Soneto 83 é um dos 154 sonetos de Shakespeare, e faz parte dos sonetos ao Belo Jovem.

Estrutura Soneto inglêsCAMPOS, Geir. Pequeno Dicionário de Arte Poética. Rio de Janeiro: Edições de Ouro, 1960. produzido em versos decassílabos com ritmo de pentâmetro iâmbico, rimas ABAB CDCD EFEF GG. Apresentado pelo autor em monóstrofe.

Sinopse Este soneto dá continuidade ao Soneto 82, mas o poeta descobre, para seu desgosto, que sua franqueza (e/ou seu silêncio) ofendeu a amada. Ele argumenta que nenhuma palavra consegue igualar a beleza dela.

O soneto representa um dos momentos mais sutis e conceitualmente refinados de toda a sequência dedicada aos poetas rivais. Após discutir a competição, a ênfase retórica e a simplicidade como verdade, Shakespeare dá aqui um passo ainda mais radical: ele não apenas defende seu próprio estilo, mas também o valor do silêncio.

Assim como os sonetos 85 e 86, mostra-nos o mergulho do poeta em sua própria subjetividade e a ruptura com o que lhe é externo, a fim de distinguir-se daquilo que o cerca. Diante de um universo estranho, mudo e banal, o poeta se cala.

Traduções Tradução de Thereza Christina Rocque da Motta:

Tradução de José Arantes Júnior:

Tradução de Paulo Camelo:

Tradução de Milton Lins:

Categoria:Sonetos de William Shakespeareen:Sonnet 83fr:Sonnet 83