O Estromatólito da Serra do Lenheiro é um afloramento fossilífero localizado no município de São João del-Rei, em Minas Gerais, constituindo um importante registro geológico da atividade de microrganismos primitivos durante o Paleoproterozoico, com idade estimada entre .

A estrutura corresponde a um estromatólito, formação sedimentar laminada originada pela atividade de colônias microbianas, especialmente cianobactérias, responsáveis por processos de fotossíntese que contribuíram para a oxigenação da atmosfera primitiva terrestre.

Denominação O afloramento é também conhecido como Estromatólito do Tijuco, em referência ao bairro onde se localiza, na vertente urbana da Serra do Lenheiro. Essa denominação é recorrente em registros jornalísticos e administrativos.

Localização O estromatólito situa-se na zona de transição entre a área urbana e rural de São João del-Rei, nas proximidades do bairro Tijuco, ao final da Rua João Geraldo Braga, junto ao Residencial Lenheiro. alt=Três pessoas praticando escalada em uma rocha que ocupa a parte de baixo da imagem e a lateral direita de forma diagonal; ao fundo, é possível ver vegetação e o sol se pondo.|miniaturadaimagem|Serra do Lenheiro - Área de Proteção Ambiental Serra São José. Localização do afloramento fossilífero. O sítio encontra-se a aproximadamente 3 km do centro histórico da cidade e integra o contexto geomorfológico do maciço da Serra do Lenheiro, inserido na borda meridional do Cráton do São Francisco.

Características geológicas Os estromatólitos são estruturas sedimentares primárias formadas pela sucessiva deposição de carbonatos induzida pela atividade metabólica de microrganismos em ambientes aquáticos rasos, geralmente quentes e com intensa incidência solar.

No caso da Serra do Lenheiro, o afloramento representa a porção exposta de uma rocha fossilífera associada a depósitos proterozoicos, inseridos em sequências metassedimentares da região, incluindo quartzitos, filitos e xistos.

Essas formações são relevantes para a reconstituição de paleoambientes antigos, permitindo inferências sobre condições ambientais, processos sedimentares e evolução da vida primitiva na Terra.

Importância científica O estromatólito da Serra do Lenheiro constitui um dos registros mais antigos de vida na região do Campo das Vertentes, sendo considerado um elemento de elevada relevância para estudos em geologia, paleontologia e evolução da biosfera.

Além disso, sua presença reforça o potencial da Serra do Lenheiro como área de interesse para a geodiversidade e para a pesquisa científica, ainda pouco explorada de forma sistemática.

Conservação O afloramento encontra-se em propriedade privada e apresenta estado de conservação considerado regular, estando sujeito a interferências naturais e antrópicas, como deposição de entulho, crescimento de vegetação e risco de vandalismo.

Apesar de integrar a área de tombamento paisagístico da Serra do Lenheiro, o estromatólito não possui proteção individual formal por órgãos de patrimônio nas esferas federal, estadual ou municipal.

Relatórios técnicos e iniciativas institucionais têm destacado a necessidade de medidas de preservação, incluindo delimitação de área protegida, cercamento e sinalização interpretativa.

Uso e visitação O local tem sido utilizado para fins de pesquisa e visitação informal, recebendo estudantes, pesquisadores e interessados em geociências.

A crescente divulgação do sítio tem contribuído para sua valorização como potencial atrativo de educação ambiental e turismo científico, embora ainda careça de infraestrutura adequada para visitação controlada.

Ver também Serra do Lenheiro Estromatólito Geodiversidade

Bibliografia

Serra do Lenheiro Categoria:Fósseis do Brasil Categoria:Sítios geológicos de Minas Gerais Categoria:Geologia de Minas Gerais Categoria:Geografia de São João del-Rei Categoria:Paleontologia no Brasil Categoria:Formações geológicas Categoria:Proterozoico Categoria:Patrimônio natural de Minas Gerais Categoria:Atrações turísticas de São João del-Rei