Esta é uma lista de pesquisas eleitorais para a eleição estadual de 2026 no estado da Paraíba. Desde as eleições de 2022, empresas de pesquisa de opinião publicam informações que rastreiam a intenção de voto para a eleição para governador e senador em 2026. Os resultados estão listados abaixo em ordem cronológica reversa. Todos os cenários se referem a pesquisas estimuladas, quando uma lista de candidatos é apresentada ao entrevistado.

Contexto

As pesquisas eleitorais realizadas na Paraíba ao longo de 2026 apresentaram volume elevado, com participação de diversos institutos de pesquisa e ampla variedade de contratantes, custos e métodos de coleta. Em levantamento atualizado em 18 de agosto com base nos registros do sistema PesqEle, estavam contabilizadas 59 pesquisas referentes ao estado, realizadas por 11 institutos, com custo declarado total de R$ e previsão de entrevistas. A mediana das amostras era de 833 entrevistados por pesquisa. Entre os institutos com maior número de registros estavam o Instituto de Pesquisa Podium, com 21 levantamentos, o Instituto Seta de Pesquisa, com 16, o Instituto Ranking Pesquisa, com sete, e o Índice Inteligência, com cinco.

A distribuição dos levantamentos revela forte presença de institutos de atuação regional. Podium e Seta, juntos, respondiam por mais da metade dos registros contabilizados até 18 de agosto. Também estavam registrados levantamentos dos institutos Ranking Pesquisa, Índice Inteligência, Anova, DataTrends, Avancy, Falcão Pesquisas e Publicidade, Real Time Big Data e TDL Pesquisa. Os valores declarados variavam significativamente entre os levantamentos, desde pesquisas de baixo custo realizadas pelos próprios institutos até pesquisas contratadas por veículos de comunicação. Entre os maiores contratantes estavam o PB Agora, responsável por três pesquisas contratadas por R$ 60 mil, o Portal Polêmica Paraíba, associado ao Seta, e empresas de comunicação como Fonte 83, Em Cima da Notícia e Grupo Fonte.

A diversidade de pesquisas também se manifesta nos métodos de coleta e na abrangência territorial. Há registros de levantamentos com entrevistas pessoais domiciliares, pesquisas realizadas em municípios específicos e levantamentos estaduais com amostras superiores a ou entrevistados. Uma pesquisa do Instituto Ranking, por exemplo, previa entrevistas presenciais e domiciliares nos municípios de João Pessoa, Bayeux, Santa Rita e Cabedelo, utilizando estratificação por sexo, idade, escolaridade e renda e referências a dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O Seta, por outro lado, registrou levantamentos estaduais com entrevistas pessoais utilizando questionário estruturado junto a uma amostra declarada como representativa do eleitorado paraibano.

A atividade de pesquisa foi acompanhada por questionamentos perante a Justiça Eleitoral. Um dos episódios mais relevantes envolveu a pesquisa PB-00057/2026, realizada pelo Instituto Anova e contratada pelo portal PB Agora. A divulgação havia sido inicialmente suspensa após representação apresentada pelo Movimento Democrático Brasileiro (MDB), que questionou aspectos do levantamento. Posteriormente, o Instituto Anova e o PB Agora impetraram mandado de segurança e obtiveram decisão do presidente do Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB) autorizando novamente a divulgação.

Na decisão que liberou a pesquisa Anova, o TRE-PB entendeu que o levantamento havia sido devidamente registrado e que a metodologia apresentada não continha irregularidades capazes de justificar a proibição de sua divulgação. O episódio é relevante porque demonstra que uma suspensão liminar não representa necessariamente uma conclusão definitiva de irregularidade: após o exame dos argumentos apresentados pelo instituto e pelo contratante, a Justiça Eleitoral pode revogar a medida e permitir a publicação dos resultados.

Outro conjunto de decisões envolveu o Instituto Veritá. Em maio, o TRE-PB determinou a suspensão da pesquisa PB-05352/2026, que previa entrevistas para os cargos de governador e senador. A decisão foi tomada após representação do MDB e apontou problemas metodológicos no levantamento, entre eles a inclusão de perguntas sobre a eleição presidencial que não constavam do registro oficial, a ausência de identificação dos setores censitários e contradições no plano estatístico apresentado pelo instituto. A decisão também determinou multa diária de R$ 10 mil em caso de descumprimento e encaminhou o caso para análise da Procuradoria Regional Eleitoral.

