Esta é uma lista de pesquisas eleitorais para a eleição estadual no estado do Piauí. Desde as eleições de 2022, empresas de pesquisa de opinião publicam informações que rastreiam a intenção de voto para a eleição para governador e senador em 2026. Os resultados estão listados abaixo em ordem cronológica reversa. Todos os cenários se referem a pesquisas estimuladas, quando uma lista de candidatos é apresentada ao entrevistado.

Contexto As pesquisas eleitorais realizadas no Piauí em 2026 apresentaram um dos maiores volumes entre os estados brasileiros. Em 16 de julho, o Tribunal Regional Eleitoral do Piauí (TRE-PI) já contabilizava 104 pesquisas registradas para as eleições gerais, número que, segundo levantamento baseado nos dados públicos do sistema PesqEle, posteriormente ultrapassou uma centena. Em levantamento atualizado posteriormente, eram 111 pesquisas, realizadas por 19 institutos, com valor declarado total de R$ e entrevistas previstas. Entre os institutos com maior número de registros estavam o Instituto Credibilidade, com 22 pesquisas, Rogério M. P. Moura, responsável pelo Instituto Data Max, com 18, o Census Instituto de Pesquisas, também com 18, e o Instituto Piauiense de Opinião Pública, conhecido como Instituto Amostragem, com 15.

O volume de pesquisas no Piauí também foi acompanhado por ampla participação de veículos de comunicação e empresas locais no financiamento dos levantamentos. Entre os maiores contratantes identificados nos registros estavam a Empresa de Informações, Divulgações e Notícias Ltda., responsável por 38 pesquisas e R$ 410 mil em valores declarados, o Sistema Timon de Radiodifusão Ltda., associado à TV Meio Norte, com 14 pesquisas e R$ 421,5 mil, e o Centro de Treinamento Humano Ltda., com 11 pesquisas e R$ 131 mil. Também figuravam entre os contratantes o Portal AZ, o Conecta Piauí e o diretório estadual do Progressistas (PP).

A quantidade de levantamentos fez do Piauí um dos principais mercados estaduais de pesquisas eleitorais em 2026. Em julho, quando o TRE-PI contabilizava 104 registros, o professor e estatístico Jefferson Leite avaliou que o número era elevado e superior ao registrado naquele momento no Maranhão. Segundo ele, o Piauí já havia sido o estado brasileiro com maior número de pesquisas nas eleições anteriores, indicando uma demanda recorrente de partidos, políticos e eleitores por levantamentos de opinião ao longo do processo eleitoral.

A produção dos levantamentos envolveu diferentes institutos e metodologias. Os registros abrangem pesquisas realizadas por entrevistas pessoais e domiciliares, entrevistas telefônicas e levantamentos realizados por meios digitais, com diferenças no tamanho das amostras, na abrangência territorial e nos sistemas de ponderação. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) determina que o registro das pesquisas contenha informações sobre metodologia, período de realização, plano amostral e ponderação, margem de erro, intervalo de confiança, sistema interno de controle e questionário, além de informações sobre contratante, valor e origem dos recursos.

A elevada quantidade de levantamentos também foi acompanhada por intensa judicialização. Em maio, já haviam sido identificadas pelo menos sete pesquisas cuja divulgação havia sido suspensa ou impedida por decisões da Justiça Eleitoral, envolvendo os institutos Census, Credibilidade, Data Max e Amostragem. Entre os registros estavam as pesquisas PI-02095/2026, PI-09060/2026, PI-09734/2026, PI-00449/2026, PI-01053/2026, PI-07551/2026 e PI-02185/2026.

Um dos casos envolveu a pesquisa PI-02095/2026, do Census Instituto de Pesquisas. Em 23 de abril, o TRE-PI determinou liminarmente a suspensão de sua divulgação e a remoção de publicações que reproduzissem seus resultados, sob pena de multa diária de R$ 10 mil. A decisão considerou presentes os requisitos para a medida cautelar e determinou a posterior manifestação dos representados e do Ministério Público Eleitoral.

Outro episódio relevante envolveu o Instituto Data Max. Em decisão posterior, o TRE-PI julgou procedente representação contra a pesquisa PI-00449/2026 e determinou a proibição definitiva de sua divulgação, além de aplicar multa de R$ ao responsável pelo instituto. A decisão apontou irregularidades no registro da pesquisa e examinou alegações relativas à metodologia. O tribunal afastou especificamente uma alegação de efeito de ancoragem porque as perguntas questionadas tratavam da avaliação dos gestores e da qualidade da administração, e não de escolha entre candidatos; ainda assim, considerou configuradas irregularidades suficientes para proibir a divulgação do levantamento e aplicar a sanção prevista na legislação.

