Esta é uma lista de pesquisas eleitorais para a eleição estadual de 2026 no estado de Pernambuco. Desde as eleições de 2022, empresas de pesquisa de opinião publicam informações que rastreiam a intenção de voto para a eleição para governador e senador em 2026. Os resultados estão listados abaixo em ordem cronológica reversa. Todos os cenários se referem a pesquisas estimuladas, quando uma lista de candidatos é apresentada ao entrevistado.
Contexto As pesquisas eleitorais realizadas em Pernambuco em 2026 apresentaram volume significativo e envolveram diferentes institutos, veículos de comunicação e empresas contratantes. Os levantamentos registrados abrangeram principalmente as disputas para governador e senador, além de pesquisas sobre a eleição presidencial no estado. Entre os institutos que realizaram levantamentos ao longo do ano estiveram Datafolha, Quaest, Real Time Big Data, Paraná Pesquisas, AtlasIntel, Ipespe, DataTrends e Veritá, além de institutos de atuação regional. A consulta pública dos registros é| realizada por meio do sistema PesqEle, mantido pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que reúne informações sobre metodologia, amostra, período de realização, contratante e origem dos recursos das pesquisas registradas.
A variedade de institutos foi acompanhada por diferenças nos tamanhos das amostras e nos procedimentos de coleta. O Datafolha realizou levantamentos estaduais com entrevistados em julho e em agosto, enquanto a Real Time Big Data utilizou amostras de pessoas em seu levantamento de agosto. O Paraná Pesquisas ouviu eleitores em seu levantamento de julho. Já a Quaest realizou pesquisa estadual com entrevistados. Os diferentes tamanhos de amostra, períodos de campo e métodos utilizados constituem elementos relevantes para a comparação dos levantamentos.
A diversidade dos levantamentos também se refletiu nas diferenças entre resultados obtidos por institutos distintos. Em abril, por exemplo, Datafolha, Real Time Big Data e Quaest apresentaram estimativas diferentes para a disputa estadual, enquanto o levantamento do Veritá realizado entre 24 e 30 de março apresentou um cenário substancialmente diferente dos demais. As diferenças ocorreram em pesquisas realizadas em períodos próximos, mas com metodologias, amostras e questionários próprios de cada instituto.
A sucessão de levantamentos também acompanhou a transformação do cenário eleitoral durante o ano. As primeiras pesquisas foram realizadas quando ainda havia indefinições sobre candidaturas e cenários eleitorais, enquanto os levantamentos realizados depois das convenções partidárias passaram a considerar um quadro mais próximo daquele apresentado no início oficial da campanha. Em julho, por exemplo, Quaest e Ipespe programaram pesquisas para divulgação na mesma semana em que ocorreriam as convenções partidárias dos principais grupos políticos do estado.
O período posterior às convenções também produziu uma nova rodada de levantamentos nacionais e regionais. O Datafolha realizou pesquisa entre 18 e 20 de agosto, entrevistando eleitores pernambucanos, enquanto a Real Time Big Data havia realizado sua pesquisa entre 12 e 15 de agosto, com entrevistados. Os dois levantamentos foram registrados na Justiça Eleitoral e utilizaram períodos de campo diferentes, permitindo observar como as estimativas variavam conforme o momento da coleta e o desenho metodológico empregado por cada instituto.
As pesquisas eleitorais em Pernambuco também foram objeto de judicialização. Um dos casos mais relevantes ocorreu em abril, quando o Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco (TRE-PE) determinou a suspensão da divulgação da pesquisa registrada sob o número PE-02184/2026, realizada pelo Instituto Veritá. A decisão foi proferida em representação apresentada pelo diretório estadual do Movimento Democrático Brasileiro (MDB), que questionou a regularidade do levantamento e apontou inconsistências relacionadas à metodologia e à execução da pesquisa.
A suspensão da pesquisa do Veritá foi determinada antes de sua divulgação. O levantamento, que havia sido realizado entre 24 e 30 de março, foi questionado judicialmente em razão de alegadas falhas na execução e de inconsistências na metodologia registrada. A decisão cautelar impediu a divulgação dos resultados enquanto o caso era analisado pela Justiça Eleitoral.
O episódio envolvendo o Veritá fez parte de uma série de questionamentos judiciais contra pesquisas eleitorais realizadas em diferentes estados brasileiros durante 2026. No caso pernambucano, entretanto, a controvérsia esteve relacionada especificamente às características do levantamento registrado sob o número PE-02184/2026, não constituindo, por si só, uma conclusão geral sobre a atuação do instituto ou sobre outros levantamentos realizados posteriormente.
Outro caso ocorreu em agosto, envolvendo a pesquisa DataTrends registrada sob o número PE-02774/2026. A coligação Frente Popular de Pernambuco solicitou à Justiça Eleitoral a suspensão da divulgação do levantamento, alegando irregularidades que poderiam comprometer sua validade. O TRE-PE, porém, indeferiu o pedido liminar em 16 de agosto, permitindo a divulgação da pesquisa. O episódio demonstra que a apresentação de uma representação judicial contra um levantamento não implica necessariamente a sua suspensão ou reconhecimento de irregularidade.
