Miguel de Teive e Argollo (Salvador, 10 de maio de 1851 – Paris, 14 de maio de 1916) foi um funcionário público, engenheiro civil e administrador de companhias ferroviárias. Filho do Tenente-coronel Miguel José Maria de Teive e Argolo e Maria Murtha de Argollo Pina e Mello, nasceu em 10 de maio de 1851, em Salvador, Bahia. Casou-se, em 27 de novembro de 1880, com Joviana Crissiuma, filha de Francisco Antonio de Freitas Crissiuma, que passou a ter o nome Joviana Crissiuma de Teive e Argollo, sendo um dos filhos do casal médico Quodvultdeos de Teive e Argollo.Nota do falecimento em 6 de janeiro de 1953, do Quad Vult Deos de Teive e Argollo. Disponível em:https://memoria.bn.gov.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=089842_06&pesq=%22Miguel%20de%20Teive%22&pasta=ano%20195&pagfis=23236O São Francisco, de 24 de fevereiro de1896, edição especial, edição unica, p. 2. Disponível em:https://memoria.bn.gov.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=148245&Pesq=%22Miguel%20de%20Teive%20e%20Argollo%22&id=19675007105684&pagfis=2Officers and Graduates of the Rensselaer Polytechnic Institute, 1824-1886. Edited by Henry B. Nason, Secretary of the Association of Graduates, 1872-1886. With an Introduction by Benjamin H. Hall. Troy, New York: William H. Young. 1887. Miguel de Teive e Argollo p. 414 e 415. Disponível em: https://books.google.com.br/books/content?id=9LgAAAAAMAAJ&hl=pt-BR&pg=PP7&img=1&zoom=3&bul=1&sig=ACfU3U2xJ02fgWJsfnOFZelQj_LjQSePJQ&w=1025
Iniciou os estudos em Salvador, no Ginásio Baiano, entidade que na época era administrada pelo pedagogo e médico Abilio Cezar Borges, o Barão de Macaúbas. Com a idade de 12 anos, foi enviado para estudar na Escola Militar da cidade do Rio de Janeiro, e matriculado no ano de 1865, concluindo o curso preparatório em 1866. Matriculou-se em setembro de 1867, no Rensselaer Polytechnic Institute, Troy, New York. Graduou-se no RPI, como engenheiro civil, em 28 de junho 1871.O São Francisco, de 24 de fevereiro de1896, edição especial, edição unica, p. 2. Disponível em:https://memoria.bn.gov.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=148245&Pesq=%22Miguel%20de%20Teive%20e%20Argollo%22&id=19675007105684&pagfis=2Officers and Graduates of the Rensselaer Polytechnic Institute, 1824-1886. Edited by Henry B. Nason, Secretary of the Association of Graduates, 1872-1886. With an Introduction by Benjamin H. Hall. Troy, New York: William H. Young. 1887. Miguel de Teive e Argollo p. 414 e 415. Disponível em: https://books.google.com.br/books/content?id=9LgAAAAAMAAJ&hl=pt-BR&pg=PP7&img=1&zoom=3&bul=1&sig=ACfU3U2xJ02fgWJsfnOFZelQj_LjQSePJQ&w=1025
thumb|Cartão postal assinado em 1906, por Miguel de Teive e Argollo
Quando retornou para o Brasil, iniciou como engenheiro civil no Estado de São Paulo, na comissão para construção da Estrada de Ferro Sorocabana, onde permaneceu até 1873. Em 1874, aceitou o convite do Engenheiro Civil Hugh Wilson, para assumir a direção dos estudos para construção da Estrada de Ferro Conde d'Eu, na Paraíba. Depois foi nomeado pelo Governo Imperial, Engenheiro Chefe da comissão encarregada de estudar o melhor traçado de uma estrada de ferro que conectasse a cidade de Vitória, ao norte de Minas Gerais. Posteriormente foi encarregado de regularizar a propriedade territorial dos colonos estabelecidos pela Sociedade Colonizadora de 1849, em Hamburgo, Município de Rio Negro, Paraná.O São Francisco, de 24 de fevereiro de1896, edição especial, edição unica, p. 2. Disponível em:https://memoria.bn.gov.