A decisão contra o Veritá não constituiu um caso isolado. Segundo levantamento publicado em agosto, o instituto já havia tido mais de uma pesquisa questionada judicialmente na Paraíba durante 2026. Em um dos casos, a Justiça Eleitoral apontou que o registro não esclarecia adequadamente o método de coleta das entrevistas, não permitindo verificar de maneira suficiente se seriam realizadas presencialmente, por telefone, por meio eletrônico ou mediante sistema híbrido.

Em agosto, outra pesquisa passou a ser alvo de representação no TRE-PB. O levantamento PB-04436/2026, realizado pelo Instituto Seta e associado ao Portal Polêmica Paraíba, foi questionado pelo MDB, que pediu sua suspensão e alegou graves irregularidades técnicas e omissões de informações consideradas necessárias para a fiscalização do levantamento. A representação sustentou que os dados registrados não permitiriam verificar adequadamente a metodologia utilizada e pediu a proibição de divulgação dos resultados, além da retirada de conteúdos já publicados e aplicação de multa diária de R$ 5 mil em caso de descumprimento.

As controvérsias na Paraíba envolveram, portanto, diferentes aspectos da produção das pesquisas. Em alguns processos foram questionados os conteúdos dos questionários e a correspondência entre aquilo que havia sido registrado e o que efetivamente seria aplicado aos entrevistados; em outros, a discussão envolveu a identificação dos setores censitários, o detalhamento do método de coleta, o plano estatístico e a suficiência das informações necessárias para fiscalização.

A fiscalização também revela que divergências metodológicas não são automaticamente consideradas irregularidades pela Justiça Eleitoral. No caso da pesquisa Anova/PB Agora, após a suspensão inicial, o TRE-PB entendeu que os requisitos legais haviam sido atendidos e liberou a divulgação. A própria página institucional do TRE-PB esclarece que a Justiça Eleitoral não realiza controle prévio sobre os resultados das pesquisas, nem gerencia sua divulgação, atuando quando provocada por meio de representação. Os registros permanecem disponíveis no sistema PesqEle para fiscalização pelos interessados.

A legislação eleitoral exige que as pesquisas destinadas ao conhecimento público sejam registradas previamente e que o registro contenha informações destinadas a permitir sua fiscalização, incluindo metodologia, plano amostral e ponderação, margem de erro, nível de confiança, sistema interno de controle, questionário, contratante e origem dos recursos. O TRE-PB disponibiliza acesso ao sistema PesqEle e informa que os dados registrados ficam à disposição dos interessados pelo período estabelecido na regulamentação eleitoral.

A produção de pesquisas também acompanhou as mudanças no cenário político ao longo do ano. Levantamentos realizados em março, por exemplo, foram feitos antes da definição das candidaturas e apresentaram cenários diferentes daqueles empregados nas pesquisas posteriores. A pesquisa Anova divulgada em março ouviu eleitores em 70 municípios entre os dias 19 e 21 daquele mês, enquanto levantamento posterior do Seta, realizado entre 25 e 27 de julho, ouviu eleitores em 84 municípios. As mudanças no universo de candidatos, no período de campo e na metodologia tornam necessária cautela na comparação direta entre levantamentos realizados em momentos diferentes.

Assim, as pesquisas eleitorais na Paraíba em 2026 caracterizaram-se pelo elevado número de registros, pela predominância de institutos de atuação regional, pela variedade de contratantes e pela utilização de diferentes métodos e tamanhos de amostra. Até 18 de agosto, eram 59 levantamentos, com quase 100 mil entrevistas previstas e R$ em custos declarados. A atividade de pesquisa também foi acompanhada por intensa fiscalização judicial, com suspensões relacionadas a questões metodológicas e de transparência, especialmente em levantamentos do Instituto Veritá, mas também com decisões posteriores que restabeleceram a divulgação de pesquisas inicialmente suspensas, como ocorreu com o Instituto Anova. O conjunto de episódios mostra que a discussão sobre pesquisas eleitorais no estado envolveu não apenas os resultados publicados, mas também a transparência do registro, a descrição da metodologia, a composição da amostra e a possibilidade de fiscalização dos procedimentos utilizados pelos institutos.

