thumb|Proposta de Lavrenti Beria de 29 de janeiro de 1942 para executar 46 generais. Resolução de Josef Stalin: "Fuzilar todos os mencionados na lista. – J. St."
A pena de morte na União Soviética foi uma pena legal durante a maior parte da existência do país. A alegada base jurídica para a pena de morte era o artigo 22 dos Princípios Fundamentais da Legislação Penal, que estabelecia que a pena de morte era permitida "como uma medida excepcional de punição, até sua completa abolição".
Segundo estimativas do Ocidente, no início da década de 1980 os tribunais soviéticos proferiam cerca de 2.000 sentenças de morte por ano, das quais dois terços eram comutadas em penas de prisão. Um relatório de 1991 da Helsinki Watch afirmou que, em janeiro daquele ano, a União Soviética publicou pela primeira vez dados sobre a pena de morte. Foi divulgado que, em 1990, 445 pessoas receberam sentenças de morte, 195 foram executadas e 29 sentenças foram comutadas. A execução era realizada por meio de um tiro na parte posterior da cabeça. A pena de morte não era aplicada a menores de idade nem a mulheres grávidas.
História Durante o Segundo Congresso Pan-Russo dos Sovietes de Deputados Operários e Soldados, em novembro de 1917, o governo da Rússia Soviética decretou a abolição da pena de morte. Em fevereiro de 1918, a pena foi restabelecida. Enforcamentos e fuzilamentos foram empregados em grande escala pelos bolcheviques como parte do Terror Vermelho.
A primeira pessoa condenada à morte por um tribunal soviético foi Alexey Schastny, almirante da Frota do Báltico, em 21 de junho de 1918. Sentenças de morte condicionais também foram proferidas no início da década de 1920. Decretos emitidos em 1922, 1923 e 1933, revogados em 1959, concediam à polícia o direito de realizar execuções sumárias. A pena de morte foi abolida em 26 de maio de 1947, mas restabelecida em 1950. Em 1954, a pena de morte foi ampliada para casos de homicídio qualificado.
Crimes capitais Além de traição, espionagem, terrorismo e assassinato, a pena de morte era aplicada a crimes econômicos, como o "furto de propriedade estatal ou pública em quantidades especialmente elevadas". O sequestro de aeronaves tornou-se um crime capital em 1973.
Crimes econômicos A pena de morte por crimes contra a propriedade estatal e pública foi reintroduzida em 1961. Naquele ano, dois negociantes de moeda estrangeira, Rokotov e Faibishenko, foram retroativamente condenados à morte e executados. Estima-se que, até 1987, mais de 6.000 pessoas haviam sido executadas por crimes econômicos. A pena de morte era geralmente aplicada quando o crime envolvia quantias superiores a cerca de 200.000 rublos, embora não houvesse um limite fixo.
Vários funcionários foram executados por crimes econômicos como parte da campanha anticorrupção de Iúri Andropov. Vladimir I. Rytov, vice-ministro da Indústria Pesqueira, foi executado em 1982 por contrabandear milhões de dólares em caviar para o Ocidente. O diretor da Gastronom 1, uma das lojas de alimentos gourmet mais importantes de Moscou, foi executado em 1984 por corrupção. O presidente da Technopromexport foi executado em 1984 por "aceitar sistematicamente grandes subornos". Berta Borodkina, chefe do departamento de restaurantes e cantinas de Gelendzhik, foi condenada à morte por receber US$ 758.500 em subornos.
A aplicação das leis sobre crimes econômicos foi criticada por criar e promover resultados antissemitas. Organismos internacionais como a Comissão Internacional de Juristas argumentaram, apresentando evidências, que havia uma ênfase excessiva no envolvimento de judeus nesses crimes, apesar de constituírem uma minoria da população soviética. Em 1964, o The New York Times observou que "60 por cento das 160 pessoas executadas por crimes econômicos desde 1961 eram judeus". Nikita Khrushchov, líder da União Soviética, negou que essas críticas tivessem fundamento.
Ver também Pena de morte na Rússia Pena de morte na Ucrânia Pena de morte em Cuba Pena de morte no Vietnã Pena de morte nos Estados Unidos
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