Humaide Atauil (), cujo nome completo era Abu Ubaida Humaide ibne Abi Humaide Tirua Albáceri (; –), foi um tabi e tradicionalista de Baçorá. Liberto de , recebeu tradições de estudiosos como Anas ibne Maleque, Alhaçane de Baçorá, Tábite Albunani e Nafi ibne Hurmuz. Entre os que transmitiram hádices por sua autoridade estiveram Sufiane Atauri, Xuba ibne Alhajaje, Hamade ibne Salama, Maleque ibne Anas e Sufiane ibne Uiaina.
Humaide foi considerado um transmissor confiável e suas tradições foram incorporadas às seis principais coleções canônicas de hádice, embora tenha recebido críticas pela prática de tadlis em algumas transmissões atribuídas a Anas ibne Maleque. Era também conhecido em Baçorá por atuar na reconciliação de disputas entre seus habitantes. Morreu em 143 A.H. (760), enquanto realizava a oração. Uma compilação de tradições transmitidas por ele a partir de Anas, intitulada Ṣaḥīfat Ḥumayd al-Ṭawīl ʿan Anas, sobrevive em manuscrito conservado na .
Vida
Humaide Atauil nasceu em 68 A.H. (687). Era tio materno do tradicionalista Hamade ibne Salama. As fontes divergem consideravelmente sobre o nome de seu pai, para o qual são registradas as formas Abederramão, Daúde, Dauar, Maclade, Mirane, Samir, Tarane, Tir, Tirua e outras variantes, sendo Tirua considerada a mais provável. Humaide era liberto de , governador do Sijistão conhecido como Talha Atalate, pertencente aos cuzaaítas, razão pela qual Humaide também recebeu a nisba Alcuzai. Apesar de ser de baixa estatura, possuía braços longos, circunstância à qual uma tradição atribui seu epíteto Atauil ("o Alto" ou "o Longo"). Segundo outra explicação, o epíteto servia para distingui-lo de um vizinho ainda mais baixo, conhecido como Humaide Açaguir.
Humaide recebeu hádices de companheiros de Maomé e tabis, entre eles Anas ibne Maleque, Alhaçane de Baçorá, Rajá ibne Haiua, Tábite Albunani e Nafi ibne Hurmuz. Entre os estudiosos que transmitiram tradições por sua autoridade estiveram Huxaime ibne Baxir, Sufiane Atauri, Xuba ibne Alhajaje, seu sobrinho Hamade ibne Salama, Maleque ibne Anas e Sufiane ibne Uiaina. Considerado um transmissor confiável, teve suas tradições incorporadas às seis principais coleções canônicas de hádice. Foi, contudo, criticado pela prática de tadlis em parte das tradições que transmitiu de Anas ibne Maleque. Essa circunstância não foi considerada suficiente para comprometer sua confiabilidade, pois o transmissor omitido nessas tradições era um mestre considerado confiável, como Tábite Albunani.
Em Baçorá, Humaide tornou-se conhecido por intervir nas disputas entre os habitantes e procurar reconciliá-los, recebendo por isso a designação de muṣliḥ ahl al-Baṣra ("conciliador do povo de Baçorá"). Morreu em Jumada I de 143 A.H. (setembro de 760), enquanto realizava a oração. As fontes também registram os anos de 140 (757) e 142 A.H. (759) para sua morte. Conserva-se uma compilação contendo tradições transmitidas por Humaide a partir de Anas ibne Maleque, intitulada Ṣaḥīfat Ḥumayd al-Ṭawīl ʿan Anas. O manuscrito encontra-se na , na coleção Şehid Ali Paşa (n.º 539, fólios 122b–134a).
Bibliografia
Categoria:Cuzaaítas Categoria:Árabes do século VII Categoria:Árabes do século VIII Categoria:Pessoas do Califado Abássida Categoria:Pessoas do Califado Omíada Categoria:Tabis (islamismo)