O velpatasvir é um fármaco antiviral de ação direta de segunda geração que revolucionou o tratamento da hepatite C crónica, atuando especificamente como um inibidor altamente potente da proteína não estrutural NS5A, a qual é essencial para a replicação do ARN e para a montagem de novas partículas do vírus da hepatite C (VHC). Comercializado habitualmente em associação de dose fixa com o sofosbuvir (um inibidor da polimerase NS5B), este composto destaca-se pela sua notável eficácia pangenotípica, o que significa que demonstra atividade clínica robusta contra todos os seis principais genótipos do VHC (do 1 ao 6), eliminando a necessidade histórica de testes dispendiosos de genotipagem antes do início da terapêutica. Administrado por via oral através de um regime simplificado de um comprimido diário durante um período padrão de 12 semanas, esta combinação atinge taxas de resposta virológica sustentada (cura completa) que oscilam entre os 95 e os 99%, inclusive em populações tradicionalmente difíceis de tratar, tais como doentes com cirrose hepática compensada ou indivíduos coinfetados com o VIH. Embora o perfil de segurança do velpatasvir seja considerado excelente — com reações adversas geralmente ligeiras e limitadas a cefaleias, fadiga e náuseas —, a sua utilização clínica exige um rastreio prévio obrigatório do vírus da hepatite B (VHB) devido ao risco documentado de reativação viral grave, além de requerer uma monitorização rigorosa de interações medicamentosas, uma vez que a administração concomitante com fármacos antiácidos (como os inibidores da bomba de protões) pode reduzir significativamente a sua absorção gástrica, e o seu uso com a amiodarona está estritamente contraindicado pelo risco de bradicardia severa.https://www.indice.eu/pt/medicamentos/DCI/velpatasvir/informacao-geral

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