Eduardo Ignácio Schwartz (Budapeste, – Joinville, ) foi um jornalista e político magiar-brasileiro, fundador de um dos principais jornais de Santa Catarina, o Jornal de Joinville, e membro do Conselho Municipal de Joinville por longos anos.
Biografia
Nascido em Budapeste, a capital do Reino da Hungria, no dia 17 de maio de 1865, imigrou para o Império do Brasil em 1888, um ano antes da Proclamação da República, se estabelecendo na capital do Estado de São Paulo, e posteriormente transferindo-se para Santos, também em São Paulo. Naquela cidade, conhece sua esposa, com quem casaria apenas 5 anos após sua chegada no Brasil. Esta era D. Augusta Pahl, natural de Joinville, em Santa Catarina.
Em 1894, vai à Joinville, onde estabelece definitivamente sua residência, deixando vasta prole, num total de 11 filhos. No local, cultiva uma arrojada cultura jornalística, fundando, apenas um ano após chegar na cidade, o periódico Joinvilenser Zeitung (do alemão, Jornal Joinvilense), de grande alcance. Em 1905, fundaria o primeiro jornal em língua portuguesa municipal, a Gazeta de Joinville, onde contribuiu também Crispim Mira, e que posteriormente viria a se chamar Jornal de Joinville, um dos principais jornais do Estado de Santa Catarina, pertencente aos conglomerados Sigma Jornais Reunidos, dos integralistas, e ao Diários Associados, de Assis Chateaubriand.
Durante sua vida, esteve a frente de comissão designada para combater enchentes, protestos contra construções em lugares insalubres e pantanosos e fez ações filantrópicas pelas outras regiões brasileiras. É um dos patronos da Academia Joinvilense de Letras (AJL). Faleceu em 18 de abril de 1934, em Joinville. Atualmente, uma rua no bairro Guanabara, em Joinville, homenageia o antigo conselheiro.
Entrevista com Afonso Pena Em 8 de agosto de 1905, o presidente eleito Afonso Pena visitava Joinville. Schwartz não tardou em entrevistá-lo, indagando-o sobre um tópico sensível para os teuto-brasileiros, de que estes representariam no Brasil um "perigo alemão". O Presidente afirmou que, longe de serem um perigo ao Brasil, os elementos teutônicos presentes em terras brasileiras sequer poderiam representar ameaça, uma vez que a língua alemã não representava mal algum e que a língua vernácula era utilizada em usos oficiais, em contato com as autoridades. Afonso Pena explicou que a origem étnica dos imigrantes no Brasil não eram um empecilho para o país, e que seu pai, um português, era um bom patriota brasileiro. Mostrando saber da situação, citou Lauro Müller e Felipe Schmidt como elementos germânicos presentes em cargos públicos, e pediu à Schwartz para avisar aos joinvilenses que estes eram vistos pelo governo da República como compatriotas, e que sabia-se poder contar com eles.
Envolvimento na política É conhecido o envolvimento de Eduardo Schwartz com a política desde fins de 1902, quando este envia, através do Joinvilenser Zeitung, congratulações ao Partido Republicano Catarinense (PRC), legenda pela qual mais tarde concorreria ao Conselho Municipal de Joinville (atual Câmara de Vereadores). Eleito suplente com 105 votos para a oitava legislatura municipal de Joinville em 1906, não foi convocado quando na renúncia de Max Colin e Augusto Stock Filho, e outras eleições foram realizadas no lugar. Nestas, ocorridas em 10 de março de 1912, venceu com 274 votos, sendo o segundo mais votado da nova corrida legislativa municipal. Já como conselheiro municipal, integra a Comissão da Segurança e da Beneficência. Foi reeleito na nona legislatura, e se ausentou de participar da décima. Voltou, porém, para a décima primeira e décima segunda legislaturas, quando foi vice-presidente da Casa Municipal nos dois quadriênios.
Ver também Jornal de Joinville Joinville Categoria:Naturais de Budapeste Categoria:Vereadores de Joinville Categoria:Jornalistas de Santa Catarina Categoria:Brasileiros de ascendência húngara