O Instituto Veritá também foi alvo de representação. A pesquisa PI-06785/2026 foi questionada pelo Partido Social Democrático (PSD) sob alegações que incluíam ausência de declaração do estatístico responsável, omissão dos municípios pesquisados, inclusão de cargo não registrado, metodologia considerada genérica e incoerência entre o período de coleta e a divulgação. O TRE-PI determinou a suspensão da divulgação e, posteriormente, julgou procedente a representação, proibindo definitivamente a divulgação da pesquisa e aplicando multa de R$ . Também foram aplicadas astreintes de R$ 30 mil pelo descumprimento da liminar durante três dias, além do encaminhamento de cópias ao Ministério Público para eventual investigação de crime eleitoral.

Em agosto, a Justiça Eleitoral voltou a suspender uma pesquisa estadual. A pesquisa PI-00748/2026, do Instituto Piauiense de Opinião Pública (Instituto Amostragem), teve sua divulgação suspensa pelo TRE-PI em 14 de agosto, antes da data prevista para publicação. A representação foi apresentada pela Federação União Progressista, formada por União Brasil (UNIÃO) e PP, que alegou que a ordem das perguntas poderia induzir as respostas dos entrevistados. Segundo a representação, questões sobre avaliação da gestão do governador e sobre obras e programas estaduais haviam sido apresentadas antes da pergunta espontânea sobre intenção de voto para o governo.

A decisão sobre a pesquisa do Instituto Amostragem é relevante por envolver uma discussão metodológica sobre a possibilidade de a ordem das perguntas produzir efeito sobre as respostas. A controvérsia foi apresentada à Justiça como possível efeito de ancoragem, uma vez que os entrevistados seriam inicialmente expostos a avaliações da administração estadual, de obras e de programas de governo antes de responderem sobre sua intenção espontânea de voto. A suspensão foi, portanto, determinada em caráter cautelar diante do questionamento sobre a estrutura do questionário, e não como uma conclusão geral de que pesquisas que utilizam perguntas sobre avaliação de governo sejam inválidas.

O Piauí também apresentou casos em que decisões inicialmente desfavoráveis aos institutos foram posteriormente revistas. A pesquisa PI-04243/2026, do Instituto Data AZ, chegou a ser suspensa liminarmente após representação apresentada pelo Avante. Posteriormente, ao examinar o mérito, a Justiça Eleitoral revogou a tutela de urgência e julgou improcedente o pedido, autorizando novamente a divulgação do levantamento. O episódio mostra que a suspensão cautelar de uma pesquisa não equivale necessariamente a uma conclusão definitiva de irregularidade, pois a medida pode ser revista após a apresentação das defesas e a análise mais aprofundada do caso.

A fiscalização das pesquisas no Piauí também ocorre em um contexto de maior atenção às exigências relativas à delimitação territorial. Em agosto de 2026, o Tribunal Superior Eleitoral manteve multa de R$ 53.205 aplicada pelo TRE-PI à Quaest por uma pesquisa realizada nas eleições municipais de 2024 em Teresina. A decisão, embora relativa ao pleito municipal anterior, estabeleceu que a autonomia técnico-científica dos institutos não afasta a obrigação de cumprir as exigências legais sobre delimitação geográfica das áreas abrangidas pelo levantamento.

O histórico recente de decisões também influencia a fiscalização das pesquisas de 2026. No julgamento do caso de 2024, o TSE afirmou que a liberdade dos institutos para definir metodologias técnico-científicas não elimina a necessidade de observância das exigências estabelecidas pela legislação eleitoral e pela Resolução TSE nº 23.600/2019. O precedente reforça a distinção entre autonomia metodológica e cumprimento das exigências formais destinadas a permitir a fiscalização dos levantamentos.

Assim, as pesquisas eleitorais no Piauí em 2026 caracterizaram-se por volume excepcionalmente elevado, grande diversidade de institutos e contratantes e intensa atuação da Justiça Eleitoral. O número de registros ultrapassou uma centena ainda durante o período pré-eleitoral, enquanto os valores declarados alcançaram mais de R$ 2 milhões. A judicialização atingiu diferentes aspectos dos levantamentos, incluindo informações do registro, composição e identificação dos cenários, questionários, metodologia, delimitação territorial e cumprimento das decisões judiciais. Em alguns casos, a Justiça determinou a suspensão cautelar ou definitiva da divulgação e aplicou multas; em outro, uma suspensão inicial foi posteriormente revogada. O conjunto de decisões evidencia que a fiscalização das pesquisas no estado não se limitou aos resultados publicados, alcançando também os procedimentos utilizados para produzir, registrar, financiar e divulgar os levantamentos.

