Sazes da Beira é uma povoação portuguesa sede da Freguesia de Sazes da Beira do Município de Seia, freguesia com 6,39 km² de área e 245 habitantes (censo de 2021), tendo, por isso, uma densidade populacional de .

Pertence à rede de Aldeias de Montanha.

História As minas de Sazes já eram exploradas pelos romanos no século V a.C.

A sua fundação deve-se a famílias de pastores vindas de Sandomil e das Corgas à procura de terrenos férteis e com fácil acesso à água. A primeira fixação definitiva deu-se (supõe-se) no século XV, no lugar chamado já desde o século XVIII de "Sazes Velho". Em 1527 tinha a aldeia 65 pessoas. No entanto e continuando à procura de proximidade da água levou à fundação do que é hoje a aldeia de Sazes da Beira propriamente dita. Não se sabe a data da fundação da sua freguesia/paróquia, existindo no entanto registos paroquiais (baptismos, casamentos e óbitos) desde 1612, o que indica que a paróquia deverá ter sido constituída na segunda metade do século XVI. Em 1731 é edificada a sua Igreja Matriz.

Desde a sua fundação, Sazes pertenceu sempre ao concelho de Sandomil até 1855, data em que este foi extinto, juntamente com o Concelho Vizinho de Loriga pelo Decreto de 24 de Outubro de 1855 e ambas as freguesias passaram a pertencer a Seia. A grande mudança na vida social da aldeia veio com a crescente procura de minério, especialmente de volfrâmio nos princípios do século XX, que culminou na 2ª Guerra Mundial. A população foi aumentando à medida que as minas da freguesia eram exploradas. Com o fim do envio de minério para a Europa em guerra, a economia da freguesia começou a decair. O seu máximo populacional ocorreu nos anos 60, ao atingir mais de 670 habitantes. Tal como no princípio do século XX, a emigração voltou a surgir como alternativa à vida dura do campo e aos terrenos íngremes de difícil cultivo. Porém, desta vez não foram a Argentina nem o Brasil o destino dos que partiam, mas sim a França, a Alemanha e principalmente, o Luxemburgo. As minas seriam definitivamente abandonadas na freguesia pelo Estado Novo.

O ano de 2001 foi fatal para a paisagem da freguesia, com um incêndio de dimensões nunca antes vistas na zona a consumirem a maior parte dos pinheiros e vegetação, chegando não só às suas povoações anexas como também ultrapassando os limites da freguesia e afectando outras terras. Segundo relatos do próprio povo, foi visto um helicóptero a lançar o que seria a faísca que deu inicio à catástrofe. Hoje são visíveis a partir de Sazes aldeias que nunca antes podiam ser vistas a olho nu! Ao mesmo tempo, era inaugurado o Lar de 3ª idade de Sazes da Beira (como resultado do envelhecimento da população) que serve várias outras freguesias pelo então ministro do Trabalho e Solidariedade, Ferro Rodrigues. O futuro desta bela aldeia serrana passa hoje, sem dúvida, pelo turismo nas suas várias vertentes, dada a sua proximidade à Torre da Serra da Estrela e às paisagens naturais da freguesia.

Demografia A população registada nos censos foi:

Distribuição da População por Grupos Etários Ano 0-14 Anos 15-24 Anos 25-64 Anos > 65 Anos2001 34 34 157 1162011 17 16 119 1312021 7 13 85 140

Referências Inquirições de D. João III, Torre do Tombo Arquivo Municipal de Seia

Heráldica Brasão: escudo de azul, um pinheiro arrancado de prata, com pinhas de ouro, entre duas lanternas de mineiro de prata, acesas e realçadas de vermelho; em chefe, estrela de ouro. Coroa mural de prata de três torres. Listel branco, com a legenda a negro: «SAZES da BEIRA».

Bandeira: amarela. Cordão e borlas de ouro e azul. Haste e lança de ouro.

Selo: nos termos da Lei, com a legenda: «Junta de Freguesia de Sazes da Beira - Seia».

Geografia A freguesia inclui as antigas quintas desabitadas da Ribeirinha e da Ribeira, Sazes Velho e Sazes (sede da freguesia).

Toda a freguesia está dentro do Parque Natural da Serra da Estrela.

Correm dois ribeiros no seu território, o Ribeiro de Sazes e o Ribeiro de Sazes Velho, ambos afluentes do rio Alva.

Património Igreja Matriz de Nossa Senhora do Rosário (1731) Capela de Santa Eufémia (século XIX) Capela da Senhora do Monte Alto (1906) Couto Mineiro do Malha Pão (século XIX) Moinhos de Água (século XIX) As suas casas tradicionais feitas de xisto e com telhados de lousa

Festas Festa de Nossa Senhora do Monte Alto - penúltimo domingo de agosto; Festa de Santa Eufémia - Último domingo de agosto; Festa de Nossa Senhora do Rosário - primeiro domingo de outubro

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