T-Mobile US, Inc. é uma operadora de rede móvel dos Estados Unidos, com sede em Bellevue, no estado de Washington. Seu acionista majoritário e homônimo é a empresa alemã de telecomunicações Deutsche Telekom. A T-Mobile é a segunda maior operadora de telefonia móvel dos Estados Unidos e tinha 140 milhões de assinantes em 30 de setembro de 2025.
A empresa foi fundada em 1994 por John W. Stanton, da Western Wireless Corporation, com o nome VoiceStream Wireless. A Deutsche Telekom passou a deter a maior participação acionária em 2001 e adotou o nome de sua marca mundial, T-Mobile. Em abril de 2023, a empresa alemã detinha 51,4% das ações.
A T-Mobile vende seus serviços pelas marcas T-Mobile e Metro by T-Mobile. A MetroPCS foi incorporada por meio de uma aquisição reversa em 2013, operação que levou à listagem da T-Mobile na Nasdaq. A compra da Sprint em 2020 deu à empresa o controle da Assurance Wireless, serviço subsidiado pelo programa federal Lifeline. Em 2024, a T-Mobile comprou a Mint Mobile e a Ultra Mobile, operadoras móveis virtuais de baixo custo que mantiveram suas marcas. As operações sem fio da UScellular foram adquiridas em agosto de 2025.
História A T-Mobile US começou em 1994, quando a Western Wireless Corporation criou a VoiceStream Wireless PCS como subsidiária. A VoiceStream foi separada da controladora em 3 de maio de 1999 e comprada pela Deutsche Telekom AG em 2001 por US$ 35 bilhões. O nome T-Mobile USA, Inc. foi adotado em julho de 2002. Em 2013, a T-Mobile e a MetroPCS concluíram uma fusão e a empresa resultante passou a ser negociada como T-Mobile US.
VoiceStream Wireless
A VoiceStream Wireless PCS foi criada em 1994 como subsidiária da Western Wireless Corporation. A empresa oferecia serviços pessoais de comunicação sem fio, ou PCS, em 19 áreas metropolitanas delimitadas pela Comissão Federal de Comunicações em estados do oeste e sudoeste dos Estados Unidos. A rede usava o padrão digital GSM. Suas áreas urbanas complementavam o serviço rural analógico que a Western Wireless vendia sob a marca Cellular One.
A Western Wireless separou sua divisão VoiceStream Wireless em maio de 1999, formando a VoiceStream Wireless Corporation.
Aquisições da Omnipoint e da Aerial Em 2000, a VoiceStream Wireless comprou duas operadoras GSM regionais. A Omnipoint Corporation, que atendia o nordeste dos Estados Unidos, foi adquirida em 25 de fevereiro. A Aerial Communications Inc., presente nos mercados de Columbus, Houston, Kansas City, Minneapolis-Saint Paul, Pittsburgh e Tampa-Saint Petersburg-Orlando, foi comprada em 4 de maio. A empresa resultante abandonou as marcas Omnipoint e Aerial, reuniu o faturamento dos clientes em uma só plataforma e lançou a marca VoiceStream e a campanha "GET MORE" em todos os mercados.
Compra da VoiceStream e da Powertel pela Deutsche Telekom miniaturadaimagem|direita|Logotipo de transição usado pela VoiceStream antes da adoção da marca T-Mobile, em 2001 Em 1º de junho de 2001, a Deutsche Telekom, ou DT, concluiu a compra da VoiceStream Wireless, Inc. por US$ 35 bilhões e da Powertel, operadora GSM regional do sul dos Estados Unidos, por US$ 24 bilhões. No fim daquele ano, a VoiceStream tinha 19.000 empregados e atendia 7 milhões de assinantes.
miniaturadaimagem|direita|Logotipo da T-Mobile usado de 2001 a 2013
Em 2 de setembro de 2001, a VoiceStream Wireless Inc. adotou o nome T-Mobile USA, Inc. e começou a implantar a marca T-Mobile, primeiro na Califórnia e em Nevada. A T-Mobile USA era uma unidade operacional da T-Mobile International AG antes de se tornar subsidiária direta da Deutsche Telekom AG. A mudança societária foi oficializada em julho de 2002.
Aquisição da SunCom Em 17 de setembro de 2007, a empresa anunciou a compra da operadora GSM regional SunCom Wireless Holdings, Inc. por US$ 2,4 bilhões. A operação foi concluída em 22 de fevereiro de 2008 e os serviços da SunCom foram integrados em 8 de setembro. A compra acrescentou 1,1 milhão de clientes e levou a rede ao sul da Virgínia, à Carolina do Norte, à Carolina do Sul, ao leste do Tennessee, ao nordeste da Geórgia, a Porto Rico e às Ilhas Virgens Americanas. Com a SunCom, a T-Mobile passou a ter rede própria em todas as grandes regiões metropolitanas dos Estados Unidos.
