Ação Anticomunista ( "Anti-Communist Action"), também abreviada como Anticom, é uma organização política de extrema-direita baseada nos Estados Unidos e no Canadá. O grupo se descreve como "a resposta da direita à antifa".
O grupo participou da organização da manifestação White Lives Matter realizada em 2017 no Tennessee, junto a organizações como o National Socialist Movement, o Traditionalist Worker Party, a Vanguard America e a League of the South. A Anticom também participou da manifestação Unite the Right, realizada em Charlottesville, Virgínia, em agosto de 2017, que reuniu diferentes grupos da extrema-direita, incluindo organizações nacionalistas e neonazistas. No mês seguinte, a organização anunciou a realização da manifestação "March Against Communism", prevista para 28 de dezembro do mesmo ano em Charlotte, Carolina do Norte. O evento teria Richard B. Spencer como um dos palestrantes e os organizadores incentivaram os participantes a levar tochas, armas e bandeiras. A Anticom cancelou a manifestação em 28 de setembro, alegando preocupações com a segurança.
Segundo o Seattle, WA Patch, a organização não era especificamente alinhada ao supremacismo branco. Embora o grupo tenha declarado aceitar membros de todas as raças, registros de conversas internas divulgados em 2017 continham comentários de participantes com conteúdo racista e ameaças de violência contra minorias. Durante os protestos de Berkeley daquele ano, uma mensagem publicada em uma das conversas afirmou que o evento se transformaria em um "banho de sangue". Outros participantes defenderam a violência contra minorias e a derrubada do governo. Em 2017, a ProPublica estimou que a sala de conversa da organização reunia cerca de 1 200 participantes. O grupo utilizava bandeiras e símbolos nas cores amarela e preta, associados ao libertarianismo nos Estados Unidos. Algumas bandeiras também representavam pessoas sendo lançadas de helicópteros, em referência às execuções realizadas durante a ditadura militar de Augusto Pinochet no Chile (1973–1990). Após a publicação da reportagem da ProPublica sobre as conversas, um representante da organização confirmou a autenticidade dos registros, mas afirmou que os líderes não incentivavam a violência.
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Anarcocomunismo Libertarianismo de direita
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