Xuaiba () foi um antigo porto do mar Vermelho, situado na costa do Hejaz, que serviu como ligação marítima de Meca durante a Jailia e os primeiros anos do Islão. O porto aparece nas tradições pré-islâmicas relacionadas à reconstrução da Caaba e, em 615, serviu como ponto de embarque da primeira migração de muçulmanos para a Abissínia. Nos primeiros anos do período islâmico, continuou a ser utilizado como porto de Meca, até ser abandonado durante o califado de Otomão , quando Gidá assumiu essa função.

História

Xuaiba era um porto do mar Vermelho que servia como ligação marítima de Meca durante a Jailia, função posteriormente assumida por Gidá. Situava-se na costa do Hejaz, onde seus vestígios, assim como os do antigo porto de , são mencionados entre os restos de instalações portuárias abandonadas numa faixa costeira cercada por recifes de coral. O porto aparece nas tradições relativas ao período pré-islâmico. Antes do início da missão profética de Maomé, um navio naufragou em Xuaiba, e materiais adquiridos da embarcação foram utilizados na reconstrução da Caaba. Em 615, Xuaiba foi também o ponto de embarque da primeira migração de muçulmanos para a Abissínia. O grupo, composto por onze homens e quatro mulheres, deslocou-se de Meca até o porto e dali atravessou o mar Vermelho numa embarcação.

Xuaiba continuava a servir como porto de Meca nos primeiros anos do período islâmico. Em Rabi I de 9 A.H./julho de 630, foi registrada a presença, ao largo do porto, de piratas negros em embarcações. Maomé enviou contra eles uma força de trezentos homens comandada por . Os homens chegaram a lançar-se ao mar, mas não encontraram os adversários e regressaram. O episódio é apresentado como um dos acontecimentos que marcam o início da história naval islâmica. A função de Xuaiba como porto de Meca terminou durante o califado de Otomão , quando o porto foi abandonado e Gidá passou a desempenhar essa função. A partir de então, Gidá tornou-se o ponto de desembarque dos peregrinos que chegavam por mar a Meca de regiões distantes, como o Norte da África, o Egito e a Índia, desenvolvendo-se também como centro para a entrada de bens de consumo destinados à cidade e ao Hejaz.

Bibliografia

Categoria:História de Meca Categoria: Sítios arqueológicos da Arábia Saudita