A Estação Ecológica de Corumbá (ESEC de Corumbá) é uma unidade de conservação de proteção integral localizada nos municípios de Arcos e Pains, Minas Gerais. É administrada pelo IEF-MG.
Legislação A estação ecológica foi criada através do Decreto Estadual nº 37.826, de 14 de março de 1996, com uma área de 304,3673 ha. Sua criação teve por finalidade a "a proteção dos seus ambientes naturais, das espécies da flora e fauna, bem como o desenvolvimento de atividade de pesquisa e de educação ambiental".
Características A ESEC de Corumbá está localizada na bacia do rio São Francisco, com bioma de Cerrado e apresenta floresta estacional decidual.
Geografia e carste A unidade ocupa cerca de 304 hectares nos municípios de Arcos e Pains, no centro-oeste de Minas Gerais, e integra a região cárstica de Pains (ou carste de Arcos-Pains). O relevo cárstico, esculpido sobre calcários do Grupo Bambuí, caracteriza-se por lapiás, dolinas, sumidouros, ressurgências e drenagem predominantemente subterrânea. A unidade espeleológica de Arcos-Pains estende-se por cerca de 700 km², o equivalente a 0,1% do território de Minas Gerais, e está inserida na Província Espeleológica do Bambuí, que abrange cerca de 150 mil km² no Brasil central. Suas águas integram a bacia do rio São Francisco.
Vegetação A vegetação predominante é a floresta estacional decidual, conhecida como mata seca, que se desenvolve sobre os solos rasos e calcários do carste e perde boa parte da folhagem na estação seca; o bioma da região é o Cerrado.
Patrimônio espeleológico e biodiversidade A região cárstica de Pains abriga o maior número de cavernas carbonáticas do Brasil — mais de 2.400 cavidades catalogadas pelo CECAV —, além de importantes sítios arqueológicos e paleontológicos. A fauna subterrânea local inclui mais de cinquenta espécies troglóbias (exclusivamente cavernícolas), entre as quais o besouro Coarazuphium pains e a aranha Matta zuiuda; a diversidade e a quantidade de cavidades tornam o carste de Pains uma referência nacional para a espeleologia. O avanço da mineração de calcário é a principal ameaça a esse patrimônio: entre 1984 e 1997, as áreas mineradas em Arcos e Pains cresceram cerca de 151%, ligadas às indústrias de cimento e cal, que respondem pela principal atividade econômica dos dois municípios.
Visitação Por se tratar de uma área de proteção integral, a visitação só é permitida em caso de atividade científica ou educacional previamente agendada.
Conservação Classificada na categoria Ia da UICN, a estação ecológica destina-se à preservação integral da natureza e à realização de pesquisas científicas, sendo vedado o uso direto de seus recursos. Criada em 1996, é uma das unidades estaduais que asseguram a proteção de remanescentes do carste de Arcos-Pains, território onde a expansão urbana e mineradora reduz continuamente os ambientes naturais. Sua localização em pleno carste confere-lhe relevância para estudos espeleológicos, hidrogeológicos e de fauna cavernícola.
Ligações externas
Corumbá Corumbá Categoria:Fundações no Brasil em 1996