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=148245&Pesq=%22Miguel%20de%20Teive%20e%20Argollo%22&id=19675007105684&pagfis=2Officers and Graduates of the Rensselaer Polytechnic Institute, 1824-1886. Edited by Henry B. Nason, Secretary of the Association of Graduates, 1872-1886. With an Introduction by Benjamin H. Hall. Troy, New York: William H. Young. 1887. Miguel de Teive e Argollo p. 414 e 415. Disponível em: https://books.google.com.br/books/content?id=9LgAAAAAMAAJ&hl=pt-BR&pg=PP7&img=1&zoom=3&bul=1&sig=ACfU3U2xJ02fgWJsfnOFZelQj_LjQSePJQ&w=1025
Nomeado depois Engenheiro Chefe de todas as obras do Ministério da Agricultura na colônia Mucury, e encarregado da retomada pelo Governo Imperial dessa colônia. Logo tornou-se conhecedor de toda região do norte mineiro, e divulgador das vantagens que adviriam para Minas Gerais, de conectar tal região aos portos marítimos. Miguel Argollo, em artigos publicados em jornais das cidades do Rio de Janeiro e Ouro Preto, sustentou a superioridade do Porto de Caravelas.O São Francisco, de 24 de fevereiro de1896, edição especial, edição unica, p. 2. Disponível em:https://memoria.bn.gov.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=148245&Pesq=%22Miguel%20de%20Teive%20e%20Argollo%22&id=19675007105684&pagfis=2
Publicou um folheto sobre o assunto com o título Viação Férrea do Norte de Minas Gerais. O resultado foi que a Assembleia Provincial de Minas Gerais, sem que Argollo pedisse, concedeu-lhe o privilégio para a construção de uma estrada de Teófilo Otoni, até a divisa com a Província da Bahia, com o direito de prolongar-se para os demais pontos da região do norte mineiro, por meio da Lei n.° 2475 de 24 de outubro de 1878. A Província da Bahia, concedeu os mesmos benefícios nos termos da Lei n.° 1946, de 28 de agosto de 1879.O São Francisco, de 24 de fevereiro de1896, edição especial, edição unica, p. 2. Disponível em:https://memoria.bn.gov.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=148245&Pesq=%22Miguel%20de%20Teive%20e%20Argollo%22&id=19675007105684&pagfis=2
Em 7 de outubro de 1880, foi fincada em Caravelas, a primeira estaca da Estrada de ferro Bahia e Minas. No dia 9 de novembro de 1882, o trem inaugural percorria os 142 quilômetros e 400 metros da parte da ferrovia que ficava em território baiano. Tendo construído mais alguns quilômetros da Bahia e Minas, foi para a cidade do Rio de Janeiro, onde contratou com o Ministério da Agricultura, a Construção do primeiro trecho do Ramal de Ouro Preto, da Estrada de Ferro Dom Pedro II. Tendo o então Engenheiro Chefe do prolongamento da Estrada de Ferro Dom Pedro II, proposto a redução da bitola do prolongamento, o Miguel Argollo, escreveu vários artigos publicados em diversas edições do Jornal do Commercio, cidade do Rio de Janeiro, sustentou os pontos negativos da redução da bitola.O São Francisco, de 24 de fevereiro de1896, edição especial, edição unica, p. 2. Disponível em:https://memoria.bn.gov.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=148245&Pesq=%22Miguel%20de%20Teive%20e%20Argollo%22&id=19675007105684&pagfis=2
Ao regressar para a Bahia, recebeu uma carta do Barão de Cotegipe, na qual comunicou tê-lo indicado ao Ministério da Agricultura para ser o encarregado para escolher localidades adaptadas para a colonização estrangeira. Tendo concluído essa comissão, o Miguel Argollo, dedicou-se por iniciativa própria a mineração, tendo canalizado parte do Rio Andaraí, para salvar a cidade de Andaraí, das inundações. Ele foi surpreendido com a sua nomeação para o cargo de Diretor Engenheiro Chefe do Prolongamento da Estrada de Ferro da Bahia ao São Francisco, tomando posse em 2 de março de 1891.O São Francisco, de 24 de fevereiro de1896, edição especial, edição unica, p. 2. Disponível em:https://memoria.bn.gov.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=148245&Pesq=%22Miguel%20de%20Teive%20e%20Argollo%22&id=19675007105684&pagfis=2
