A Operação Grifo foi uma operação militar organizada pelo Regimento de Caçadores Paraquedistas no sul da Guiné, com o intuito de impedir a propagação e penetração de grupos de guerrilha da Guiné Conacri em território controlado por Portugal.

Cronologia Na madrugada de 28 de abril de 1966, o Batalhão de Caçadores Paraquedistas n.º 12, aquartelado no Mejo, no corredor de Guileje, no sul da Guiné Portuguesa, junto da fronteira com a Guiné Conacri, sai do quartel, com a missão de montar uma emboscada às forças independentistas, assim como impedir a penetração de tropas de suporte oriundas do país fronteiriço.

Ao identificar as forças portuguesas, a vanguarda das forças do PAIGC, constituída por 10 elementos, tenta recuar, sem sucesso, com a abertura de fogo por parte do BCP12, que vem a causar 7 baixas.

Os restantes 3 soldados guineenses abrem fogo, vindo a ferir o capitão Tinoco de Faria, que, durante tentativa de mudança para posição mais favorável, é atingido de novo, ficando gravemente ferido. Pouco depois, estes três guerrilheiros são também mortos.

Após o inicial confronto entre a vanguarda das forças do PAIGC e a unidade portuguesa, o fogo é intensificado pelo lado guineense, dando-se palco a cerca de 45 minutos de fogo de metralhadoras pesadas e morteiros, passados os quais o batalhão português se desloca em direção ao rio Tenhege, para a possibilitar a evacuação do seu capitão, gravemente ferido. Ao chegar à margem do rio, sofrem novo ataque por parte de guerrilheiros emboscados na mata, onde o conflito se prolonga até à tarde, sendo o capitão Tinoco de Faria, entretanto falecido, evacuado pelas 19h00.

Categoria:Guerra Colonial Portuguesa na Guiné-Bissau Operação Grifo Categoria:Conflitos em 1966 Categoria:1966 em Portugal