A Economia do Cuidado abrange o trabalho de cuidado, remunerado e não remunerado, direto e indireto. Ela engloba tanto quem cuida quanto quem recebe cuidados, bem como os empregadores e as instituições que oferecem serviços de cuidado. A economia do cuidado inclui as atividades de trabalho nas áreas de educação, educação e cuidado na primeira infância, saúde e assistência social, bem como trabalhadores domésticos e indivíduos que realizam trabalhos de cuidado não remunerado. Trata-se de é um dos setores econômicos que mais cresce no mundo. Um dos fatores que explica esse crescimento é a mudança demográfica. Ou seja, com o aumento na expectativa de vida e redução na taxa de fecundidade, aumenta a proporção da população idosa que necessita de cuidados tanto formais quanto informais, impulsionando a Economia do Cuidado.
O conceito de economia do cuidado está intrinsecamente relacionado, a Política Nacional de Cuidados do Brasil, que define cuidado como “trabalho cotidiano de produção de bens e serviços necessários à sustentação e à reprodução diária da vida humana, da força de trabalho, da sociedade e da economia e à garantia do bem-estar de todas as pessoas”. Além disso, estabelece que “todas as pessoas têm direito ao cuidado”, o que compreende “o direito a ser cuidado, a cuidar e ao autocuidado”.
Além de ser um direito fundamental, o cuidado permite aumentar a produtividade da força de trabalho e assegurar a sustentabilidade do crescimento econômico a longo prazo, servindo também como base para o avanço da igualdade de gênero. No que tange a questão de gênero, a desproporcional carga de trabalho não remunerado de cuidados com que as mulheres se defrontam, afeta sua alocação do tempo, com consequências diretas sobre a oferta de trabalho e seu bem-estar de maneira geral. Tais discrepâncias se tornaram ainda mais evidentes com a pandemia de COVID-19.
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