Por meio do Decreto n.° 3.565, de 23 de janeiro de 1900, o Governo Federal contratou com o Engenheiro Miguel de Teive e Argollo o arrendamento da Estrada de Ferro do São Francisco, no Estado da Bahia. Por meio do Decreto n.° 3.899, de 12 de janeiro de 1901, o Governo Federal aprovou a transferência do contrato de arrendamento da Estrada de Ferro do São Francisco para a sociedade constituída sob a razão social Argollo, Aragão & Companhia. E por meio do Decreto n.° 4.130, de 19 de agosto de 1901, o Governo Federal aprovou a substituição da firma social Argollo Aragão & Companhia, arrendatária da Estrada de Ferro São Francisco, pela firma Argollo Cardoso & Companhia.Coleção de Leis do Brasil - 1900, Página 139 Vol. I. Disponível em:https://www2.camara.leg.br/legin/fed/decret/1900-1909/decreto-3565-23-janeiro-1900-527305-publicacaooriginal-1-pe.htmlDiário Official - 16/1/1901, Página 303. Disponível em:https://www2.camara.leg.br/legin/fed/decret/1900-1909/decreto-3899-12-janeiro-1901-527354-publicacaooriginal-1-pe.htmlDiário Oficial da União - Seção 1 - 29/9/1901. Disponível em:https://www2.camara.leg.br/legin/fed/decret/1900-1909/decreto-4130-19-agosto-1901-527396-publicacaooriginal-1-pe.html
Em 1909, o Engenheiro Miguel Argollo, se tornou um dos sócios fundadores da Companhia Viação Geral da Bahia, para a qual o Governo Federal por meio do Decreto n.° 7.509, de 19 de agosto de 1909, transferiu o arrendamento da Estrada de Ferro do São Francisco, Estrada de Ferro da Bahia ao São Francisco, Estrada de Ferro Central da Bahia, Estrada de Ferro Centro-Oeste da Bahia, Ramal de Timbó, e os trechos que fossem entregues da Estrada de Ferro de Timbó a Propriá, conforme o Decreto n.° 7.308, de 29 de janeiro de 1909. O Miguel de Teive e Argollo, faleceu em Paris, França, no dia 14 de maio de 1916, e foi sepultado no Cemitério do Campo Santo, Salvador, Bahia.Diário Official - 25/8/1909, Página 6191. Disponível em:https://www2.camara.leg.br/legin/fed/decret/1900-1909/decreto-7509-19-agosto-1909-527783-publicacaooriginal-1-pe.htmlDiário Official - 23/3/1909, Página 2347. Disponível em:https://www2.camara.leg.br/legin/fed/decret/1900-1909/decreto-7308-29-janeiro-1909-527746-publicacaooriginal-1-pe.htmlNota sobre o falecimento da Joviana Crissiuma de Teive e Argolo. Diario de Noticias, de 24 de Janeiro de 1951, ano XXII, edição 8970, p. 16. disponível em:https://memoria.bn.gov.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=093718_03&pesq=%22Joviana%20Crissiuma%22&pasta=ano%20195&pagfis=14494Nota sobre a chegada do corpo do Miguel Argollo em Salvador. Jornal A Rua, de 26 de agosto de 1916, anno III, edição 234, p.3. Disponível em:https://memoria.bn.gov.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=236403&Pesq=%22Miguel%20de%20Teive%22&id=725101550867&pagfis=3089Nota do falecimento do Miguel de Teive e Argollo. Jornal do Commercio, de 20 de maio de 1916, anno 90, edição 140, p. 15. Disponível em:https://memoria.bn.gov.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=364568_10&pesq=%22Miguel%20de%20Teive%22&pasta=ano%20191&hf=memoria.bn.gov.br&pagfis=38666
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