O Jornal de Joinville foi um diário joinvilense fundado em 1.º de janeiro de 1919 pelo húngaro-brasileiro Eduardo Schwartz. O primeiro a ser escrito em português. Foi um dos mais importantes jornais de Santa Catarina, e teve como redatores grandes intelectuais da cidade, como Aristides Rego e Carlos Gomes de Oliveira. Durante sua longa existência, esteve associado ao Sigma Jornais Reunidos, da Ação Integralista Brasileira (AIB), e ao Diários Associados, de Assis Chateaubriand. Circulou até a década de 1980, quando veio à falência. As edições do Jornal de Joinville podem ser encontradas no Arquivo Histórico de Joinville (AHJ).

História Na pequena colônia de imigrantes alemães, suíços e noruegueses, o igualmente imigrante Eduardo Schwartz, nascido em Budapeste, na Hungria, funda em 1905 o periódico de nome Gazeta de Joinville, que começa a se chamar Gazeta do Comércio a partir de 1914, até a sua última mudança de nome, em 1.º de janeiro de 1919, quando finalmente torna-se o conhecido Jornal de Joinville. O periódico inicialmente surge como bissemanário, passando para trissemanário, até começar a ser publicado diariamente a partir de 1924. Foi o primeiro jornal de Joinville a ser escrito em língua portuguesa.

Na década de 1930, após a morte de Eduardo Schwartz, em 1934, o jornal passa a ser dirigido pelo adepto da Ação Integralista Brasileira (AIB), Frederico Schwartz, que não tardou em associar o jornal ao núcleo joinvilense daquele movimento. Artigos em defesa do nacionalismo cristão, colunas anticomunistas e notícias das reuniões semanais integralistas eram reunidas naquele diário. No jornal contribuíam inúmeros integralistas, dentre os quais figurava o Chefe Municipal da AIB de Joinville, Josino da Rocha Loures, que passou a escrever conclamações ao conterrâneos do município através do jornal. Durante o biênio 1935–1937 o periódico esteve vinculado ao Sigma Jornais Reunidos, organização que reunia os jornais simpatizantes e dirigidos por integralistas. O rompimento do militante ativo Frederico Schwartz com a AIB em 1937 o levaria a romper também com a associação jornalística dos integralistas. Logo depois, a AIB seria banida pelo Decreto-Lei Federal 37 de 1937.

Teve como redatores e articulistas grandes nomes da intelectualidade joinvilense, tais quais, dentre outros, Aristides Rego, João Roberto Moreira, Raul de Oliveira Fagundes e Carlos Gomes de Oliveira, este último que chegou a dirigir o jornal. Na década de 1980, com a baixa audiência dos Diários Associados, grupo de que era parte, o jornal vai à falência. Atualmente, as numerosas edições do jornal podem ser encontradas no Arquivo Histórico de Joinville (AHJ).

Bibliografia

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Ver também

Joinville Sigma Jornais Reunidos Diários Associados Carlos Gomes de Oliveira

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