Síndrome de abstinência da nicotina é um conjunto de sintomas que ocorrem nas primeiras semanas após a interrupção ou redução do uso de nicotina. Os sintomas incluem forte desejo por nicotina, raiva ou irritabilidade, ansiedade, depressão, impaciência, dificuldade para dormir, inquietação, fome, ganho de peso e dificuldade de concentração. Os sintomas de abstinência dificultam o abandono do uso de produtos com nicotina, e muitos métodos para parar de fumar visam reduzir esses sintomas. Programas para parar de fumar podem ajudar a aumentar as chances de sucesso. A síndrome de abstinência da nicotina é reconhecida tanto no Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM) da Associação Americana de Psiquiatria quanto na Classificação Internacional de Doenças (CID) da Organização Mundial da Saúde (OMS).

Sinais e sintomas Os sintomas mais documentados da abstinência de nicotina são fissura por nicotina, raiva ou irritabilidade, ansiedade, depressão, impaciência, dificuldade para dormir, inquietação, fome e dificuldade de concentração. Os sintomas geralmente são mais intensos nos primeiros dias e diminuem ao longo de duas a quatro semanas. Os sintomas mais comuns são irritabilidade, ansiedade e dificuldade de concentração, enquanto depressão e insônia são os menos comuns. Outros sintomas de abstinência podem incluir anedonia, constipação, tosse, diminuição do afeto positivo, tontura, sonolência, dor de cabeça, impulsividade, fadiga, sintomas gripais, alterações de humor, aftas e aumento da frequência de sonhos.

Definição

A síndrome de abstinência da nicotina refere-se aos efeitos que indivíduos dependentes de nicotina experimentam após interromperem ou reduzirem o uso da substância. A nicotina é uma substância viciante encontrada principalmente no tabaco e em produtos derivados, incluindo cigarros, charutos, tabaco de mascar, líquido para cigarro eletrônico, tabaco para cachimbo, snus, rapé e medicamentos com nicotina, como goma de mascar com nicotina. A abstinência é a reação do corpo à falta da nicotina à qual estava acostumado e é mais comum e intensa em fumantes de cigarro e intermediária em usuários de tabaco sem fumaça e cigarros eletrônicos. Os sintomas da abstinência da nicotina geralmente aparecem de duas a três horas após a última ingestão de nicotina e atingem o pico em dois a três dias.

Causas Diversos fatores têm sido propostos para explicar a síndrome. A nicotina se liga aos receptores nicotínicos no cérebro, que, por sua vez, causam um aumento na dopamina. A dopamina é a principal substância química que estimula os centros de recompensa no cérebro. O cérebro recruta uma força oposta para atenuar os efeitos da nicotina, o que causa tolerância (a redução do efeito da nicotina). O surgimento dessa força oposta e o fato de o cérebro se acostumar e se tornar dependente da nicotina para funcionar normalmente é conhecido como dependência física. Quando a ingestão de nicotina é reduzida, a força oposta do cérebro fica sem oposição, o que causa sintomas de abstinência. Também parece que receptores opiáceos, serotoninérgicos, glutamatérgicos, canabinoides e de corticotrofina podem desempenhar um papel na síndrome de abstinência da nicotina. Além disso, o hábito de fumar se torna condicionado a estímulos ambientais que podem, então, desencadear sintomas de abstinência. No cérebro, o estriado dorsal pode estar associado a sinais físicos (motores), mas não afetivos, de abstinência.

Tratamento Reduzir gradualmente a ingestão de nicotina causa menos sintomas de abstinência do que parar abruptamente. Outra forma de reduzir os sintomas é fornecer ao corpo uma fonte alternativa de nicotina (terapia de reposição de nicotina) por um período temporário e, em seguida, reduzir gradualmente essa nova ingestão de nicotina.

Epidemiologia A maioria dos usuários de nicotina apresenta pelo menos um dos sintomas de abstinência acima mencionados ao tentar parar. Esses efeitos são muito mais leves naqueles que usam nicotina isolada em vez de tabaco. A abstinência pode ocorrer em usuários menos frequentes, mas usuários mais assíduos e aqueles com histórico ou presença de transtorno psiquiátrico tendem a apresentar sintomas de abstinência mais graves. A genética também influencia a gravidade da abstinência.

Ver também Síndrome de abstinência Cessação tabágica Transtorno por uso de tabaco

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