Dzoodzo Baniwa - nome civil: Juvêncio Cardoso São Gabriel da Cachoeira – AM, 2 de março de 1985) é um educador, pesquisador e líder indígena brasileiro do povo Baniwa.Festival LED: ingressos da 4ª edição já podem ser retirados gratuitamente; confira a programação. Portal G1, 2 de junho de 2025. Atua na educação escolar indígena, no ensino de Física e Matemática, na pesquisa em mudanças climáticas e na articulação entre conhecimentos tradicionais indígenas e ciência contemporânea.UFRJ propõe “Re-Amazonizar o Brasil” no Festival do Conhecimento 2025. Portal UOL, 1 de setembro de 2025. É professor da Escola Baniwa Kalipana, na Terra Indígena Alto Rio Negro, em São Gabriel da Cachoeira, e integra a Rede de Pesquisadores Indígenas do Rio Negro.O caminho de um estudante indígena até o Mestrado em Ciências Naturais: 'A aldeia é nossa escola'. Jornal O Globo, 5 de setembro de 2023.O caminho de um estudante indígena até o Mestrado em Ciências Naturais: 'A aldeia é nossa escola'. Revista Um Só Planeta, 7 de setembro de 2023.Investigador indígena reconocido por su trabajo en cambio climático. Jornal El Nacional (Caracas, Venezuela), 2 de agosto de 2025.Justiça climática: as soluções de Norte a Sul que já inspiram mudanças no país. Revista Um Só Planeta, 18 de agosto de 2022.Professor indígena premiado une saberes ancestrais com a ciência para ensinar física e matemática. Portal Terra, 7 de janeiro de 2026.Pesquisador indígena do AM é premiado por contribuição ao enfrentamento das mudanças climáticas. Jornal A Crítica, 27 de julho de 2025.

Biografia Dzoodzo Baniwa nasceu na aldeia Santa Isabel do rio Aiari, na Terra Indígena Alto Rio Negro, município de São Gabriel da Cachoeira, no noroeste do Amazonas, em uma região de difícil acesso localizada na fronteira entre Brasil e Colômbia. Filho de pais analfabetos, teve sua formação inicial baseada na tradição oral do povo Baniwa, aprendendo desde a infância conhecimentos relacionados ao manejo da floresta, dos rios e da vida comunitária.

O primeiro contato com a educação escolar ocorreu apenas aos 10 anos de idade, quando uma escola indígena foi implantada em um território vizinho. Posteriormente, em 2000, aos 15 anos, ingressou na recém-inaugurada Escola Indígena Baniwa e Koripaco Pamáali, na qual cursou o Ensino Fundamental e depois concluí-lo, em 2004, participou de projetos voltados à piscicultura, meliponicultura, avicultura e produção sustentável, experiências que influenciaram sua formação científica.

Como o território não oferecia o Ensino Médio, mudou-se para Manaus para concluir os estudos. Nesse período passou a interessar-se pela Física ao perceber que atividades desenvolvidas em projetos comunitários, como controle da qualidade da água, temperatura, oxigenação e reprodução de peixes, envolviam conceitos científicos aplicados ao cotidiano.

Graduou-se em Licenciatura em Física Intercultural pelo Instituto Federal do Amazonas (IFAM) e obteve o título de mestre em Ensino de Ciências Ambientais pela Universidade Federal do Amazonas (UFAM), por meio do Programa de Mestrado Profissional em Rede Nacional para o Ensino das Ciências Ambientais (PROFCIAMB).

Carreira Dzoodzo Baniwa atua como professor da Escola Baniwa Kalipana, que recebeu o Prêmio Periferia Viva em 2025, concedido pelo Ministério das Cidades; o Prêmio Tecnologia Social em 2026, da Fundação Banco do Brasil; e é finalista do Prêmio de Melhores Escolas do Mundo (World's Best School Prizes) de 2026, concedido pela T4 Education, reconhece instituições de ensino globais que transformam suas comunidades em categorias como Inovação, Ação Ambiental e Superação de Adversidades – a escola concorre na categoria Ação Ambiental.

Dzoodzo também é professor da Escola Baniwa Eeno Hiepole ("Umbigo do Mundo", em baniwa), localizada na Aldeia Canadá, na Terra Indígena Alto Rio Negro. Seu trabalho pedagógico caracteriza-se pela integração entre os conhecimentos científicos e os saberes tradicionais indígenas, utilizando situações do cotidiano das comunidades para ensinar conteúdos de Física, Matemática e Ciências.

Entre os projetos desenvolvidos destaca-se a implantação de um sistema sustentável de bombeamento de água, concebido com participação dos estudantes. A iniciativa é utilizada como ferramenta pedagógica para o ensino de conceitos relacionados à medição de volume, vazão, demanda de água, energia e outras aplicações da Física e da Matemática.

Além das atividades em sala de aula, coordena projetos comunitários voltados à agroecologia, piscicultura e educação ambiental, promovendo a formação de jovens indígenas em metodologias participativas e no monitoramento das mudanças climáticas.

Também atuou como Secretário-Executivo da Organização Baniwa e Koripako Nadzoeri e foi coordenador regional do rio Içana na Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (FOIRN), participando de iniciativas voltadas ao fortalecimento da educação indígena e da gestão territorial.

Integra ainda a Rede de Pesquisadores Indígenas do Rio Negro, desenvolvendo pesquisas relacionadas à conservação ambiental, ao conhecimento ecológico tradicional e às estratégias de adaptação às mudanças climáticas em territórios indígenas.

Pesquisa A produção científica de Dzoodzo Baniwa concentra-se na interface entre educação intercultural, ciências ambientais, monitoramento climático e conhecimentos tradicionais indígenas. Sua atuação busca desenvolver metodologias que conciliem práticas científicas e saberes ancestrais para enfrentar desafios relacionados à conservação dos recursos naturais e às transformações ambientais na Amazônia.

É defensor de uma educação indígena de caráter interdisciplinar e contextualizado, baseada na realidade sociocultural das comunidades Baniwa e Koripako e na valorização dos conhecimentos produzidos pelos próprios povos indígenas.

Reconhecimento Em 2025 figurou entre os organizadores da obra Espécies de Aves do Rio Cubate: Terra Indígena do Alto Rio Negro, publicada pelo Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA), pelo qual recebeu o Prêmio Jabuti Acadêmico na categoria Ciências Biológicas, Biodiversidade e Biotecnologia.Premiados 2025 - Ciência e Cultura - Ciências Biológicas, Biodiversidade e Biotecnologia. Homepage do Prêmio Jabuti. Acesso em 9 de agosto de 2026.Alexandre de Moraes tem livro indicado ao Jabuti Acadêmico; veja finalistas. Jornal Folha de S. Paulo, 22 de julho de 2025.Jabuti Acadêmico anuncia vencedores da edição 2025. Jornal Folha de S. Paulo, 5 de agosto de 2025.Jabuti Acadêmico 2025: Lilia Moritz Schwarz vence com livro sobre branquitude; Alexandre de Moraes perde com obra sobre desinformação. Jornal O Globo, 6 de agosto de 2025.

Em 2025 recebeu o Prêmio Fundação Bunge, na categoria Vida e Obra, no tema Saberes e práticas dos povos tradicionais e sua importância para a conservação dos recursos naturais., A premiação, inspirada no Prêmio Nobel, homenageia pesquisadores e personalidades que se destacam nas áreas da ciência, tecnologia, cultura e educação brasileiras.Pesquisador indígena é reconhecido por seu trabalho sobre mudanças climáticas. Revista Um Só Planeta, 4 de agosto de 2025.

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