Aquisição abortada pela AT&T Em 20 de março de 2011, a AT&T anunciou que pretendia comprar a T-Mobile US da Deutsche Telekom. A Divisão Antitruste do Departamento de Justiça dos Estados Unidos entrou com uma ação federal para impedir a fusão em 31 de agosto. A AT&T desistiu formalmente da compra em 19 de dezembro de 2011.
Fusão com MetroPCS Communications Em 3 de outubro de 2012, a MetroPCS Communications concordou em se fundir com a T-Mobile USA. Os acionistas da MetroPCS ficariam com 26% da nova empresa, que manteve a marca T-Mobile. A operadora ainda era a quarta maior dos Estados Unidos, mas ganhou espectro e recursos financeiros para ampliar a rede LTE. Os acionistas da MetroPCS aprovaram a fusão em 24 de abril de 2013. O negócio foi estruturado como uma aquisição reversa. A empresa combinada abriu o capital na Bolsa de Valores de Nova Iorque, sob o código TMUS, e adotou o nome T-Mobile US, Inc. em 1º de maio. O acordo permitia que a Deutsche Telekom vendesse sua participação de 72% a terceiros após o período de restrição de 18 meses. As avaliações publicadas ficavam em torno de US$ 14,2 bilhões.
Un-carrier e novas aquisições de espectro miniaturadaimagem|direita|Logotipo da T-Mobile usado de 2013 a 2020 Em março de 2013, a T-Mobile reformulou seus planos e apresentou a iniciativa Un-carrier. Os novos planos dispensavam contratos, tinham estrutura de preços mais simples e permitiam pagar o telefone em 24 meses. Outras mudanças retiraram subsídios de aparelhos e permitiram acumular dados não usados.
O sistema de tarifa zero também levantou dúvidas sobre neutralidade da rede. A T-Mobile podia cobrar de terceiros para isentar determinados serviços do consumo de dados, permitindo que o provedor priorizasse quem pagasse mais. Empresas menores teriam dificuldade para arcar com essa cobrança.
Em 28 de junho de 2013, a T-Mobile concordou em comprar espectro sem fio para a região do Vale do Mississippi de seu concorrente U.S. Cellular por cerca de US$ 308 milhões, permitindo-lhe expandir sua rede 4G em mais 29 mercados.
Em 6 de janeiro de 2014, a T-Mobile assinou acordos com a Verizon Wireless para comprar licenças do bloco A de 700 MHz por US$ 2,365 bilhões. As empresas também combinaram a transferência de licenças AWS e PCS avaliadas em US$ 950 milhões. A compra ampliou a cobertura da T-Mobile para cerca de 158 milhões de pessoas, alcançando nove dos dez maiores mercados e 21 dos trinta maiores mercados dos Estados Unidos.
Fusão com Sprint Corporation miniaturadaimagem|direita|Logotipo da T-Mobile apresentado em fevereiro de 2020 Em 29 de abril de 2018, a T-Mobile US e a Sprint Corporation anunciaram a intenção de se fundir. O Departamento de Justiça dos Estados Unidos aprovou a operação em 26 de julho de 2019, mas procuradores-gerais de estados norte-americanos recorreram ao Tribunal Distrital do Distrito Sul de Nova York. Eles alegaram que os consumidores pagariam cerca de US$ 4,5 bilhões a mais por ano. O juiz Victor Marrero autorizou a fusão em 11 de fevereiro de 2020. Na decisão, afirmou que a operação provavelmente não reduziria a concorrência como alegavam os estados e que a Sprint não tinha uma estratégia competitiva sustentável de longo prazo.
A fusão foi concluída em 1º de abril de 2020 e a marca Sprint saiu de uso em 2 de agosto. A direção e a estrutura societária foram integradas à T-Mobile US, enquanto as mudanças no atendimento e nas operações ocorreram aos poucos. O faturamento, as lojas e o atendimento adotaram a marca T-Mobile. As contas das duas operadoras ainda eram administradas em sistemas separados, e a empresa continuou a oferecer cartões SIM da Sprint por algum tempo. Novos planos foram abertos aos clientes das duas empresas. Quem não quisesse mudar poderia manter o plano anterior por pelo menos três anos.
