Padre é o título atribuído ao ministro religioso na Igreja Católica, Ortodoxa e Anglicana.right|thumb|225px|Padres católicos em Roma, Itália

As ordens ministeriais da Igreja Católica Apostólica Romana incluem as Ordens dos Bispos, Presbíteros e Diáconos. O Sacerdócio Ordenado e o sacerdócio comum (ou sacerdócio de todos os batizados) são diferentes em função e essência.

O Sacerdócio na Igreja Católica inclui os sacerdotes tanto da Igreja Latina quanto das Igrejas Católicas Orientais. Em maio de 2007, o site do Vaticano afirmou que havia cerca de sacerdotes que servem a Igreja em todo o mundo.

As pessoas consagradas, que podem ser leigos ou clérigos, normalmente agrupam-se em institutos de vida religiosa (congregações e ordens religiosas) ou em institutos seculares, existindo, porém, aqueles que vivem isoladamente ou até em comunidade aberta, junto dos outros leigos não consagrados.

História miniaturadaimagem|Arautos do Evangelho se preparando para a missa na igreja de San Benedetto in Piscinula, em Roma|225x225px O Antigo Testamento descreve como Deus fez de seu povo "um reino de sacerdotes e uma nação santa". Dentre as doze tribos de Israel, a tribo de Levi foi a escolhida para exercer o serviço litúrgico de oferecer o sacrifício como sacerdotes. O sacerdote representava um mediador entre Deus e os seres humanos, aquele que oferece os sacrifícios e intercede pelo povo.

O Novo Testamento descreve Jesus como o "grande sumo sacerdote" da Nova Aliança que, em vez de oferecer os rituais de sacrifício animal prescritos pela lei judaica, oferece a si mesmo na cruz como o sacrifício verdadeiro e perfeito. O sacerdócio católico é uma participação neste sacerdócio de Cristo e, portanto, traça as suas origens até o próprio Jesus. Assim, o Novo Testamento diz que como sumo sacerdote, Jesus fez a Igreja, "um reino de sacerdotes para Deus Pai". Todos os que são batizados recebem uma participação no sacerdócio de Cristo, isto é, são confirmados com Cristo e tornam-se capazes de oferecer a verdadeira adoração e louvor a Deus como cristãos. Toda a comunidade dos que creem e são devidamente batizados participam do sacerdócio de Cristo.

O ministério Sarcedotal de Bispos tem uma história distinta. Este sacerdócio ministerial está a serviço do sacerdócio de todos os crentes e envolve a consagração direta de um homem a Cristo através do Sacramento da Ordem, para que ele possa agir na pessoa de Cristo para o bem dos fiéis, sobretudo na dispensação dos Sacramentos. Entende-se ter começado na Última Ceia, quando Jesus Cristo instituiu a Eucaristia na presença dos Doze Apóstolos, ordenando-lhes, "fazei isto em memória de mim". O Sacerdócio Ordenado, portanto, é uma participação no sacerdócio de Cristo e traça as suas origens históricas nos Doze Apóstolos nomeados por Cristo. Os apóstolos, por sua vez, selecionaram outros homens para sucedê-los, como os Bispos ("episkopoi", palavra grega para "bispos") das comunidades cristãs, com os quais foram associados presbíteros ("presbyteroi", palavra grega para "anciãos") e diáconos ("diakonoi ", palavra grega para "servos"). Como as comunidades se multiplicaram e cresceram em tamanho, os Bispos começaram a ordenar presbíteros para presidir à Eucaristia em seus lugares nas comunidades em cada região. Os diáconos evoluíram como os assistentes litúrgicos do Bispo e de seus representantes, para a administração dos fundos da Igreja e programas de auxílio aos pobres.

Teologia do sacerdócio Páscoa e Cristo

A teologia do sacerdócio católico está enraizada no sacerdócio de Cristo e compartilha alguns elementos do antigo sacerdócio hebraico. Um padre é aquele que preside a um sacrifício e o oferta juntamente com as orações a Deus, em nome dos fiéis. O antigo sacerdócio judeu funcionava no templo em Jerusalém, animais eram oferecidos em sacrifício em vários momentos ao longo do ano por diversas razões.

