O Arquivo Digital do 11 de Setembro () é um arquivo digital que armazena informações relacionadas aos ataques de 11 de setembro de 2001 aos Estados Unidos. Ele contém mais de 150.000 arquivos digitais, incluindo imagens, vídeos e áudios, e mais de 40.000 relatos em primeira mão sobre os ataques. O arquivo integra o acervo da Biblioteca do Congresso.
História O Arquivo Digital do 11 de Setembro foi lançado em janeiro de 2002, vários meses após os ataques de 11 de setembro de 2001. Ele é desenvolvido no Roy Rosenzweig Center for History and New Media da Universidade George Mason, em parceria com o Projeto de História Social Americana da Universidade da Cidade de Nova Iorque. O projeto teve início com um subsídio de 700.000 dólares da Fundação Alfred P. Sloan e visa "criar um registro permanente dos eventos de 11 de setembro de 2001". Em setembro de 2003, uma cópia do acervo do Arquivo Digital do 11 de Setembro foi adquirida pela Biblioteca do Congresso.
Entre 2003 e 2011, o projeto não dispunha de financiamento adequado, o que gerou preocupações quanto à sua sustentabilidade, como a necessidade de reformular o site e atualizar metadados. A equipe do arquivo também temia não conseguir se defender de um possível ataque cibernético por ocasião de algum aniversário do projeto. Em 2010, foi relatado que o design do site não havia sido alterado desde 2004 e que, embora o projeto continuasse aceitando novas submissões, elas não apareciam no site. Muitos desses problemas foram resolvidos após o recebimento de um subsídio do programa Save America's Treasures.
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Coleção Os tipos de informações armazenados no arquivo incluem fotos, e-mails, vídeos, animações e desenhos, relatos de sobreviventes e testemunhas, áudios, documentos, mensagens instantâneas, apresentações de slides e blogs. As imagens incluem fotos do World Trade Center e do horizonte de Nova York antes dos ataques. O acervo também conta com cartões-postais e panfletos das ruas de Nova York.
O arquivo contém documentos provenientes do New York City Fire Department, da Guarda Nacional, da Smithsonian Institution, da Cruz Vermelha e de outras organizações. Também inclui entrevistas com pessoas de ascendência do Oriente Médio que sofreram represálias e assédio após os ataques. Além disso, o projeto pesquisou sites em árabe e colaborou com o Museu dos Chineses na América para registrar e traduzir entrevistas com moradores de Chinatown.
Inicialmente, o arquivo tinha como meta reunir 1.000 "histórias". Em setembro de 2002, já contava com 90.000 e, em setembro de 2003, totalizava 50 gigabytes de armazenamento. Em 2021, a coleção já somava mais de 150.000 arquivos digitais, incluindo 40.000 relatos em primeira mão e 15.000 imagens.
Colaboradores O arquivo incentiva a contribuição de muitas pessoas. Não é necessário que sejam sobreviventes ou testemunhas, nem que tenham estado presentes nos locais — Nova York, Pentágono ou Pensilvânia — na ocasião dos fatos. Estrangeiros também são incentivados a contribuir; uma versão do site em espanhol foi criada para estimular a participação de falantes desse idioma.
Como qualquer pessoa pode contribuir para o arquivo, ele contém algumas informações incorretas ou enganosas. Na seção de perguntas frequentes (FAQ), argumenta-se que um relato enganoso ainda pode ser útil para historiadores, pois "poderia revelar certos aspectos pessoais e emocionais do evento que, de outra forma, seriam perdidos em um processo rigoroso de autenticação e avaliação". No entanto, isso pode dificultar a tarefa dos historiadores que consultam o arquivo de distinguir o que é real do que não é.
Referências
Leitura complementar The September 11 Digital Archive: Saving the Histories of September 11, 2001
Categoria:Websites dos Estados Unidos Categoria:Ataques de 11 de setembro de 2001 Categoria:Ataques de 11 de setembro de 2001 na cultura popular Categoria:Biblioteca do Congresso