Primeiro turno (governador) 2026

Contratante/PesquisaDatas de PesquisaAmostragemMargem de erro(%pt)semmoldura|75x75pxsemmoldura|75x75pxsemmoldura|75x75pxOutrosIndecisos ou AbsentosLucas Ribeiro(PP)Cícero Lucena(MDB)Efraim Filho(PL)Anova20 e 22 de setembro±2,21 48% 17,4%15,3%0,9%18,4%Quaest18 e 21 de setembro±3,01 49%15% 16%1%19%Data Ranking/Fonte8316 e 18 de setembro±2,21 51,9%15,9%14,8%2,8%14,6%Data Ranking/Fonte835 a 7 de setembro±2,2 1 41,3% 18,1%13,1%4,1%23,4%Anova3 a 5 de setembro±2,2 1 43,4% 18,2%12,1%0,8%25,5%AtlasIntel28 de agosto a 2 de setembro±3,01 42,4%19,8% 30,9%1,2%5,7%TDL26 a 31 de agosto±3,0 1 35% 22%17%3%'23%Quaest21 a 24 de agosto±3,0 1 38% 19%18%3%22%Real Time Big Data19 e 22 de agosto±2,0 1 35% 25%21%3%16%Polêmica/Seta19 e 21 de agosto±2,5 1 34,1% 24,3%21,5%2,9%17,2%DataTrends27 e 29 de julho±2,83 1 34% 27%15%Índice10 e 12 de julho±2,2 1 28,3% 33,4%16,5%0,9%20,9%TDL4 e 7 de julho2,8 1 32% 25%18%2%23%Polêmica/Seta25 e 27 de junho±2,5 1 32,7% 25,9%18,5%1,6%21,3%Data Ranking/Fonte8319 a 20 de junho783±2,2 1 18,3% 38,4%13,5%0,9%28,9%Data Ranking/Fonte8311 a 12 de junho782±2,2 1 42,1% 24,6%6,6%0,2%26,5%DataTrends7 a 9 de junho±2,86 1 33% 26%19%1%22%Índice/Blog do Mario27 a 29 de maio±2,2 1 26,6% 34,3%15,1%Polêmica/Seta25 a 27 de maio±2,5 1 30,2% 26,1%21,4%1,4%20,3%Real Time Big Data25 a 26 de maio±2,01 30% 28%19%2%21%Polêmica/Seta28 de abril a 1° de maio±2,51 28% 29,5%18,7%1,7%22,1%Veritá26 a 30 de abril3,01 43,1%19,1% 34,5%3,3%Veritá24 a 30 de março3,01 40,2%27,3% 28,9%3,6%Polêmica/Seta26 e 28 de março±2,51 25,3% 29,7%17,6%27,4%Polêmica/Seta28 a 30 de janeiro±2,51 23,7% 32,7%15,3% 2,2%26,1%

2025

Contratante/PesquisaDatas de PesquisaAmostragemMargem de erro(%pt)semmoldura|75x75pxsemmoldura|75x75pxsemmoldura|75x75pxsemmoldura|75x75pxIndecisos ou AbsentosCícero Lucena(MDB)Lucas Ribeiro(PP)Efraim Filho(PL)Pedro Cunha Lima(PSD)Real Time Big Data29 de novembro a 1º de dezembro±3,01 31% 16%13%13%17%2 35% 20%18%27%

Segundo turno (governador)

Lucas Ribeiro e Cícero Lucena

Contratante/PesquisaDatas de PesquisaAmostragemMargem de erro(%pt)semmoldura|75x75pxsemmoldura|75x75pxIndecisos ou AbsentosVantagemLucas Ribeiro(PP)Cícero Lucena(MDB)Quaest18 e 21 de setembro±3,0 54% 25% 21% 29%AtlasIntel28 de agosto a 2 de setembro±3,0 45,6% 29,6% 24,8% 16%Quaest21 a 24 de agosto±3,0 48% 29% 23% 19%Real Time Big Data19 e 22 de agosto±2,0 42% 35% 23% 7%DataTrends27 e 29 de julho±2,83 47% 35% 18% 12%DataTrends7 a 9 de junho ±2,86 45% 35% 20% 10%Índice/Blog do Mario27 a 29 de maio±2,2 33,5% 39,4% 27,1% 5,9%Real Time Big Data25 e 26 de maio±2,0 39% 34% 27% 5%Polêmica/Seta26 e 28 de março±2,5 33,1% 35,3% 31,6% 2,2%

Lucas Ribeiro e Efraim Filho