Na teologia cristã, Jesus é o cordeiro fornecido pelo próprio Deus como um sacrifício pelos pecados do mundo. Antes de sua morte na cruz, Jesus celebrou a Páscoa com seus discípulos, abençoando o pão e o vinho, respectivamente, dizendo: "Tomai e comei, isto é o meu corpo" e "Bebei dele todos, pois isto é o meu sangue, o sangue da aliança, que é derramado por muitos para remissão dos pecados" (, Bíblia de Jerusalém). No dia seguinte, o corpo e o sangue de Cristo estavam visivelmente sacrificados na cruz. Os católicos creem que é este mesmo corpo, sacrificado na cruz e ressuscitado no terceiro dia que se faz presente na oferta de cada sacrifício eucarístico. No entanto, o catolicismo não acredita que a doutrina da presença real de Cristo na Eucaristia implica uma mudança nas reais características do pão e do vinho: análises científicas dos elementos eucarísticos indicam que as propriedades físicas do pão e do vinho não mudam.

Assim, os padres católicos (e bispos que são "sumos sacerdotes") ao presidirem à Eucaristia, juntam cada oferta dos elementos eucarísticos em união com o sacrifício de Cristo. Os ministros católicos ordenados são conhecidos como padres porque, por sua celebração da Eucaristia, a sua oferta torna presente o sacrifício eterno de Cristo.

O catolicismo não ensina que Cristo é sacrificado novamente, mas que "o sacrifício de Cristo e o sacrifício da Eucaristia são um único sacrifício". Em vez disso, a Igreja Católica mantém o conceito judaico de memorial no qual "…memorial não é apenas uma recordação de eventos passados… esses eventos tornam-se de certa forma presente e real", portanto, "…o sacrifício que Cristo ofereceu uma vez por todas na cruz permanece sempre presente". Propriamente falando, na teologia católica, expressa por São Tomás de Aquino, "Só Cristo é o verdadeiro sacerdote, os outros são seus ministros". Assim, o clero católico compartilha um único sacerdócio, o sacerdócio de Cristo.

Educação

O Código de Direito Canônico da Igreja Católica defende que o sacerdócio é um estado vocacional sagrado e perpétuo, não apenas uma profissão. Como regra geral, os estudos para se tornar um sacerdote são extensos e duram cerca de cinco ou seis anos, dependendo do programa nacional de formação sacerdotal. Em Portugal, os estudos até à ordenação sacerdotal duram entre 6 e 7 anos. No Seminário Maior do Patriarcado de Lisboa, por exemplo, a formação compreende um ano propedêutico (ano de discernimento e introdução à vida e ritmos de oração e doutrina), os 5 anos de duração do Mestrado Integrado em Teologia (1º Grau Canônico) na Universidade Católica Portuguesa e, após a conclusão do curso, mais um ano a que se chama "Ano Pastoral";

Nos Estados Unidos, os sacerdotes devem ter um diploma universitário de filosofia católica (quatro anos) mais uma pós-graduação com formação no seminário em teologia (quatro a cinco anos), com foco em pesquisas bíblicas;

Na Escócia, há um ano obrigatório de preparação antes de entrar no seminário para um ano dedicado à formação espiritual, seguido por vários anos de estudo;

Na América do Norte, geralmente, os seminaristas são formados com pós-graduação em teologia com graus de Mestre em Divindade ou Mestre em Teologia, um curso profissional de quatro anos (ao contrário de um Mestre das Artes, que é um grau acadêmico). Devem ser feitos no mínimo quatro anos de estudos teológicos no Seminário Maior;

Na África, Ásia e América do Sul, os programas são mais flexíveis, sendo desenvolvidos de acordo com a idade e habilidades acadêmicas daqueles que se preparam para a ordenação;

No Brasil, os padres diocesanos devem ter o período propedêutico (um ano), devem fazer a faculdade de filosofia e teologia depois a formação diaconal (aproximadamente 8 anos).