Com a fusão, a T-Mobile US comprou a Assurance Wireless, serviço subsidiado pelo programa Lifeline Assistance do Universal Service Fund.
Aquisição da Mint Mobile e Ultra Mobile Em março de 2023, a T-Mobile US concordou em comprar a Ka'ena Corporation, suas subsidiárias e as marcas Mint Mobile e Ultra Mobile por até US$ 1,35 bilhão. A Mint Mobile vendia planos pré-pagos de baixo custo diretamente ao consumidor, enquanto a Ultra Mobile oferecia chamadas internacionais. Ryan Reynolds, acionista majoritário da Mint, permaneceria como porta-voz. O preço final dependeria do desempenho da Ka'ena.
Aquisição dos ativos da U.S. Cellular Em 28 de maio de 2024, a T-Mobile US anunciou a compra das operações sem fio da U.S. Cellular. O negócio de US$ 4,4 bilhões abrangia cerca de 4 milhões de clientes, 30% do espectro e direitos sobre mais de 2.000 torres. A Comissão Federal de Comunicações aprovou a aquisição em 11 de julho de 2025, e a operação foi concluída em 1º de agosto.
Redes sem fio A rede da T-Mobile oferece cobertura no território continental dos Estados Unidos, Havaí, Porto Rico e Ilhas Virgens dos EUA.
Rede celular 2G GSM miniaturadaimagem|Modem GSM/GPRS Novatel G100 em formato PC Card, usado no serviço GPRS da VoiceStream A VoiceStream Wireless, antecessora da T-Mobile, começou a montar sua rede celular em 1994. A rede 2G usava o padrão GSM e entrou em operação em Honolulu e Salt Lake City em 1996. Compras de empresas e de espectro ampliaram sua cobertura e capacidade.
A rede passou a transmitir dados com o General Packet Radio Service, ou GPRS. A tecnologia EDGE elevou as velocidades e chegou a pelo menos 40% da área atendida por GSM.T-Mobile USA's "What is EDGE". t-mobile.com.
Em janeiro de 2025, a T-Mobile US anunciou que começaria a retirar sua rede GSM de operação em 9 de fevereiro. A empresa informou depois que a desativação completa ocorreria até 3 de agosto de 2026.
3G UMTS Em setembro de 2006, a T-Mobile participou de um leilão da Comissão Federal de Comunicações e comprou licenças nas bandas AWS de 1.700 MHz e 2.100 MHz por US$ 4,18 bilhões, equivalentes a US$ 6,68 bilhões em 2025. O espectro foi usado na implantação nacional de uma rede 3G baseada no padrão UMTS.
A primeira etapa atendia os grandes mercados e previa velocidades de 7,2 Mbit/s, acima das ofertas concorrentes daquele período. Além das licenças, a implantação exigiu US$ 2,6 bilhões, equivalentes a US$ 4,2 bilhões em 2025.Rash, Wayne. 6 de outubro de 2006. "T-Mobile Moves to 3G". eWeek. Consultado em 30 de julho de 2011.
A ativação atrasou porque órgãos públicos ainda precisavam liberar o espectro concedido. O primeiro telefone 3G saiu em novembro de 2007, mas a rede só começou a operar em maio de 2008, na cidade de Nova York. Em 2009, cobria mais de duzentos mercados. A T-Mobile adotou o HSPA+ em 2010.
Em 2015, a T-Mobile começou a transferir os serviços 3G para a banda PCS, liberando capacidade para o 4G LTE. Alguns aparelhos 3G deixaram de funcionar na rede. O serviço UMTS foi desligado em julho de 2022.
4G LTE Em 23 de fevereiro de 2012, a T-Mobile apresentou seu plano para o 4G. A rede LTE usaria o espectro AWS, e o HSPA+ seria levado para a banda PCS. A transição começou em março de 2013. O fracasso da compra pela AT&T também rendeu à T-Mobile espectro adicional da banda 4 UMTS, ou AWS. Em 26 de março, o LTE chegou a Baltimore, San Jose, Washington, Phoenix, Las Vegas, Kansas City e Houston.
Em 21 de agosto de 2012, a FCC aprovou um acordo pelo qual a T-Mobile recebeu da Verizon licenças AWS em 125 áreas de mercado celular.
Em 25 de fevereiro de 2014, a T-Mobile informou que sua rede 4G LTE cobria 209 milhões de pessoas em 273 regiões metropolitanas. A empresa pretendia começar a usar o bloco A de 700 MHz até o fim do ano. Quando concluída, a implantação cobriria 158 milhões de pessoas e melhoraria a recepção em ambientes internos.