Primeiro turno (governador)

2026

Agosto – Outubro Contratante/PesquisaDatas de PesquisaAmostragemMargem de erro(%pt) semmoldura|75x75pxsemmoldura|75x75pxOutrosIndecisos ou AbsentosRafael Fonteles(PT)Joel Rodrigues(PP)AtlasIntel23 e 28 de setembro±2,01 64,5%24,4%3,1%8%Datamax14 e 19 de setembro±2,831 73%21,78%4,54%Veritá13 e 18 de setembro±3,01 62,4%32,2%4,5%Datafolha14 e 16 de setembro±3,01 55% 25% 6% 15%IPPI7 e 10 de setembro±2,831 68% 25% 11% Amostragem29 de agosto e 2 de setembro±2,851 73,48% 20,89% 5,64% AtlasIntel28 de agosto e 2 de setembro2,01 62,4% 20,9% 4,6% 12%DataTrends25 e 27 de agosto±2,831 57% 23% 3% 14%Datafolha18 a 21 de agosto±3,01 56% 21% 9% 15%GP111 a 13 de agosto±2,831 50,6% 16,3% 3,3%30%Amostragem8 e 12 de agosto±2,851 73,84% 19,21% 6,93%Datamax28 de julho e 2 de agosto2,451 75,69% 18,99% 3,92% Vetor328 de julho e 2 de agosto2,451 56,53% 26,5% 3,23% 13,81%

Março – Julho Contratante/PesquisaDatas de PesquisaAmostragemMargem de erro(%pt) semmoldura|75x75pxsemmoldura|75x75pxsemmoldura|75x75pxOutrosIndecisos ou AbsentosRafael Fonteles(PT)Joel Rodrigues(PP)Toni Rodrigues(PL)17 de julhoO Partido Liberal (PL) retira a pré-candidatura de Toni Rodrigues.AtlasIntel15 e 20 de julho3,01 64,2% 21,7% 2,6% 2,4% 8,9%Real Time Big Data11 e 13 de julho2,01 64% 23% 1% 2% 8%Amostragem7 e 12 de julho2,851 72,41%18,8%1,45% 7,35% Veritá7 e 11 de julho3,01 38,9% 38,5% 3,2% 4,6% 14,8%Vetor17 a 24 de junho±2,451 55,12% 24,83% 0,69% 4,35% 15,7%AtlasIntel16 a 21 de junho±3,01 63,5% 22,9% 1,5% 4,7% 8,9%Amostragem12 e 18 de junho±2,851 73,02% 16,82% 2,37% 7,79% Data AZ28 de maio e 6 de junho ±2,831 63,17% 12,25% 0,5% 1,58% 22,5%AtlasIntel13 e 18 de maio3,01 63,4% 24,7% 0,6% 3,3% 8,5%Veritá26 e 30 de abril±3,01 43,6% 44,1% 5,8% 6,5% GP17 e 10 de abril±2,911 51,7% 32,4% 15,1%6,3%26,9%Veritá24 a 30 de março3,01 51,2% 32,4% 9,1%7,2% Amostragem23 a 27 de março±2,851 62,45%11,7%2,46%1,76%18,47%2 58,66%15,3% 7,04%18,99%AtlasIntel10 a 15 de março±3,01 57,4% 4,9%21%16,6%2 56%29,8%2,6% 4,8%6,7%

Segundo turno (governador)

Rafael Fonteles e Joel Rodrigues

2026 Contratante/PesquisaDatas de PesquisaAmostragemMargem de erro(%pt) semmoldura|75x75pxsemmoldura|75x75pxIndecisos ou AbsentosVantagemRafael Fonteles(PT)Joel Rodrigues(PP)DataTrends25 e 27 de agosto2,83 60% 29% 11% 31%Real Time Big Data11 e 13 de julho2,0 55% 25% 10% 30%Veritá7 e 11 de julho3,0 39,4% 43,7% 16,8% 4,3%GP17 e 10 de abril±2,91 59,7% 26,6% 15,7% 32,9%

Senador 2026