A atuação judicial também alcançou a circulação de levantamentos sem o cumprimento dos requisitos mínimos de divulgação. Em fevereiro, o TRE-PE determinou a retirada de uma pesquisa apresentada como eleitoral que circulava em Pernambuco sem informações básicas exigidas pela legislação. A decisão foi tomada após representação do Partido Socialista Brasileiro (PSB) e considerou que o material não apresentava elementos como número de registro, margem de erro, nível de confiança, número de entrevistas, período de coleta e identificação do responsável pela pesquisa.
O caso da pesquisa retirada de circulação apresentou uma característica diferente das suspensões de pesquisas regularmente registradas. Segundo a decisão divulgada à época, o material não continha informações essenciais que permitissem verificar sua origem, metodologia e regularidade perante a Justiça Eleitoral. A decisão, portanto, esteve relacionada à própria ausência dos requisitos formais de identificação e transparência necessários para a divulgação de uma pesquisa eleitoral ao público.
As decisões judiciais envolvendo pesquisas em Pernambuco revelam diferentes níveis de fiscalização. Enquanto a pesquisa Veritá PE-02184/2026 foi suspensa diante de questionamentos sobre sua execução e metodologia, a pesquisa DataTrends PE-02774/2026 teve seu pedido de suspensão rejeitado. Em outro episódio, uma pesquisa sem os elementos mínimos de identificação foi retirada de circulação. Os casos demonstram que a Justiça Eleitoral analisa individualmente as alegações apresentadas contra cada levantamento, distinguindo entre pesquisas regularmente registradas e materiais que não atendem às exigências para divulgação.
A transparência metodológica constitui uma exigência central da regulamentação eleitoral. O Tribunal Superior Eleitoral estabelece que as pesquisas destinadas ao conhecimento público devem ser registradas previamente e que o registro deve conter informações como metodologia, plano amostral e ponderação, margem de erro, nível de confiança, sistema interno de controle, questionário, contratante e origem dos recursos. As informações ficam disponíveis para consulta e fiscalização no sistema PesqEle.
A importância desses dados foi evidenciada pelos próprios processos judiciais envolvendo pesquisas no estado. Questionamentos sobre metodologia e execução podem ser examinados pela Justiça Eleitoral a partir das informações fornecidas no registro, enquanto a ausência de informações essenciais pode impedir a fiscalização do levantamento e resultar em restrições à sua divulgação.
A quantidade de pesquisas realizadas em Pernambuco também deve ser interpretada considerando o tamanho do eleitorado estadual. Em julho de 2026, o Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco informou que o estado havia ultrapassado a marca de 7,2 milhões de eleitores aptos a votar, dos quais 53,64% eram mulheres e 46,35% homens. A distribuição territorial do eleitorado também influencia o planejamento amostral das pesquisas, especialmente porque a Região Metropolitana do Recife concentra parcela expressiva dos eleitores do estado.
Os levantamentos também apresentaram diferenças quanto aos contratantes. A pesquisa Datafolha de julho foi contratada pela Nassau Editora Rádio e TV Ltda., enquanto a pesquisa Datafolha de agosto foi encomendada pela Folha de S.Paulo e pela TV Globo. A pesquisa Quaest de julho foi contratada pelo Banco Genial, e levantamentos regionais foram encomendados por veículos de comunicação e empresas locais. A diversidade de contratantes faz com que as pesquisas não constituam uma série homogênea financiada por uma única organização, mas um conjunto de levantamentos realizados com finalidades e estruturas de contratação distintas.
O cenário das pesquisas em Pernambuco também foi acompanhado por levantamentos nacionais que incluíram o estado como uma das unidades da federação analisadas. Em agosto, o Datafolha realizou simultaneamente pesquisas em Pernambuco, São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Distrito Federal, totalizando entrevistas nas cinco unidades federativas. Em Pernambuco, foram realizadas entrevistas entre 18 e 20 de agosto, com margem de erro de três pontos percentuais e nível de confiança de 95%.
A utilização de diferentes institutos e metodologias torna necessária cautela na comparação direta dos levantamentos. Pesquisas realizadas em datas diferentes podem captar alterações no cenário político, enquanto diferenças no modo de coleta, na composição da amostra, na formulação das perguntas e nos procedimentos de ponderação também podem produzir resultados distintos. A existência de discrepâncias entre pesquisas, por si só, não constitui evidência de irregularidade, sendo necessário analisar as características metodológicas e o registro de cada levantamento.
Assim, as pesquisas eleitorais em Pernambuco em 2026 caracterizaram-se pela participação de numerosos institutos, pela sucessão de levantamentos ao longo do ano e pela diversidade de contratantes, tamanhos de amostra e métodos de coleta. A atividade foi acompanhada por fiscalização judicial, que resultou tanto na suspensão de pesquisas, como ocorreu com o levantamento Veritá PE-02184/2026, quanto na manutenção de pesquisas diante da rejeição de pedidos de suspensão, como no caso do DataTrends PE-02774/2026. Também houve intervenção contra a circulação de material apresentado como pesquisa eleitoral sem os elementos mínimos de identificação e transparência exigidos pela legislação. O conjunto desses episódios mostra que a atividade de pesquisa eleitoral no estado, além de acompanhar a evolução do cenário político, envolveu discussões sobre metodologia, execução, transparência, registro e fiscalização dos levantamentos.
Primeiro turno (governador)