e que se torna uma das principais inspirações para sua produção artística. A narrativa também aborda os aspectos mais íntimos da personalidade do músico, explorando sua rebeldia, seus conflitos, suas vulnerabilidades e o talento que o transformou em um dos artistas mais marcantes de sua geração.

Elenco e personagens

Produção Produzido pela Bravatura Cinematográfica, em coprodução com a Globo Filmes, Chorão: Só os Loucos Sabem é dirigido pela dupla Hugo Prata e Felipe Novaes. Esta é a segunda vez que os diretores se aproximam da trajetória do cantor Chorão. Anteriormente, eles haviam trabalhado juntos no documentário Chorão: Marginal Alado (2019). O roteiro é assinado por Duda de Almeida e foi baseado no livro de memórias Se Não É Eu, Quem Vai Fazer Você Feliz?, escrito por Graziela Gonçalves, ex-esposa do cantor. As filmagens aconteceram entre agosto e outubro de 2025, em Santos, cidade natal de Chorão que marcou sua carreira, e em São Paulo. O encerramento das gravações ocorreu durante um show do DZ6, cover oficial do Charlie Brown Jr., ocasião em que foram registradas as cenas da banda.

Para interpretar Chorão, José Loreto tomou a iniciativa de procurar pessoalmente os diretores. O ator não havia sido convidado para participar da produção e decidiu entrar em contato com Hugo Prata. Em entrevista, Loreto contou que enviou uma mensagem ao diretor acompanhada de uma foto sua, na tentativa de conseguir uma oportunidade: "Não teve convite, nada, eu corri atrás. Mandei mensagem para ele, já mandei uma foto assim minha. Falei: 'Olha, eu tenho o olhar dele, me dá uma chance'...".

Segundo Prata, Loreto realizou o teste inicialmente com uma caracterização que não se assemelhava ao cantor. Ainda assim, sua performance chamou a atenção da equipe pela energia e pela personalidade semelhantes às de Chorão. O ator acabou sendo convidado para assumir o papel principal e passou por um intenso processo de preparação, que incluiu aprender a andar de skate e passar um período convivendo em Santos. Loreto define a interpretação de Chorão como o papel de sua vida. Graziela Gonçalves, esposa do cantor e autora do livro que serviu de base para o roteiro, é interpretada pela atriz Nanda Marques. Na vida real, Marques mantém um relacionamento com José Loreto.

Lançamento A première mundial de Chorão: Só os Loucos Sabem ocorreu na 54.ª edição do Festival de Gramado, no Rio Grande do Sul, em 17 de agosto de 2026, onde participou da seleção da mostra oficial competitiva do evento. A estreia comercial do filme no Brasil está prevista para 4 de março de 2027 com distribuição feita pela Downtown Filmes.

Recepção miniaturadaimagem|300x300px|A atuação de José Loreto recebeu elogios da crítica especializada. André Zuliani, do Omelete, elogiou a interpretação de José Loreto como Chorão, papel que o ator sondou durante anos, afirmando que ele se entrega de "corpo e alma" e que sua atuação ultrapassa a simples imitação dos trejeitos e da voz rouca do cantor. Para Zuliani, o filme funciona porque Loreto "segura praticamente sozinho um roteiro que, em vários momentos, falha em dar a ele o suporte que sua atuação merece". Bruno Carmelo, do Meio Amargo, atribuiu ao filme a nota 6 de 10. Carmelo também elogiou a interpretação de José Loreto, ressaltando seu esforço para captar a personalidade expansiva e sorridente do cantor, apesar de alguns excessos pontuais. O crítico também fez elogios para a atuação de Georgette Fadel, que segundo ele "transparece um afeto palpável enquanto mãe do artista". Para o crítico, apesar das concessões e da supressão de aspectos controversos da trajetória do músico, o filme consegue construir um personagem que, mesmo com suas falhas, se mostra multifacetado.

Amaury Filho, do CineSet, fez ressalvas ao desempenho de Loreto, reconhecendo a dedicação do ator na composição de Chorão, mas apontando que a interpretação carece de contenção. Para o crítico, o excesso faz com que, em alguns momentos, Loreto evidencie o próprio esforço de atuação em vez de desaparecer no personagem. Filho também criticou a abordagem do relacionamento entre Chorão e Graziela, considerando problemática a romantização de comportamentos abusivos e da dinâmica de um homem que tenta controlar e apagar a trajetória da companheira. Para ele, essa escolha se torna ainda mais incômoda em uma edição do Festival de Gramado marcada por filmes brasileiros que abordam a violência contra a mulher.

Igor Natusch, do Jornal do Comércio, avaliou o filme como uma cinebiografia musical de caráter essencialmente comercial, voltada sobretudo aos fãs de Charlie Brown Jr. e sem pretensões de inovar na linguagem cinematográfica. Apesar de considerar a abordagem chapa-branca pouco incômoda, escreveu que o roteiro evita controvérsias ao suavizar o uso de drogas, os episódios de violência e aspectos mais delicados da vida pessoal de Chorão. Victor Hugo Furtado, do Papo de Cinema, também fez críticas ao fato do filme não se aprofundar nos problemas da vida do cantor, escrevendo que "o filme parece ter medo de encarar esse homem até o fim. Drogas, ameaças e a própria instabilidade que acompanharam sua trajetória aparecem de maneira muito mais comportada do que poderiam".

Prêmios e indicações +AssociaçõesAnoCategoriaRecipiente(s)ResultadoRef.Festival de Gramado2026Melhor Filme de Longa-metragemChorão: Só os Loucos Sabem Melhor Ator em Longa-metragemJosé Loreto Melhor Trilha MusicalOtávio de Moraes

Ver também

Chorão: Marginal Alado (2019)

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