Independentemente de onde uma pessoa se prepara para a ordenação, ela inclui não somente a formação acadêmica, mas também a formação humana, social, espiritual e pastoral. O propósito da educação no seminário é preparar os homens para serem pastores de almas. No final, entretanto, um bispo é responsável pela chamada oficial para o sacerdócio e apenas ele pode ordenar. Quaisquer ordenações feitas antes do tempo programado (antes da conclusão dos estudos) devem ter a aprovação explícita do bispo; todas as ordenações feitas com mais de um ano de antecedência devem ter a aprovação da Santa Sé.

Rito de ordenação

O Rito de Ordenação realizado por um bispo validamente ordenado é o que "faz" um sacerdote (já tendo sido um diácono).

O Rito de Ordenação ocorre dentro do contexto da Santa Missa. Depois de ter sido chamado para a frente e apresentado à assembleia, o candidato é questionado. Ele promete com diligência desempenhar as funções do sacerdócio, respeitando e obedecendo aos seus superiores religiosos. Em seguida, o candidato se prostra diante do altar, enquanto os fiéis reunidos se ajoelham e rezam, cantando a Ladainha de Todos os Santos.

A parte essencial do rito é quando o bispo impõe as mãos em silêncio sobre o candidato (seguido por todos os sacerdotes presentes), antes de oferecer a oração consecratória, dirigida a Deus Pai, invocando o poder do Espírito Santo sobre aquele que está sendo ordenado.

Após a oração consecratória, o recém-ordenado é investido com uma estola e uma casula, pertencentes ao Sacerdócio Ministerial, em seguida, o bispo unge as mãos com crisma antes de apresentá-lo com o cálice sagrado e a patena que ele vai usar quando presidir à Eucaristia. Depois disso, os dons do pão e do vinho são apresentados pelo povo e dado ao novo padre. Então, todos os sacerdotes presentes, concelebram a Eucaristia com o recém-ordenado tomando o lugar de honra à direita do bispo. Se houver vários recém-ordenados, são eles que se reúnem mais próximo do bispo durante a Oração Eucarística.

A imposição das mãos do sacerdócio é encontrado em 1 Timóteo, 4:14:

Celibato Os padres católicos, especialmente os de rito latino (ocidental), ao serem ordenados (consagrados), adotam um estilo de vida celibatário, que compreende a renúncia do casamento para que se dediquem inteiramente à Igreja. O celibato no rito latino é uma condição necessária para poder assumir o cargo pretendido. Na Igreja Católica de rito oriental, a opção dos padres pelo celibato é voluntária, podendo estes se casar, se assim o desejarem. A Igreja Católica reconhece tanto os padres celibatários como os casados. O celibato já era uma opção considerável na Igreja Católica de rito latino desde o início do século IV e foi fortemente favorecido durante o pontificado de São Leão Magno (440–461). Porém, no rito latino, o celibato só se tornou obrigatório e plenamente implementado pelo Primeiro Concílio de Latrão (1123), Segundo Concílio de Latrão (1139), Quarto Concílio de Latrão (1215) e Concílio de Trento (1545–1563).

Terminologia Padre é o título com que, nas línguas ibéricas, são chamados os fiéis católicos ordenados cuja função é, em primeiro lugar, segundo o concílio Vaticano II, pregar a Palavra de Deus contida, pelo cristianismo de denominação católica, na coleção de setenta e dois (ou setenta e três, conforme a divisão) livros à qual dão o nome de "Bíblia", "Testamento" ou "Escritura", e dessa forma entendido como "protetor/pai, da palavra da Bíblia, Testamento ou Escritura", segundo entendimento de uma maioria de teológico católicos e não - católicos.

Como foi dito acima, portanto, não há unanimidade, sobre qual seria o melhor termo para se referir àquele que é intitulado padre, missionário, pastor, cura e muitos outros que tentam a tradução sem indução dessa tradução, uma vez que vem do aramaico antigo. Alguns julgam melhor chamá-lo de "sacerdote", porquanto está ligado às coisas do sagrado entre os "capelães" que acompanhavam os exércitos grego e romano, com objetivo de acompanhar o soldado espiritualmente. Outros já preferem a denominação "presbítero", que provém do grego e significa "ancião"(velho conhecedor da palavra).